Mais de 50 usinas já receberam o Selo Energia Verde

Um total de 51 usinas de cana-de-açúcar que produzem energia elétrica renovável e sustentável (bioeletricidade) para consumo próprio e para o Sistema Interligado Nacional (SIN) já detém o Selo Energia Verde, emitido pelo Programa de Certificação de Bioeletricidade, uma iniciativa pioneira da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) em cooperação com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e apoio da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL).

Instituído em janeiro de 2015, o Selo Energia Verde é a primeira certificação no Brasil focada estritamente na energia produzida a partir do bagaço e palha da cana, contemplando empresas sucroenergéticas que exportam eletricidade para o SIN e também as que produzem apenas para o autoconsumo, desde que cumpram as diretrizes do Programa. Algumas destas regras incluem a obrigação de que as unidades geradoras estejam adimplentes junto à CCEE, sejam associadas à UNICA e participantes do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético Paulista, ou declarem atender critérios semelhantes, caso localizadas fora do Estado de São Paulo.

Ao longo de 2017, as 51 unidades detentoras desta certificação estimam que produzirão para a rede aproximadamente 8 TWh, equivalente a 50% da geração de energia elétrica pelas usinas a carvão no Brasil ou quase 8% do que foi produzido pela usina de Itaipu em 2016.

Para o gerente em Bioeletricidade da UNICA, Zilmar de Souza, outro aspecto importante é que a produção desta energia estimada pelas empresas certificadas significará o equivalente a abastecer mais de 4 milhões de residências pelo ano inteiro ou o mesmo que evitar a emissão de quase 3,5 milhões de toneladas de CO2. Para atingir a mesma economia de CO2, seria preciso, ao longo de 20 anos, plantar 24 milhões de árvores nativas.

“Desde 2013, o setor sucroenergético vem gerando mais eletricidade para SIN do que para o consumo próprio das unidades fabris, ficando, em 2016, numa relação de 60% e 40%, respectivamente. O Selo contribui para divulgar a sustentabilidade desta geração renovável e estratégica para a economia brasileira”, comenta Souza.

Os consumidores no mercado livre que adquirirem a energia de uma usina certificada podem também, dentro das diretrizes do Programa, requerer o Selo Energia Verde, fornecido pela UNICA sem custo financeiro.

Fonte: Secretaria de Energia

Clima pode ajudar safra de cana a “empatar” com a de 2016

Chuva em abril e maio e temperatura estável são as únicas condições que manteriam números da produção de cana

As previsões estão conservadoras para a safra de cana-de-açúcar na região de Jaú, que teve início no último sábado. Na melhor das hipóteses, a produção deve empatar com o último ciclo, ainda assim se chover de forma suficiente em abril e maio e as temperaturas não caírem muito.

Previsões são conservadoras para a atual safra. Na foto, canavial às margens da SP-304, entre Jaú e Bariri

No ano passado, a região compreendida por 11 municípios produziu 19,8 milhões de toneladas, contra 20,3 milhões da safra anterior. A baixa renovação dos canaviais e as oscilações climáticas contribuem para as previsões pouco otimistas.

“Se realmente tiver chuva suficiente para abril e maio e a temperatura não cair muito, no máximo nós empataríamos com a produção passada”, afirma o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (Associcana), Eduardo Vasconcellos Romão, que também preside a Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana).

Na Região Centro-Sul, a fabricação de açúcar deve alcançar 35,5 milhões de toneladas, aumento de apenas 0,4% em comparação ao ano passado. A de etanol, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), tende a cair em 24,2 bilhões de litros (redução de 4,06%).

Com 11 usinas e sete frigoríficos, a produção agrícola da região vem diminuindo pelo menos desde 2011, de acordo com Romão. Os rendimentos que já chegaram a R$ 2 bilhões/ano nunca mais atingiram esta marca, e hoje alcançam em média R$ 1,5 bilhão/ano. A queda impacta diretamente as demais cadeias produtivas, com destaque para a metalurgia.

Preços

O setor sucroalcooleiro encerrou a safra 2016/2017 com preços superiores aos dos ciclos anteriores, tanto para o açúcar quanto para o etanol.

