Primeira fábrica que produz papel a partir da palha da cana é inaugurada em SP

palhaO Grupo Cem inaugurou no último dia 3 a primeira fábrica de papel produzido a partir da palha da cana-de-açúcar do mundo. Localizada em Lençóis Paulista, a FibraResist demandou investimento de R$ 25 milhões e tem capacidade para produzir até 72 mil toneladas de pasta celulósica por ano, com previsão de atingir esse volume no médio prazo.

A escolha do município no Estado de São Paulo para as instalações ocorreu por causa da grande quantidade de matéria-prima na região, com forte atividade canavieira.

De acordo com nota da Secretaria da Agricultura, o primeiro acordo de fornecimento de cana já está acertado com a Coopercitrus Cooperativa de Produtores Rurais para a colheita e transporte da matéria prima proveniente do campo.

“O valor pago na venda da palha é revertido em benefícios aos produtores por meio de produtos e serviços da Coopercitrus, como fertilizantes, defensivos agrícolas, utilização da oficina mecânica, entre outras facilidades”, explica Fernando Degobbi, diretor financeiro da cooperativa. Cada hectare é capaz de produzir até 16 toneladas do subproduto. Isso significa que um produtor médio, com 100 hectares, consegue gerar até 1.600 toneladas de palha de cana-de-açúcar.

A produção inicial, que será de 25% do total da capacidade produtiva da FibraResist, está sendo negociada com empresas que produzem diversos tipos de embalagens e também papel kraft e tissue (como papel higiênico e papel toalha).

Com informações adicionais do Jornal da Cidade

Fonte: Isto é e o portal Bonde

Pesquisa da UFSCar transforma resíduo da queima do bagaço da cana em areia para construção civil

O bagaço é um dos principais resíduos do processamento da cana-de-açúcar; é um poluente ambiental quando descartado de modo inadequado na terra ou próximo a rios. Uma das maneiras mais comuns de reuso deste material é a queima em caldeiras, gerando energia para a própria usina. Porém, essa queima gera um outro resíduo, conhecido como areia da cinza do bagaço de cana-de-açúcar (ACBC). Por não possuir nutrientes, esse resíduo também configura um sério problema ambiental. A estimativa é que cerca de 4 milhões de toneladas de ACBC são descartados anualmente pelas usinas no Brasil.

Cana

Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um estudo que obteve duas importantes inovações: a simplificação do processo de transformação do bagaço em ACBC e o uso dela na construção civil, substituindo parcialmente a areia retirada do meio ambiente para a produção de concreto.
Um dos reusos para a areia da cinza do bagaço de cana-de-açúcar pesquisado atualmente é a transformação deste material em cimento. Porém, este processo implica em longos períodos de moagem e altas temperaturas para queima (calcinação), o que o torna demorado e de alto custo.

Na pesquisa da UFSCar, foi utilizado um processo simples e de menor custo. Nele, a ACBC passa por uma etapa de peneiramento, que pode ser manual, e uma moagem de apenas três minutos visando a padronização granulométrica das partículas, ou seja, para que elas fiquem com tamanho próximo ao da areia natural. Outro resultado é que este processo transformou a ACBC em areia que pode ser utilizada na construção civil, especificamente na composição de concretos, vigas, entre outros materiais. A areia resultante deste processo pode substituir em até 30% a areia retirada da natureza, o que significa a redução do uso da areia natural e, consequentemente, a diminuição do impacto ambiental.

Outras vantagens da areia resultante da ACBC em relação à areia natural estão na composição química e na granulometria (tamanho dos grãos de areia).

Por ser mais fina, a nova areia permite “fechar” os pequenos poros (abaixo de 150 micrômetros), o que diminui a porosidade do concreto quando comparado ao concreto convencional, resultando em uma maior durabilidade do produto. “Com menos poros e menos vazios, menor é a possibilidade de degradação do material”, explica Fernando do Couto Rosa Almeida, mestre em Estruturas e Construção Civil pela UFSCar e responsável pelos estudos. Testes também mostraram maior resistência do concreto em “ataques” de cloretos em armaduras (ferros de construção).

A pesquisa foi descrita no artigo “Sugarcane Bagasse ash sand (SBAS): Brazilian Agroindustrial by-product for use in mortar”, de autoria de Almeida, e publicado no periódico Construction Building Material. O trabalho foi o vencedor do Prêmio Capes-Natura Campus de Excelência em Pesquisa 2015, no tema Sustentabilidade: novos materiais e tecnologias. A pesquisa de mestrado, que serviu como base para o artigo, foi orientada por Almir Sales, docente do Departamento de Engenharia Civil (DECiv) da UFSCar, e realizada no âmbito do Grupo de Estudos em Sustentabilidade e Ecoeficiência em Construção Civil e Urbana (GESEC), liderado por Sales, e que estuda esta temática há 10 anos.

