Chuva prejudica moagem de cana-de-açúcar na segunda quinzena de novembro

1A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas empresas da região Centro-Sul alcançou 18,74 milhões de toneladas na segunda metade de novembro. Apesar de superar em 18,85% o índice registrado na mesma quinzena da safra passada (15,77 milhões de toneladas), a moagem dos últimos 15 dias de novembro de 2015 ficou 26,91% aquém do valor verificado na primeira metade do mês (25,64 milhões de toneladas).

O diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, destaca que em 2014 “a retração na moagem observada ao final de novembro ocorreu devido ao término precoce da safra, enquanto que neste ano a redução se deve principalmente às chuvas registradas na maior parte das áreas canavieiras”. Na média do Centro-Sul foram mais de 35 dias parados entre abril e novembro de 2015 em decorrência destas chuvas, acrescentou.

De fato, neste ano apenas 47 unidades produtoras haviam encerrado a moagem até o final de novembro, contra 137 unidades com safra finalizada na mesma data de 2014. Devido ao baixo aproveitamento de moagem no último mês, grande parte das unidades produtoras estão postergando a data de encerramento anteriormente programada para a safra 2015/2016.

Com isso, no acumulado desde o início da atual safra até 1º de dezembro, o volume processado de matéria-prima somou 563,29 milhões de toneladas, crescimento de 1,64% ante as 554,22 milhões de toneladas registradas em igual período do ciclo anterior.

Qualidade da matéria-prima

Na segunda quinzena de novembro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar moída totalizou 119,29 kg contra 138,17 kg verificados em igual quinzena do ano passado.

Segundo o executivo da UNICA, “o menor nível de ATR por tonelada de cana deve incentivar a manutenção de um mix de produção mais alcooleiro nas próximas quinzenas”.

No acumulado desde o início da safra 2015/2016, a concentração de açúcares atingiu 132,66 kg por tonelada de matéria-prima frente a 137,04 kg contabilizados no mesmo período de 2014.

Produção de açúcar e etanol

A proporção de cana-de-açúcar direcionada à fabricação de etanol nos últimos 15 dias de novembro continua superior ao índice registrado em igual período do último ano: 66,94% na atual safra, contra 63,44% em 2014.

Com isso, a produção de açúcar na segunda metade de novembro atingiu 704,1 mil toneladas, queda de 7,21% em relação às 758,83 mil toneladas verificadas na mesma quinzena do último ano.

A produção quinzenal de etanol, por sua vez, alcançou 881,24 milhões de litros, com 428,05 milhões de litros de etanol anidro e 453,19 milhões de litros de hidratado.

Rodrigues enfatiza que “a produção de anidro continua em ritmo acelerado e atingiu 22,84 litros por tonelada de cana-de-açúcar processada nos primeiros quinze dias de novembro, com a desidratação de 69,95 milhões de litros de etanol hidratado”.

No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 1º de dezembro, a fabricação de açúcar somou 29,42 milhões de toneladas, expressivo recuo de 6,42% em relação a igual período de 2014. A produção de etanol totalizou 25,79 bilhões de litros (15,87 bilhões de litros de hidratado e 9,92 bilhões de litros de anidro), 2,34% superior ao índice registrado até a mesma data de 2014 (25,20 bilhões de litros).

Vendas de etanol

2As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul em novembro somaram 2,52 bilhões de litros, com 269,21 milhões de litros direcionados à exportação e 2,25 bilhões de litros ao mercado interno.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado comercializado no Centro-Sul atingiu 1,44 bilhão de litros, crescimento de 23,15% frente aos 1,17 bilhão de litros contabilizados em novembro de 2014.

O diretor da UNICA alerta que “estas estatísticas de vendas indicam um recuo na demanda por etanol hidratado.” A taxa de crescimento das vendas do produto ao mercado doméstico era superior a 40% até setembro; alcançou 36,44% em outubro e, em novembro, caiu para 25,15%, comenta o executivo.

Já as vendas de etanol anidro ao mercado interno totalizaram 809,09 milhões de litros em novembro, contra 752,52 milhões de litros apurados no mesmo mês de 2014.

No acumulado de abril até o final de novembro, as vendas de etanol alcançaram 20,27 bilhões de litros – 18,77 bilhões de litros destinados ao abastecimento doméstico e 1,5 bilhão de litros ao mercado internacional. Este volume total comercializado em 2015 responde por um aumento de 24,87% em relação aos 16,24 bilhões de litros comercializados no mesmo período da safra passada.