Mesmo com demanda menor no Brasil e no exterior, o combustível rendeu de 1% (hidratado) a 2% (anidro) a mais.

A pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) Evelise Rasera Bragato explica que a oferta dos etanóis diminuiu porque as usinas direcionaram a maior parte da cana para produção de açúcar. “Na bomba, o preço não ficou em desvantagem com relação aos outros anos”, lembra a pesquisadora.

A exportação também caiu na última temporada. Foram embarcados 1,3 bilhão de litros, queda de 36,9% no comparativo com o ciclo anterior, resultando em receita de US$ 727 milhões.

João Guilherme D’Arcadia

Fonte: NovaCana

Inclusão da cana-de-açúcar nas negociações do acordo Mercosul-União Europeia

Brasília – A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), representada pelo seu diretor Executivo, Eduardo Leão de Sousa, integrou  uma comitiva formada por 15 entidades empresariais do Brasil em Seminário promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nos dias 21 e 22 de março, em Buenos Aires. Participaram do evento diversas lideranças do agro argentino e do agro brasileiro, como parte dos eventos de mais uma rodada de negociações para o Acordo União Europeia-Mercosul, bem como de encontros com os negociadores chefes dos quatro países integrantes do Mercosul e da União Europeia.

“Nestas reuniões, procuramos enfatizar a importância da conclusão do Acordo para o nosso setor e a nossa confiança de que o açúcar e o etanol farão parte das próximas listas da UE. A expectativa é a de que as negociações sejam concluídas até o final do ano e, com isso, esperamos ter mais acesso ao mercado europeu, hoje fortemente dificultado por barreiras tarifárias extremamente elevadas, além de quotas de exportação no caso do açúcar”, avalia o executivo da Unica.

A presença da entidade na capital argentina foi possível graças à parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), parceira da Unica em projeto para promover o comércio internacional dos derivados de cana.

Em evento organizado na Bolsa de Cereais de Buenos Aires (21/03), o diretor da Unica participou do seminário “Desenvolvimento Sustentável e Produção Agrícola” ao lado de representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sociedade Rural Argentina (SRA), do Centro de Economia Internacional (CEI) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Entre os principais temas discutidos, destacou-se o painel “As Negociações UE-Mercosul e a Questão do Desenvolvimento Sustentável”, que reuniu negociadores-chefes do Brasil, Argentina e UE, Ronaldo Costa, Daniel Raimondi e Sandra Gallina, respectivamente. No dia seguinte, na sede da União Industrial Argentina (UIA), os mesmos participantes estiveram reunidos com o diretor da Unica e executivos da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e da Associação Brasileira das Indústrias do Milho (Abimilho).

De acordo com Eduardo Leão, existe um ambiente mais favorável para as negociações do Acordo com a UE e parece haver uma abertura maior para as discussões referentes aos produtos do agronegócio, ao menos neste momento.

 

Fonte: Site Notícias Agrícolas

As vantagens do plantio automatizado de cana

Boas práticas e o uso de plantadora automatizada melhoram muito o desempenho da operação

Alinhamento do plantio com piloto automático, qualidade da sulcação e da cobertura estão entre benefícios da Plantadora de Cana Picada PCP 6000 Automatizada

Nas oito fazendas do produtor de cana Anselmo Dimas Ferrari, situadas num raio de 100 km de São José do Rio Preto, SP, todas as distribuidoras de cana foram encostadas. “Passamos a utilizar totalmente no nosso plantio a Plantadora de Cana Picada PCP 6000 Automatizada, da DMB Máquinas e Implementos Agrícolas”, relata Anselmo, que é diretor da Agro FCM. “Achamos a máquina confiável e com realização satisfatória do plantio”, avalia.

Entre os benefícios possibilitados pela plantadora automatizada DMB, Anselmo destaca o alinhamento do plantio com piloto automático, a qualidade da sulcação e da cobertura, a maneira como distribui os toletes – em posição e quantidade satisfatórias – e a obediência ao trator.