Fonte: Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
Imagem: Portal da Usina

Cana é água

O Brasil é o maior produtor de açúcar do mundo, produzindo mais de 20% do açúcar consumido mundialmente e exporta metade de toda a matéria consumida globalmente.

Por mais que 2016 tenha sido um ano de muitas complicações, tais empecilhos não influenciaram na produção açucareira nacional. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deverá encerrar o ano tendo exportado cerca de 27.120 mil toneladas, estimando-se um crescimento de 11,35%.

acucarPor mais que os números sejam animadores, a cana tem potencial genético para produzir aproximadamente 50 toneladas de açúcar por hectare somando 1.000 sacos, mas infelizmente a média nacional é de 09 toneladas na mesma área, totalizando 180 sacos. Este número representa menos de 20% do potencial genético da planta.

A cana é composta por ¾ de líquidos. O restante são as matérias primas utilizadas pela usina. Cana é água. Sendo assim, o déficit hídrico é um dos maiores responsáveis no que diz respeito à impedância do canavial em alcançar altos rendimentos. Tal cenário fez com que o mercado projetasse estratégias para atingir níveis de rendimento mais adequados, principalmente em regiões em que o fornecimento de água é mais restrito.

Visando ajudar no aumento da produtividade, a Netafim desafiou o mercado e foi pioneira no desenvolvimento da irrigação por gotejamento para a cultura. A primeira do mundo em irrigação subterrânea em todo o mundo. Esta prática, além de sustentável, garante que os produtores que adotam essa medida tenham o rendimento anual de sua lavoura duplicado ou até mesmo triplicado.

Exemplificando esses dados, imagine uma usina que decida instalar um projeto de gotejamento em dois mil hectares e que a produtividade de cada um deles chegue a 115 toneladas. O aumento da moagem alcançará 60 mil toneladas de cana por safra e a área de replantio anual terá uma redução de 800 hectares.

Somados, todos os benefícios do gotejamento totalizam, entre a redução e o aumento de produção, no período de 10 anos, um ganho de R$ 50.000.000 no fluxo de caixa da usina. Isso começa ocorrer a partir do terceiro ano de operação.

Inovar no campo é nossa missão. Por este motivo, oferecer uma solução capaz de evitar desperdícios de recursos naturais e escassos é essencial. No cenário em que a sustentabilidade é a palavra de ordem, o gotejamento é capaz de produzir mais com menos, atendendo as necessidades da planta e do planeta. Avante, produtor, juntos podemos fazer sempre mais.

Por Daniel Pedroso, Engenheiro Agrônomo formado pela ESALQ/USP; Coordenador Agronômico e Especialista em Cana de Açúcar da Netafim.

Fonte: Portal do Agronegócio
Imagem: Melhor com saúde

Produção de cana-de-açúcar deve aumentar 4,4%

Em relação à safra passada, produção deverá chegar a 694,54 milhões de toneladas, frente a 665,5 milhões da safra 2015/2016

A produção de cana-de-açúcar deverá chegar a 694,54 milhões de toneladas. Um crescimento de 4,4% em relação à safra anterior, que foi de 665,59 milhões de toneladas. Os números fazem parte do 3º Levantamento da Safra 2016/2017, divulgado em 20 de dezembro, pela pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

cana_de_acucarDe acordo com o levantamento, a área a ser colhida está estimada em 9,1 milhões hectares, aumento de 5,3% se comparada com a safra 2015/16, que foi de 8,6 milhões de hectares.

A produção de açúcar deverá atingir 39,8 milhões de toneladas, 18,9% superior à safra 2015/16, que foi de 33,5 milhões de toneladas. Já a produção de etanol deve recuar 8,5% em relação à safra anterior, de 30,5 bilhões de litros, ficando em 27,9 bilhões de litros. A tendência se deve a maior rentabilidade do açúcar.

No caso do etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, sua produção deverá ter um aumento de 1,5%, alcançando 11,4 bilhões de litros, impulsionado pelo aumento do consumo de gasolina em detrimento ao etanol hidratado.