Fonte: Notícias Agrícolas

Ridesa libera 16 novas variedades de cana-de-açúcar

Pesquisadores de universidades federais apresentam as novidades em evento que ocorre em Ribeirão Preto (SP)

Depois de anos de pesquisas, o Programa de Melhoramento Genético de Cana-de-açúcar (PMGCA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) lançará quatro novas variedades de cana-de-açúcar, após anos de pesquisa.

RB975242 que será lançada nesta quarta-feira (25/11) em Ribeirão Preto (SP) (Foto: Divulgação )

RB975242 que será lançada nesta quarta-feira (25/11) em Ribeirão Preto (SP) (Foto: Divulgação )

A novas liberações da universidade já foram multiplicadas pelas usinas conveniadas ao programa em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, apresentando grande potencial. Segundo o pesquisador Roberto Chapola, do PMGCA/UFSCar, os novos materiais são muito competitivos e resistentes às principais doenças da cultura. “Cada produtor possui necessidades específicas e, diante disso, a Ridesa tem trabalhado e continuará trabalhando intensivamente para suprir essas carências.”

As quatro liberações fazem parte do grupo de 16 novas variedades RB que serão lançadas no Encontro Nacional da Ridesa (Rede Interuniversitária de Desenvolvimento do Setor Sucroenergético), que ocorre nesta quarta-feira (25/11), em Ribeirão Preto (SP).

Além da UFSCar, outras seis universidades federais apresentarão novos materiais no evento: UFV, UFPR, UFAL, UFRPE, UFRRJ e UFG. A última liberação de variedades da Rede foi em 2010.

“Desde então estamos selecionando materiais e trabalhando muito em pesquisa a fim de oferecermos os melhores materiais para o produtor. Ficamos cinco anos de stand by para escolhermos bem as variedades a serem lançadas”, relata o pesquisador Edelclaiton Daros, professor da Universidade Federal do Paraná e coordenador nacional da Ridesa.

O Encontro Nacional também marcará a comemoração dos 45 anos das Variedades RB e dos 25 anos da instituição.

“São variedades que foram escolhidas estrategicamente pelas universidades e que se completam ao longo da safra, nos mais diferentes ambientes”, acrescenta. As variedades RB – sigla que denomina os materiais lançados pela Rede – são as mais cultivadas no país.

O estado de São Paulo, maior produtor nacional, é um exemplo da importância das variedades RB para o país. O censo varietal 2015, feito pela UFSCar em 138 usinas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, mostra que as variedades RB ocupam 65% de toda área
plantada com cana-de-açúcar nos dois estados.

Fonte: Globo

Cana-de-açúcar: aumenta o processamento no acumulado do ano

Para o açúcar houve incremento de 6,4%, passando de 2,04 milhões de toneladas (2014) paraaçúcar 2,17 milhões de toneladas esse ano.

Até a segunda semana de outubro, a região Centro-Sul processou 518,82 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no acumulado de abril. Os dados são da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA).
Nos últimos quinze dias do mês anterior foram 38,38 milhões de toneladas da matéria-prima, alta de 11,3% frente ao mesmo período de 2014.

Para o açúcar houve incremento de 6,4% nesse período, passando de 2,04 milhões de toneladas (2014) para 2,17 milhões de toneladas esse ano.
No caso do etanol foram produzidos 1,83 bilhões de litros, sendo 1,05 bilhões de litros para o etanol hidratado, volume 5,6% maior em relação aos 998 milhões de litros da segunda quinzena de outubro do ano passado.
Ainda de acordo com números da UNICA, 47 usinas haviam encerrado a safra 2014/2015, até o dia 1 de novembro de 2014, enquanto que esse ano apenas 15 finalizaram o ciclo 2015/2016.
Isso é resultado da melhora do clima e da maior disponibilidade de cana para essa temporada, o que contribuirá para uma entressafra mais curta.

Fonte: Notícias Agrícolas

Volume de cana-de-açúcar processada é 10,22% maior do que em outubro de 2014

Apesar da chuva acima da média histórica, as usinas conseguiram moer 3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena do mês de outubro em Mato Grosso do Sul, conforme informou a Biosul (Associação dos Produtores de Bionergia de Mato Grosso do Sul).