Outro fator positivo é a qualidade da germinação. O canavial mostra que o plantio é bem-feito, o nascimento é rápido, perfilha muito bem, tem poucas falhas e quando tem falha nem sempre é culpa da plantadora, mas de um agente externo. “A máquina executa um ótimo serviço, que permite a formação de um bom estande.”

Para o produtor, a plantadora automatizada DMB realiza um plantio dentro do padrão de qualidade requisitado pela Agro FCM. “Se não tivesse dentro deste padrão, se fosse comprometer a produtividade, não iríamos usar”, afirma Anselmo.

Atualmente, a Agro FCM já conta com 12 plantadoras, mas, para 2017, o plano é de aquisição de duas novas máquinas. De acordo com Anselmo, vale a pena investir na PCP 6000 Automatizada. Além dos benefícios já elencados, ela possibilita a economia de várias operações. “Comparando com a distribuidora, elimina um terço dos tratores e do pessoal que trabalha. Também dispensa a sulcação anterior. Portanto, resume todas as operações numa só. O desafio foi aprender a trabalhar com a máquina para tirar dela tudo o que pode proporcionar.”

Abaixo seguem algumas informações que sintetizam as vantagens da plantadora automatizada, tabuladas a partir do uso do equipamento nas propriedades da Agro FCM:
– consumo de mudas médio com a plantadora automatizada da DMB: 14 t/ha;
– consumo de mudas médio anterior com a distribuidora de cana: 19 t/ha;
– redução de 2 operadores e 2 tratores;
– melhor logística e sem preocupação com sincronismo entre as operações de sulcação, distribuição de mudas e fechamento do sulco por se resumir numa operação única;
– frota de 12 plantadoras e intenção de compra de mais duas para o próximo plantio;
– germinação mais uniforme, melhor estande de plantas e melhor perfilhamento;
– expectativa de maior longevidade do canavial;
– maior facilidade da operação quebra-lombo pelo menor lombo deixado pela plantadora.

Fonte: CanaOnline

Mudas de cana pré-brotadas elevam produtividade em até 40%

O aumento da produtividade é uma meta sempre buscada por quem atua na atividade canavieira. Atualmente há vários recursos para ter esse ganho, como agricultura de precisão, inovações no controle de pragas e doenças, manuseio da cana-de-açúcar e até mesmo no plantio da planta, seja o pelo método convencional, seja pelo plantio de mudas pré-brotadas (MPB). A técnica tem como objetivo produzir cana a partir de mudas de alta qualidade, livres de doenças e pragas, o que garante taxa de multiplicação muito maior que pelo do plantio tradicional.

Em experimentos foi identificado aumento de produtividade entre 20% e 40%. O MPB também permite uma equidistância ideal entre as plantas e assim, ter o número de perfilhos mais útil. Segundo o diretor da Sta TechCana, Leonardo Ubiali Jacinto, essa vantagem se destaca de todas as outras no plantio comercial, já que consegue a distância ideal entre as plantas e evita a competição entre elas. Assim, há ganho de produtividade. Além disso, os plantios são uniformes e isentos de doenças, principalmente do Sphenophorus levis, praga que tem um alto poder destruidor nos canaviais.

O gerente de Marketing para Cultura de Cana da BASF, Cristiano Peraceli, diz que as mudas pré-brotadas AgMusa da BASF possuem a tecnologia que viabiliza a implementação de viveiros de alto potencial produtivo para que as usinas tenham acesso a mudas sadias de novas variedades, com garantia de qualidade BASF. “A tecnologia é composta por um sistema de multiplicação, tratamento, rustificação e plantio, resultando em viveiros de alto potencial produtivo”, explica.

A Associação dos Fornecedores de Cana da Usina Bom Sucesso (AFC) tem 21 hectares de cana originária de MPB e a primeira poda de cana  será realizada esse ano. A expectativa do Gerente Agrícola da AFC, Antônio José da Silva é aumentar a produção para acima de 130 toneladas por hectare. Silva explica que a vantagem do método é a qualidade da variedade. “A muda é livre de doenças, vem limpa”, pontua. Atualmente, a AFC possui um pequeno viveiro, que em breve será ampliado com o objetivo de reduzir os custos.