Na safra anterior, essa quantidade foi de 11,2 bilhões de litros. O etanol hidratado deverá atingir a produção de 16,5 bilhões de litros, redução de 14,3% ou 2,8 bilhões de litros, comparado à safra passada, que foi de 19,2 bilhões de litros, resultado do menor consumo desse combustível.

Regiões

No Sudeste, deverá haver um aumento da área. As chuvas atrasaram a colheita da safra anterior e houve o aumento da quantidade de cana bisada para a atual safra, refletindo num aumento de 7,1% na produção total. As produtividades foram excelentes na safra anterior, e as expectativas também são boas para esta safra.

O Centro-Oeste também deverá apresentar um aumento de área colhida em relação à safra passada. Nesta região também houve produtividades muito favoráveis na safra anterior. Entretanto, nesta safra, as chuvas foram reduzidas, o que deve impactar numa redução de produtividade na ordem de 9,5% e recuo de 3,9% na produção.

No Nordeste, deve haver diminuição da área colhida nessa safra e aumento de produtividade. Isso se deve, entre outras coisas, a uma recuperação em relação ao déficit hídrico na safra passada.

A Região Sul apresenta maior aumento percentual de área no País. O Paraná deve colher, nesta safra, a cana bisada, que é a que sobrou da safra anterior.

E na Região Norte, responsável por menos de 1% da produção nacional, a área cultivada aumentou, a exemplo dos últimos anos. Apesar disso, a produtividade teve redução, nesta safra, em face das más condições climáticas para o desenvolvimento do canavial.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Conab

5% do abastecimento de energia brasileiro vem dos moinhos de cana-de-açúcar

Uma das vantagens de produzir açúcar e etanol da cana-de-açúcar é que a cana pode ser utilizada para fornecer energia para os moinhos. Muitos moinhos de açúcar e de etanol no Brasil queimam o resíduo da cana para gerar a energia necessária para funcionar. Aqueles que produzem mais eletricidade do que consumem então vendem a energia excedente. Assim, no Brasil, 5% da energia consumida é proveniente da eletricidade excedente gerada por estes moinhos.

cana11.jpgO Brasil tem, aproximadamente, um total de 370 moinhos que produzem açúcar e etanol. Cerca de 180 desses moinhos geram energia excedente suficiente para abastecer 10 milhões de casas. A energia é considerada limpa e renovável e o setor de cana-de-açúcar pretende produzir mais. Estima-se que a eletricidade proveniente da cana poderá crescer mais 6% até a próxima década.

Uma das formas de aumentar a produção de energia proveniente da cana é coletar e queimar as folhas e os resíduos que são deixados no campo depois da colheita. Só queimando as folhas, a produção de energia poderia ser aumentada em 1/3.

Como a colheita da cana corresponde à temperatura de maior seca no Brasil, este fator é importante para evitar as falhas no abastecimento de energia, uma vez que a maior parte do país é abastecido com as hidrelétricas e os níveis mais baixos de água no reservatório.

Minas Gerais está na frente dos outros estados quando o assunto é produção de energia por meio da cana-de-açúcar. O estado possui 35 moinhos, sendo que 22 produzem energia excedente, com outros 2 também previstos para produzir em 2017.

Escrito pela Izadora Pimenta

 

Produção agropecuária da região chega a R$ 1,5 bilhão

A produção agropecuária concentrada na região de Piracicaba somou quase R$ 1,5 bilhão no acumulado de 2015, mostrou estudo divulgado pelo IEA (Instituto de Economia Agrícola), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento.

Em comparação a 2014, houve crescimento de 16,9% — naquele ano, a quantia registrada havia sido R$ 1,2 bilhão. Descontada a inflação do período, houve crescimento real de 4,43%. Os dados consideram 16 municípios de abrangência do Escritório de Desenvolvimento Rural da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral).

Dentre todos os itens produzidos, o que alcançou valor mais representativo foi a canade- açúcar. A cultura, sozinha, somou R$ 722,32 milhões, quase metade de todo o valor registrado em produção agrícola na região.

Em seguida, estão a carne de frango (R$ 474 milhões), a carne bovina (R$ 137 milhões) e a laranja para a indústria (R$ 28 milhões). A carne suína ficou em quinto lugar, com movimentação de R$ 28,4 milhões. Demais produtos agrícolas somaram R$ 108,13 milhões.

Para o engenheiro agrônomo da Cati, Henrique Bellinaso, o aumento do valor de produção agropecuária mostra que o setor se manteve forte mesmo com a crise. “O aumento do valor de produção agropecuária bruto foi grande, mas descontada a inflação, ele acaba não sendo tão representativo assim. De qualquer forma, a grande questão é que o setor continuou forte, com aumento real, o que mostra a importância que a agropecuária tem para o Brasil e para a região”, afirmou.