O volume da cana é avaliado quinzenalmente e registou até o momento 34,9 milhões de toneladas, 8,57% maior em relação ao mesmo período da safra anterior. Na segunda quinzena de outubro foram processadas 3 milhões de toneladas de cana, 10,22% maior que no mesmo período na safra passada.

Segundo o presidente da Biosul Roberto Hollanda, as chuvas não foram impedimentos para o bom desempenho da colheita de cana nesta quinzena. “Apesar da chuva acima da média histórica, as usinas conseguiram moer 3 milhões de toneladas. Com essa produção chegamos a 75% da moagem da cana-de-açúcar estimada para essa safra 2015/16”, afirma.

Benefícios-da-cana-de-açúcar

Até a segunda quinzena de outubro foram produzidas 1,10 milhão toneladas de açúcar, quantidade um pouco menor que a produção registrada anteriormente, que foi de 1,11 milhão de toneladas.

Já a produção de etanol registrou acumulado até 31 de outubro, 536,61 milhões de litros de etanol anidro e 1,714 bilhão de litros de etanol hidratado, resultando 2,25 bilhões de litros de biocombustível produzido, volume 12,5% maior que na safra 2014/2015.

O índice que mede a qualidade da matéria prima, o ATR/TC (Açúcares Totais Recuperáveis por tonelada de cana) atingiu 131,22 kg no acumulado, volume praticamente igual que o da safra passada e na quinzena, atingiu 136,39kg.

Fonte: Campo Grande News

Crise do etanol segura plano de usinas de biomassa

Brasília – A crise que toma conta da indústria do etanol passou a contaminar os projetos de geração de energia alimentados pelo bagaço de cana, uma fonte que hoje responde por 9,2% de toda a capacidade instalada de energia no país. A maior parte das usinas de biomassa em construção vive situação preocupante de atraso ou simplesmente não tem mais previsão para conclusão.

biocombustiveis-etanolAquelas em situação financeira mais grave já deram início a processos de revogação de contratos com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A geração por biomassa equivale a toda a capacidade produzida por usinas movidas a carvão, óleo diesel e nuclear – um conjunto de 1.224 usinas que entregam 10% do parque instalado de energia. Os dados oficiais apontam que, atualmente, há 58 usinas de biomassa outorgadas pela Aneel com previsão de iniciar operação comercial até 2020. A realidade, porém, é que apenas 14 usinas estão com seus cronogramas em dia. Em 20 empreendimentos, a situação é de alerta e tudo indica que haverá novos adiamentos.

Para 24 projetos, contudo, o cenário é crítico: oito deles estão com proposta de revogação de contrato em andamento, 13 estão sem perspectiva de início de obras e três estão parados.

“Isso é o reflexo da situação difícil que todo o setor vive no País. É um efeito dominó. As usinas de açúcar e álcool passam por complicações devido ao alto grau de endividamento”, diz Newton Duarte, presidente da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen).

A origem de todos os problemas, criticam os especialistas, está na política de controle de preços da gasolina imposta pelo governo, o que tira a competitividade do etanol nos grandes mercados consumidores do país.

“Essa falta de política para o etanol nos levou a ter hoje 70 empresas em situação financeira extrema, com paralisação de operações ou em processo de recuperação judicial”, diz Duarte.

A geração de energia a partir da biomassa é feita hoje por 486 usinas no País, que somam capacidade de 12.056 megawatts.

A oferta de energia dessas usinas, geração que a princípio tinha o propósito de autoconsumo, acabou se convertendo em um integrante importante na matriz elétrica nacional – sobretudo, em um momento em que o País precisa poupar água em seus reservatórios para garantir o abastecimento.

Apesar do cenário nebuloso, os especialistas apostam numa possível retomada dos projetos de geração a biomassa, a partir do leilão de energia chamado “A-5”, marcado para 28 de novembro, quando serão contratadas usinas de todas as fontes para entrada em operação daqui a cinco anos.

Um total de 32 projetos de térmicas a biomassa se cadastrou para o leilão, com previsão de entregarem até 1.917 megawatts de energia. Dos 32 cadastrados para o leilão, dez térmicas estão previstas para São Paulo.

Para esses empreendimentos, o governo fixou um preço-teto de pagamento por megawatt/hora, de R$ 197. Vence o leilão aquele que apresenta o maior deságio em relação a esse preço.