Os especialistas são claros em não haver indicação de melhor momento para o produtor utilizar as mudas pré-brotadas. A MPB pode ser utilizada para a renovação do canavial ou na construção de um novo. O custo de implantação é variável. Na Sta TechCana o valor da muda varia entre R$ 0,55 a  R$0,70, dependendo do volume. São Paulo é hoje é Estado brasileiro com maior incidência de canaviais originário de mudas, seguido por outros estados da região Centro-Sul.

Criadouros

Com as mudas pré-brotadas, o viveiro é o local que começa o ciclo produtivo da usina. Esses locais são construídos a partir de mudas sadias que potencializam o sucesso, garantindo alta qualidade da variedade a ser plantada nas primeiras fases da obtenção de matéria-prima. O viveiro imprime velocidade na formação ao receber mudas prontas e aclimatadas. Trata-se de uma forma segura de introdução de novas variedades com custo adequado, segurança e qualidade a fim de diferenciar a usina. Dessa forma, mudas sadias em um viveiro são o alicerce de um bom canavial”, explica o gerente de Marketing para Cultura de Cana da BASF.

A BASF possui dois viveiros. A Sta TechCana está no mercado há cinco ano e tem capacidade instalada para produzir mudas para 4.500 ha/ano. A plantação das mudas é mecânica e depende de trator ou maquinário específico para jogar as mudas. Já a BASF recomenda o uso do sistema de Meiosi que é um dos modelos que melhor potencializa os resultados de AgMusa, pois une o planejamento, tecnologia e rentabilidade.

“O plantio de Meiosi promove a sustentabilidade natural da rotação de cultura, quebrando o ciclo de pragas, aliando a sanidade e a alta produtividade de suas linhas de cana, com benefícios financeiros advindos da cultura intermediária (como por exemplo, amendoim)”, pontua Cristiano Peraceli.

Atualmente, a BASF desenvolve duas transplantadoras que estão em fase de teste e validação.

“Uma é automática para o plantio em duas linhas; a outra transplantadora é semiautomática para plantio em uma linha, proporcionando maior rentabilidade ao produtor, pois reduz o custo de operação no plantio e melhora ainda mais a qualidade”, esclarece Peraceli.

Cejane Pupulin-Canal-Jornal da Bioenergia

Fonte: Canal BioEnergia

Norma de Caracterização Química de Bagaço de Cana-de-açúcar

O IPBEN – Instituto de Pesquisa em Bioenergia da Unesp, em apoio à ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, junto com outras seis instituições, participou da elaboração da Norma de caracterização química de bagaço de cana-de-açúcar. O IPBEN tem uma linha de pesquisa dedicada a conversão e caracterização de biomassa. Nesta área atua o Pesquisador Michel Brienzo, o qual participou da elaboração da Norma (ABNT NBR 16550:2016). Na caracterização de biomassa estão incluídos estudos de composição química e propriedades físico-químicas da biomassa. Tais fatores, são diretamente responsáveis pela recalcitrância, resistência na conversão da biomassa em biocombustíveis e produtos de alto valor agregado. A composição química da biomassa é um dos fatores chaves para determinar o potencial da biomassa na conversão e avaliar efeitos do processo sobre o material.

Devido à importância da padronização da metodologia de caracterização química, pesquisadores de diversas instituições como INMETRO, CTC, CTBE-CNPEM, EMBRAPA AGROENERGIA, IPEN, PETROBRAS e UNESP, representada pelo IPBEN, trabalharam em conjunto com a ABNT. A elaboração da Norma padronizada tem como objetivo trazer confiabilidade ao método de caracterização química do bagaço de cana-de-açúcar, permitindo também comparações de resultados. Deste modo, a normalização da metodologia atende a necessidade de diversos laboratórios de pesquisa que trabalham com essa biomassa, e o setor sucroalcooleiro. A definição das especificações técnicas da Norma de caracterização química do bagaço de cana-de-açúcar levou em consideração as diferentes metodologias disponíveis na literatura, compilando os critérios mais relevantes e os unificando em uma metodologia padronizada.