Dentre todos os itens produzidos, o que alcançou valor mais representativo foi a cana (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Dentre todos os itens produzidos, o que alcançou valor mais representativo foi a cana (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Apesar do ‘peso’ da cultura da cana-de-açúcar, o crescimento do valor de produção total é reflexo da majoração dos preços das carnes, principalmente da bovina. De forma geral, ambas foram beneficiadas com a valorização do dólar, que propiciou mais exportações.

Com isso, o valor bruto obtido com a produção foi maior. “O aumento considerável da arroba do boi e dos preços das aves e dos suínos, no ano passado, foi o que puxou a melhora no preço dos produtos agropecuários. São itens que estão atrelados ao dólar e que ficaram mais atrativos para exportação”, informou Bellinaso.

Já a cana sofreu com a prolongada estiagem em 2014 e no começo de 2015. Depois, foi a chuva em excesso que atrapalhou o setor. A produção teve quebra de quase 30% na safra 14/15, lembrou o engenheiro agrônomo, e os preços do setor, embora tenham se recuperado em meados do ano passado, continuam não sendo o esperado pelos produtores.

MIGRAÇÃO — Com a cana não remunerando a contento, tem crescido o número de agropecuaristas que vem migrando para a produção de gado de corte, segundo Bellinaso. “Percebemos que a cana tem se concentrado, cada vez mais, em poucos produtores.

Em 2015, devido à alta da arroba do boi, muitos produtores começaram a investir em bovinos, iniciando ou aumentando área e plantel”, disse.

Segundo ele, a cultura é preferida em relação à produção suína ou

de aves devido aos menores custos de investimento inicial.

Fonte: Jornal de Piracicaba
Escrito por Danielle Gaioto

Preço do etanol cai e o do açúcar mantém firmeza em São Paulo

Combustível enfrenta cenário de baixa demanda e valor da commodity pode ter encontrado sustentação no mercado internacional, diz Cepea

Os preços do etanol hidratado nas usinas do estado de São Paulo caíram 30% desde o início da segunda quinzena de março. A informação foi divulgada, nesta terça-feira (19/4), pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Só na última semana, o indicador de preços para o combustível, com base no mercado de São Paulo, fechou a R$ 1,3691 o litro, redução de 4,4% em relação à semana anterior.

AMCESP

Queda no preço do etanol já chegou aos postos de combustível, mas, de acordo com o Cepea, é insuficiente para garantir a competitividade em relação à gasolina (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

“O início da safra e a maior oferta do produto em um cenário de demanda desaquecida continuam sendo os responsáveis pelas sucessivas desvalorizações. As quedas já chegaram aos postos, mas não foram suficientes para tornar o etanol competitivo, em termos médios, frente à gasolina”, diz o Cepea.

 

Segundo informações da ANP, citados pelo Cepea, entre 10 e 16 de março, a cotação média do hidratado nos postos de combustível de São Paulo correspondeu a 73,6% do valor do combustível fóssil.

Açúcar
Em relação ao açúcar, o Cepea informa que o clima seco tem favorecido a colheita da cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro, gerando oferta suficiente. Diante da situação, os preços permanecem firmes no mercado disponível em São Paulo.

Na segunda-feira (18/4), o indicador do açúcar cristal no mercado paulista fechou a R$ 76,46/saca de 50 kg, alta de 1,06% em relação à segunda anterior.

“Essa sustentação interna pode estar relacionada ao atual cenário internacional da commodity. Na semana passada, a trading Czarnikow, que estimava déficit de 3,2 milhões de toneladas, elevou a projeção para 11,4 milhões de toneladas na temporada 2015/2016”, diz o Cepea.

Fonte: Globo Rural

Campo de Treinamento da Adama para cana-de-açúcar ocorre em Jaboticabal (SP)

A Estação Herbae, em Jaboticabal/SP, vai receber o Campo de Treinamento da Adama (leia-se Adamá) de cana-de-açúcar. O evento, organizado pela empresa global do setor de agroquímicos, é gratuito e deve reunir 150 participantes, entre técnicos de campo das usinas, consultores e distribuidores. O evento será realizado em 5 e 6 de abril e vai proporcionar a apresentação das soluções da empresa na prática.