A avaliação no setor é de que o preço permitirá competição entre as empresas, com possibilidade de que ao menos metade da energia cadastrada seja efetivamente contratada pelo governo.

Potencial

A evolução da biomassa na matriz energética depende, essencialmente, da capacidade de inovação técnica das usinas sucroalcooleiras. O setor, que inicialmente só usava a biomassa para o autoconsumo, seja em produção de calor ou de eletricidade, passou a ser um exportador de energia para a matriz elétrica do país.

As estimativas apontam que o negócio de energia com o bagaço pode responder por mais de 10% do faturamento dessas empresas.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) diz que a bioeletricidade tem um potencial de mais de 13 mil megawatts médios no Brasil, o equivalente a quase três vezes a energia firme a ser entregue pela hidrelétrica de Belo Monte.

Fonte: O Estado de S. Paulo e Exame.com

Ribeirão Preto está entre as dez maiores produtoras de cana do Estado

No ano passado, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Orlândia e Barretos ficaram entre as regiões com maior produção de cana-de-açúcar de São Paulo. Juntas, dez localidades líderes foram responsáveis por 55,2% da produção total de cana no Estado. A cana também foi o produto mais importante do valor da produção agropecuária e florestal paulista em 2014, correspondendo a 42,6% (R$25,47 bilhões).
Os dados estão no “Diagnóstico do Setor Sucroenergético em 2014”, elaborado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) de São Paulo, que além de analisar o desempenho do setor discute os desafios que ainda precisam ser enfrentados.
1“É necessário que sejam adotadas políticas públicas adequadas de longo prazo, como melhorias no sistema de transporte, infraestrutura logística, bem como avanços no sistema tributário e judiciário, e que valorizem uma matriz energética diversificada e de baixo carbono, reconhecendo as contribuições ambientais do etanol e da bioeletricidade”, analisa o estudo.
Potência
Ainda de acordo com o diagnóstico, o setor sucroenergético brasileiro, na safra 2014/15, movimentou R$ 70 bilhões com a produção de cana, etanol, açúcar e bioeletricidade, representando 1,3% do PIB nacional, e gerou 4,5 milhões de empregos diretos e indiretos. As 423 unidades industriais processaram, nesta safra, 638 milhões de toneladas, produzindo 36 milhões de toneladas de açúcar e 30 bilhões de litros de etanol, além de comercializar 19.400 GW/h excedentes de energia.

 

Fonte: Sindicape

Catanduva é uma das principais produtoras de cana do país

cana-de-acucarA Região de Catanduva é uma das principais produtoras de cana-de-açúcar do país, com uma área de produção de pouco mais de 250 mil hectares. Barretos, Orlândia, Ribeirão Preto, Jaboticabal, São José do Rio Preto, Jaú, Presidente Prudente, Araraquara e Andradina completam a lista das mais importantes no setor sucronergético.
De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), o setor sucroenergético brasileiro, na safra 2014/15, movimentou R$70 bilhões com a produção de cana-de-açúcar, etanol, açúcar e bioeletricidade, representando 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, e gerou 4,5 milhões de empregos diretos e indiretos. As 423 unidades industriais processaram nesta safra 638 milhões de toneladas, produzindo 36 milhões de toneladas de açúcar e 30 bilhões de litros de etanol, além de comercializar 19.400 GW/h excedentes de bioeletricidade, em uma área plantada de 10 milhões de hectares, correspondendo a 4,5% da área agricultável do país.
O estudo não apresenta dados por municípios na quantidade de processamento, no entanto, cita que no Estado, em uma década a área nova plantada de cana aumentou em 25%.
“A cana-de-açúcar foi o produto mais importante do valor da produção agropecuária e florestal paulista em 2014, correspondendo a 42,6% (R$25,47 bilhões), seguido por carne bovina (12,2%), carne de frango (6,3%), madeira de eucalipto (4,2%), laranja para indústria (3,6%), leite (3,2%), café beneficiado (3,1%), ovo de galinha (3,0%), soja (2,7%) e milho (2,5%)11”, informa a pesquisa.
O Brasil exportou 24 milhões de toneladas de açúcar, no valor de U$$10 bilhões de dólares, e 1,4 bilhão de litros de etanol, em um total de U$$900 milhões de dólares..
O destino de 67,6% das exportações de açúcar foi: China, Emirados Árabes Unidos, Bangladesh, Índia, Argélia, Nigéria, Egito, Federação Russa, Arábia Saudita e Malásia.
A maior produção no país concentra-se na região Centro-Sul, na qual se destaca o Estado de São Paulo, que representou, em 2014, 53,8% da produção nacional de cana-de- açúcar, 49,4% da produção de etanol (14,1 bilhões de litros) e 61,6% da produção do açúcar (21,9 milhões de toneladas).
Segundo o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), 42,5% das usinas produtoras de açúcar e álcool situam-se no Estado de São Paulo, com 158 unidades industriais. O número de fornecedores ligados à Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (ORPLANA) é de 15.306.
“Em relação à produção de açúcar no estado, no período das safras 2006/07 a 2014/15, houve um incremento de 12,8%12. No entanto, quando se compara a safra 2013/14 com a de 2014/15, houve um decréscimo de 8,5%, em razão da menor produção de cana-de açúcar nesta última safra. A evolução da produção do etanol total no mesmo período apresentou um aumento de 26,1%, sendo que a produção de etanol hidratado foi de 28,8% e de etanol anidro 23,2%”, cita.