A Norma ABNT NBR 16550:2016 está disponível no site http://www.abnt.org.br. Baseado na norma elaborada, o IPBEN lançará prestação de serviços em caracterização química de bagaço de cana-de-açúcar.

Fonte: Cana online

Usina não pode terceirizar colheita e plantio de cana-de-açúcar

Uma usina de cana-de-açúcar não pode terceirizar os serviços de plantio, colheita e manutenção do insumo, pois são atividades-fim da empresa. Com esse entendimento, a Vara do Trabalho de Taquaritinga (SP) condenou uma usina a não terceirizar essas funções, sob pena de multa de R$ 20 mil, acrescida de R$ 1 mil por empregado encontrado em situação irregular. Cabe recurso da decisão.

Para a reparação dos danos morais coletivos, a empresa foi condenada ao pagamento de R$ 500 mil em benefício de projetos, iniciativas ou campanhas em benefício de trabalhadores abrangidos pela circunscrição da Vara do Trabalho de Taquaritinga, a serem indicados pelo Ministério Público do Trabalho.

A ação civil pública, ajuizada pelo procurador Rafael de Araújo Gomes, de Araraquara, denunciou a fraude cometida pela usina, que contrata pequenos produtores para o plantio e trato cultural da cana, consideradas atividades finais da empresa, cuja terceirização é vedada na Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho.

A obrigação de encerrar a terceirização deve ser cumprida no prazo de 90 dias, a partir da intimação da ré. “O que se percebe, seja pelas provas enunciadas em específico e pelos demais documentos acostados aos autos, é que a Ré passou a terceirizar o plantio e cultivo de sua principal matéria-prima, a cana-de-açúcar, para pessoas chamadas de “vendedores” ou “fornecedores”, em operação iterativamente considerada como fraudulenta por este juízo de Taquaritinga, conforme depoimentos testemunhais feitos nos referidos processos e trazidos aos presentes autos”, escreveu na decisão a juíza Paula Rodrigues de Araújo Lenza. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPT-15. 

Processo 0010985-89.2016.5.15.0142

Fonte: Portal Conjur

Preparo do solo e plantio da cana-de-açúcar em debate

Cerca de 129 Técnicos de usinas de cana-de-açúcar da região Sul de Mato Grosso do Sul compareceram, na terça, 7 de março, no primeiro seminário agrícola do ano de 2017, intitulado “Preparo do solo e plantio da cana-de-açúcar”. Este seminário foi o primeiro de cinco que acontecerão durante o ano de 2017 e faz parte da programação do 3º Ciclo de Seminários Agrícolas O seminário, realizado pela Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul (Biosul) e Embrapa Agropecuária Oeste, aconteceu no auditório da Embrapa, das 8h30 às 17 horas. A organização do evento foi da TCH Gestão Agrícola.

O presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho falou sobre as “Perspectivas para o Setor Sucroenergético”. Ele falou da importância do Biocombustíveis 2030, um plano nacional do Ministério de Minas e Energia, voltado para o desenvolvimento do setor de biocombustíveis, que será realizado em parceria com o setor sucroenergético nacional. “O objetivo é dobrar a produção brasileira de etanol, aumentando 20 bilhões de litros por safra, até 2030. Atualmente, o Brasil produz, em média, cerca de 30 bilhões de litros de etanol por safra”, disse Hollanda. Ele destacou ainda que a Biosul é umas das empresas que está participando da elaboração do Renova Bio. “A parceria com a Embrapa é fundamental para viabilizar resultados práticos que possam ser aplicadas pelas usinas”, finalizou ele.

O Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Lafourcade Asmus, ressaltou que um dos temas prioritários da Unidade é a agroenergia. “Trazer as demandas do setor de forma organizada para a pesquisa, por meio dessa parceria, é uma das iniciativas que tem possibilitado resultados positivos para todo o seguimento sucroenérgetico. “Esse seminário, é o primeiro da série planejada para 2017. Hoje, na Embrapa Agropecuária Oeste temos muitas pesquisas e atividades de transferência de tecnologia voltados para esse setor”, disse ele.