Plantacao-de-CanaNo evento, os participantes poderão comparar e analisar a eficácia e seletividade de diferentes tratamentos para o controle de plantas daninhas feito com produtos que integram o portfólio da Adama, como os herbicidas Premerlin® e Jump®. Além disso, poderão conhecer novas tecnologias que estarão em breve no mercado e interagir com o portfólio de serviços da companhia para o setor.

“O CTA permitirá aos produtores de cana observarem os diferentes tratamentos Adama em momentos distintos de aplicação de herbicidas (em pré e pós-emergência), avaliando os resultados em controle das principais plantas daninhas que causam prejuízos à cultura da cana-de-açúcar e conhecerem nossa oferta de serviços”, destaca Márcio Lemos, gerente de Desenvolvimento de Mercado da Adama.

Além disso, o produtor canavieiro contará com a presença dos especialistas agronômicos da Adama, que poderão solucionar dúvidas e recomendar o tratamento mais adequado à situação da lavoura.

Fonte: Agrolink

Produtores esperam boa safra de cana-de-açúcar no Noroeste Paulista

O clima ajudou e os canaviais estão se desenvolvendo bem. A safra começa para valer em abril

Safra em 2016 deve ser melhor do que a do ano passado (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Safra em 2016 deve ser melhor do que a do ano passado (Foto: Reprodução/ TV TEM)

A família Rozolen fez parte da leva de imigrantes italianos que veio para trabalhar nos cafezais de São Paulo no século XIX. O município escolhido foi Olímpia, no Noroeste do Estado. O trabalho nas lavouras de café durou muitos anos. Mas, aos poucos, as lavouras de café foram dando lugar para os canaviais.

Márcio Antônio Rozolen contou para o Nosso Campo que tem 700 hectares com cana e espera colher 60 mil toneladas. Ele diz que a safra em 2016 deve ser melhor do que a do ano passado e que o mercado do álcool e do açúcar está mais favorável.

Victor Campenelli, que planta cana em Altair (SP), também está otimista. O clima ajudou e contribuiu para o desenvolvimento dos canaviais. No ano passado, ele colheu 700 mil toneladas.

Fonte: G1

 

Etanol hidratado atinge maior cotação nas usinas paulistas desde 2002

Combustível subiu 34% em fevereiro, aponta Cepea.
Alta não chegará às bombas por proximidade com safra, diz economista.

O etanol hidratado nas usinas do Estado de São Paulo atingiu sua maior cotação desde 2002 no início deste mês. Segundo levantamento semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), da USP de Piracicaba (SP), o litro do combustível chegou a R$ 1,89 no último dia 5, 34,05% a mais em relação ao mesmo período do ano passado – R$ 1,41.

O aumento é resultante da alta nos custos de produção, da priorização do açúcar nas usinas e da margem de preço ampliada pela volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina, afirma o professor de economia da USP e consultor em agronegócios José Carlos de Lima Júnior.

Entretanto, o acréscimo não deve repercutir nas bombas, em função da proximidade do início da safra, explica o professor.

eta5Em Ribeirão Preto (SP), centro de uma das principais regiões sucroalcooleiras do país, o preço médio do combustível nos postos chegou a R$ 2,67 em janeiro, 3% abaixo de dezembro – R$ 2,76 -, mas 34% acima do praticado um ano antes – R$ 1,99 -, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Essa alta não vai se sustentar por muito tempo, até porque a gente vai começar a safra entre março e abril. Isso vai cair. O consumidor não precisa ter essa preocupação”, diz Lima Júnior.

O etanol hidratado não é o único derivado da cana-de-açúcar que tem operado em alta. No início deste ano, o açúcar cristal atingiu sua maior taxa na série histórica do Cepea no mercado interno.

Etanol na gasolina

Também em ascensão, o etanol anidro – misturado à gasolina – foi cotado a R$ 2,09, com alta de 39,33% em relação a 2015 e bateu a sexta maior média na série desde 2002, perdendo apenas para 2011.

Além de associada à elevação dos insumos de produção, como de defensivos importados – mais caros em função da alta do dólar – e da energia elétrica, a alta se deve a uma valorização causada pelo incremento do anidro na mistura com a gasolina.

Mas o economista não vislumbra, em função disso, um aumento no combustível fóssil, que hoje custa em média R$ 3,67 nos postos de Ribeirão Preto.

“O etanol não conseguiria formar preço. A gasolina só aumenta se o governo passar a Cide integral para o consumidor, uma vez que a LDO aprovada pelo governo federal prevê seu retorno integral.”

Fonte: Afnews