Datagro eleva estimativa de exportação de etanol para 1,8 bi de litros

São Paulo, 14 – A Datagro elevou nesta quarta-feira, 14, sua estimativa de exportação de etanol no Brasil de 1,09 bilhão de litros para 1,8 bilhão de litros em 2015/16. Segundo a consultoria, a produção do biocombustível deve alcançar o recorde de 30,45 bilhões de litros. Em 2014/15, a produção de etanol totalizou 29,49 bilhões. As projeções foram feitas pelo presidente da consultoria, Plínio Nastari.
etanolA previsão de moagem de cana-de-açúcar no País foi mantida em 663,83 milhões de toneladas na temporada atual, das quais 604,6 milhões de toneladas no Centro-Sul e 59,18 milhões de toneladas no Norte/Nordeste.
A produção de açúcar no Centro-Sul foi mantida em 31,39 milhões de toneladas, enquanto a produção no Norte/Nordeste foi estimada em 3,294 milhões de toneladas. Entretanto, a expectativa é de queda de 2,5% no consumo de açúcar no Centro-Sul do País, para 9,027 milhões de toneladas. No Norte/Nordeste, o consumo deve cair 3% na comparação com o ano passado, para 2,098 milhões de toneladas.
Déficit global
A Datagro elevou sua estimativa de déficit global de açúcar para 2,57 milhões de toneladas em 2015/16. Anteriormente, a consultoria previa que o consumo iria superar a produção da commodity em 2,36 milhões de toneladas. Na temporada passada, 2014/15, houve um superávit de 3,64 milhões de toneladas.
A previsão considera uma produção menor na Índia, na China e na União Europeia. Dessa forma, a relação estoque/consumo deve alcançar 45,9% em 30 de setembro de 2016, abaixo de 48,3% na mesma data deste ano. “Ainda precisaríamos de um déficit acumulado de 9 milhões de toneladas a partir de 2016/17 para alcançar uma relação de 41%, considerada ideal”, afirmou Plínio Nastari.
A produção de açúcar na China deve recuar para 9,8 milhões de toneladas na safra 2015/16, de 10,8 milhões de toneladas na temporada passada, estimou a Datagro. O consumo do país, em compensação, deve aumentar para 16,4 milhões de toneladas, de 15,9 milhões de toneladas no ciclo anterior.
Dessa forma, a importação do país deve aumentar, e segundo a consultoria, pode alcançar o recorde de 5 milhões de toneladas nesta temporada. Em 2014/15, a China importou 4,16 milhões de toneladas de açúcar.
Enquanto isso, na Índia, a produção também deve recuar, em virtude, especialmente, do clima. A estimativa foi reduzida de 27 milhões de toneladas para 26,8 milhões de toneladas. Em 2014/15, foram produzidas 28,4 milhões de toneladas de açúcar no país. As expectativa de exportação foi mantida em 2,8 milhões de toneladas.

Fonte: Portal Frisia

Foto: Blog Ricardo Sett

Usinas de cana em SP são processadas por excesso de carga em caminhões

O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou nesta terça-feira, 29, que cinco grupos sucroalcooleiros do noroeste de São Paulo, área atendida pela Procuradoria do Trabalho em Araçatuba, foram processadas na Justiça do Trabalho por casos de excesso de carga no transporte de cana-de-açúcar.