O diretor agrícola da Usina Laguna, de Baytaporã, Werner Semmelroth, disse que os seminários são muito técnicos e sempre possibilitam melhorias nos aspectos relacionados aos tratos culturais, manejo, melhorias do solo, controle de pragas e doenças. “As sugestões dos seminários têm possibilitado muitas melhorias para nosso trabalho, além de favorecer as trocas de informações informais. A Embrapa tem um corpo técnico muito bom, que conhece muito sobre diversos assuntos agrícolas de nossa região. A experiência da Embrapa tem nos ajudado bastante”, destacou Werner.

Com informações compiladas do aspecto climático, a partir de dados de diversos institutos nacionais e internacionais que realizam previsão do tempo, o pesquisador Claudio Lazzarotto apresentou as probabilidades e disponibilidade de chuvas para o outono. “Nos meses de março e abril, início das colheitas e plantio, as chuvas devem ser frequentes, porém com distribuição irregular”, disse ele.
Já o pesquisador Carlos Ricardo Fietz, da Embrapa Agropecuária Oeste, falou sobre fatores de risco climático para a cultura da cana-de-açúcar. Ele destacou que em Mato Grosso do Sul, além da quantidade das chuvas, sua distribuição é muito importante. Ele disse ainda que o plantio da cana-de-açúcar no inverno é de alto risco climático na região sul de Mato Grosso do Sul. O motivo é que os meses de junho, julho e agosto são os mais frios e com menos chuvas no ano.

Fietz também falou sobre os plantios de cana-de-açúcar de ano e meio, que devem ser realizados preferencialmente entre dezembro e abril. “Com condições de umidade e temperatura do solo mais favoráveis, a brotação, emergência e estabelecimento dos canaviais é favorecida, diminuindo a quantidade de mudas por área e resultando em plantios com menor números de falhas”, explicou ele.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Cesar José da Silva, salientou a importância dos plantios serem realizados preferencialmente no período recomendado pel zoneamento de risco climático para a cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, que estabelece o plantio de outubro a abril.

Plantios fora deste período devem vir acompanhados de planejamento e utilização de técnicas agronômicas que auxiliam na redução dos efeitos negativos das condições agroclimáticas desfavoráveis, especialmente a baixa disponibilidade de água e temperaturas baixas do solo, que podem causar perdas significativas de produtividade. Para estas situações os plantios de inverno em áreas devem ser priorizados nas aréas onde é possível realizar a utilização de torta de filtro no sulco de plantio e a fertirrigação.

José Luís Coelho, da Antoniosi, falou das tendências e desafios do plantio mecanizado da cana-de-açúcar com plantadoras automatizadas. Henry Violin, da Adama, apresentou o fluensulfone, uma nova ferramenta para manejo de nematoides. José Carlos Rufato, da Syngenta, apresentou as novas tecnologias da empresa para o plantio de cana-de-açúcar. O consultor Luiz Romeu Voss falou de preparo de solo canteirizado. Ao final foi feito um debate, conduzido pelo gerente agrícola da Usina Passatempo (Biosev) Leandro Duarte.

 

Christiane Congro Comas
Fonte: Grupo Cultivar

 

Setor sucroenergético brasileiro retoma crescimento em 2017

cana de açúcarO setor sucroenergético brasileiro deve se recuperar e retomar seu crescimento em 2017. Indicativos do mercado do açúcar apontam que o preço do composto deve se manter em alta como aconteceu em 2016. “É um produto de grande demanda em todo o planeta, ainda mais com o crescimento da população”, afirma o professor Octávio Valsechi, docente do Departamento de Tecnologia Agroindustrial e Socioeconomia Rural (DTAiSER) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O mercado do álcool também está em alta. A Cúpula do Clima de Paris (COP 21) aprovou em 2015 o primeiro acordo de extensão global para frear as emissões de gases do efeito estufa e para lidar com os impactos da mudança climática. Ou seja, todos os países terão que usar combustíveis renováveis e o álcool é o melhor exemplo na substituição de combustíveis fósseis, como a gasolina. “Pessoas do mundo inteiro vêm para o Brasil estudar o que nós fizemos. Esse compromisso de diminuir as emissões é um grande impulso para a valorização do álcool e uma fantástica vitrine para o país. É uma nova fase para o setor, que deve ser encarada com uma nova mentalidade”, acredita Valsechi.