Três liminares já foram concedidas nos processos contra as usinas Da Mata, de Valparaíso; Revati, pertencente ao Grupo Renuka, de Brejo Alegre; e Diana Destilaria de Álcool Nova Avanhandava, de Avanhandava.


1Além disso, acrescenta o MPT, também são rés a Raízen Energia (unidades Destivale, Benálcool, Univalem, Mundial e Gasa) e o grupo formado pelas usinas Santa Adélia e Pioneiros Bioenergia.

O Judiciário ainda não se manifestou acerca dos pedidos feitos em caráter liminar nesses processos. De acordo com o MPT, a investigação do segmento teve início a partir de denúncias sobre o aumento da “prática ilícita” por todas as empresas do ramo. “Os relatórios de pesagem requisitados pela Procuradoria, relativos a períodos predeterminados da safra 2013/14, confirmaram as suspeitas de que o transporte de cana é realizado em volume muito superior aos patamares de peso legalmente estabelecidos”, acrescenta o ministério.

A partir daí foi instaurado o “Projeto de Combate ao Transporte de Carga em Sobrepeso no Setor Sucrolacooleiro”, culminando em uma audiência coletiva com a presença das usinas que possuem operações no noroeste de São Paulo. Foi proposta a todas a assinatura de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), mas algumas empresas se recusaram, dentre elas as cinco que são alvo de ação civil pública.

Para o MPT, o objetivo de todas as ações “é garantir a segurança dos motoristas e também da população, que fica sujeita a graves acidentes nas rodovias”. Segundo estatísticas da Polícia Rodoviária Estadual divulgadas pelo próprio MPT, por dia cerca de 200 caminhões de cana trafegam pelas rodovias da região de Araçatuba, Andradina e Penápolis.

A reportagem procurou todas as empresas.

A Diana Destilaria informou que ainda não foi notificada oficialmente e que desconhece a ação.

Já a Raízen disse que “trabalha constantemente no aprimoramento das atividades de seus motoristas com treinamentos”. “A segurança está entre as prioridades da companhia, que analisará as informações divulgadas pelo Ministério Público do Trabalho”, destacou a joint venture entre Shell e Cosan. A Usina Da Mata não retornou até a publicação deste texto.

Em relação à Revati e ao grupo formado por Santa Adélia e Pioneiros Bioenergia, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, não localizou nenhum porta-voz para comentários.

Fonte: NovaCana

Campanha “Cana-de-Açúcar: a Cultura da Inovação” é lançada em SP

Foi lançada nesta terça-feira (22/9), no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo, a campanha Cana-de-Açúcar: a Cultura da Inovação, coordenada pela ONG Solidaridad em parceria com Raízen, Braskem, Tetra Pak e Socicana (Associação dos Fornecedores de Cana de Guariba).

1A iniciativa nasceu de um objetivo comum entre os parceiros: promover a sustentabilidade e a inovação na cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Juntas, as empresas querem conscientizar consumidores e formadores de opinião sobre os avanços ocorridos nas últimas décadas em todo o processo produtivo, desde a produção no campo até a fabricação de embalagens utilizadas no dia a dia.

Além das tecnologias que permitem a produção de açúcar, etanol e energia elétrica mais sustentável, outros produtos gerados a partir da cana transformam a matéria-prima em bens de maior valor agregado, como o plástico verde usado em embalagens de alta tecnologia.

“O consumidor, ao comprar um produto com uma embalagem feita a partir do polietileno verde, talvez não saiba que esta matéria-prima é renovável e oriunda da cana-de-açúcar. Os investimentos em inovação e sustentabilidade feitos pelas empresas parceiras da iniciativa trouxeram grandes benefícios ambientais e sociais, reforçando o compromisso com o bem-estar dos trabalhadores, produtores e sociedade”, diz Fatima Cardoso, gerente-geral da Solidaridad no Brasil.

Contando com grandes players que atuam em toda a cadeia produtiva, o Cana Inovadora quer contar essa história, envolvendo desde o produtor rural, como os fornecedores da Socicana, passando pela produção de etanol, açúcar e bioenergia com a Raízen, e pelos processos da Braskem e da Tetra Pak.

Fonte: EmbalagemMarca

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