Para o docente da UFSCar, o que está salvando o Brasil da crise é o setor agropecuário, com destaque para a cana-de-açúcar que está sempre no topo dos produtos que mais arrecadam impostos. Só no agronegócio do Estado de São Paulo, atualmente, a cana representa a metade do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma em valores monetários de todos os bens e serviços finais produzidos.

Com a valorização dos produtos da cana, uma parte maior do setor estará, neste ano, com o caixa mais equilibrado, o que permitirá mais investimentos e a contratação de novos profissionais. Um dos reflexos diretos do indicativo dessa retomada é o alto número de procura pela 13ª turma do programa de Master of Technology Administration (MTA) em Gestão Industrial Sucroenergética, oferecido pela UFSCar, instituição que, hoje em dia, detém a expertise da tecnologia da produção de cana de açúcar no mundo, contribuindo com a consolidação do etanol no Brasil.

A pós-graduação, que está completando 10 anos, é referência na área. Durante o curso, são abordados desde o manejo e o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar, passando pelo mercado industrial, até o desenvolvimento de projetos e inovação. “As pessoas estão tendo consciência que uma melhor qualificação oferece maiores chances de boas posições no mercado de trabalho”, afirma Valsechi, que também é coordenador do curso.

Os interessados podem se inscrever até o dia 9 de março, preenchendo a ficha de inscrição disponível emwww.mta.ufscar.br. O formulário deve ser enviado junto com o Curriculum Vitae para o e-mail mta@cca.ufscar.br. Há poucas vagas disponíveis. A seleção dos candidatos será feita por meio de análise curricular. As aulas serão ministradas em Sertãozinho (SP), nas dependências da Universidade Corporativa do Setor Sucroenergético (Uniceise), em encontros quinzenais, que ocorrem aos sábados. O curso, com duração de 1 ano e 8 meses, tem a parceria do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise-BR) e a gestão da FAI.UFSCar (Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos).

Fonte: Cultivar

Estudo tenta viabilizar palha da cana sem queima para geração de energia elétrica

Os responsáveis pelo levantamento querem provar que este procedimento é mais limpo do que a biomassa, que é a mistura da palha com o bagaço da cana.

A estimativa é que a produção energética possa aumentar em sete vezes com o uso da palha sem queima.

“Se a gente pegasse hoje toda a palha no centro sul do país e colocasse para queimar, isso corresponderia aproximadamente uma Itaipu [usina hidrelétrica binacional que produziu 8,74 milhões de MWh em janeiro]”, disse Gonçalo Pereira, pesquisador do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), do Cento Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM).

De acordo com os especialistas, as usinas paulistas tentam há 20 anos utilizar a palha, mas não tem equipamentos adequados e nem o conhecimento logístico para por em prática.

“A palha é uma espécie de sol no estado sólido. Então, além de você desperdiçar e deixar a palha no campo tem a possibilidade de insetos e fungos se alojarem na palha. E ao longo do tempo, ela acaba virando CO2 e outros gases do efeito estufa. Deixar a palha no campo é péssimo para o meio ambiente”, completa o pesquisador Gonçalo Pereira.

Os especialistas lembram ainda que a palha é importante para a qualidade do solo, e não pode ser retirada totalmente. O estudo leva em conta ainda qual é o equilíbrio ideal.

Palha da cana de açúcar sem queima no laboratório de Campinas (Foto: Reprodução EPTV)

Palha da cana de açúcar sem queima no laboratório de Campinas (Foto: Reprodução EPTV)

“Pelo menos sete toneladas de massa seca de palha por hectare devem ser mantidas todo ano no campo para manter o equilíbrio”, ressalta o pesquisador do CTBE João Carvalho.

O próximo passo da pesquisa do CTBE é identificar como transportar a palha sem contaminá-la.

Fonte: Portal G1