Fipe: relação entre etanol e gasolina atinge menor nível desde 2010

A relação entre o preço do etanol e o da gasolina diminuiu entre maio e junho, passando de 63,58% para 61,86%, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Trata-se do menor resultado apurado em 2015 e também o mais baixo desde abril de 2010, quando foi de 59,37%.

alcool X gasolinaEm janeiro deste ano, essa equivalência era de 66,08%. “A safra de cana-de-açúcar está ajudando a manter os preços em baixa”, disse André Chagas, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – que apura a inflação na capital paulista.

O IPC teve alta de 0,47% em junho, em relação à elevação de 0,62% em maio. No IPC do mês passado, o álcool combustível teve variação negativa de 2,28%, depois de recuar 1,34%. Já a gasolina caiu 0,18%, na comparação com uma queda mais significativa anteriormente, de 0,73%.

Segundo Chagas, a aceleração na velocidade de baixa do etanol foi um dos fatores que ajudaram a limitar a alta do grupo Transportes, que foi de 0,04% (ante 0,30%). Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder da gasolina. Com a relação entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

Fonte: NovaCana.com

Embrapa: em 26 anos, área de cana mais que dobra em São Paulo

A cana-de-açúcar tem avançado sobre áreas ocupadas pela citricultura no norte e nordeste do Estado de São Paulo, principais regiões produtoras de laranja do Brasil. Em 26 anos, a área cultivada com cana-de-açúcar mais que dobrou na região, passando de 1 milhão para 2,2 milhões de hectares. Já as terras destinadas à citricultura caíram de 488,6 mil para 281,2 mil hectares. A constatação é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), unidade de Monitoramento por Satélite, com sede em Campinas (SP), e tem como base imagens de satélite registradas entre 1988 e 2014.

cana1O levantamento abrange 125 municípios e uma área aproximada de 52 mil km? nas bacias dos rios Mogi-Guaçu e Pardo. São Paulo é o maior produtor mundial de citros, responde por 72,7% da produção nacional e tem aproximadamente 501,8 mil hectares dedicados à cultura, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Contudo, apenas na safra 2013, 36,7 mil hectares de laranja do Estado foram eliminados. Aproximadamente 70% dessa área foi substituída por cana-de-açúcar. Nos municípios estudados, verificou-se também que as áreas produtoras se dividem essencialmente entre a cana-de-açúcar e a laranja, sem diversificação de culturas.

Em todo o Estado, 5.250 propriedades deixaram de produzir citros entre o primeiro semestre de 2012 e o fim de 2014, segundo dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado (CDA). Destas, 90% são de pequeno porte, com menos de 15 mil plantas. Em Bebedouro, município que chegou a receber o título de Capital Nacional da Laranja, a área dedicada a citros passou de 40 mil hectares em 1988 para 13,2 mil hectares em 2014, segundo a Embrapa. Já a área cultivada com cana aumentou para 39,9 mil hectares, o equivalente a 60% do território do município, de 70 mil hectares.

Um dos principais motivos para a substituição de áreas de citros por canaviais é a baixa lucratividade no setor. A redução da demanda internacional por suco de laranja e a baixa remuneração ao produtor desestimularam pequenos e médios agricultores a renovar os pomares. Problemas fitossanitários com o greening, doença que surgiu há cerca de 10 anos e dificulta a condução normal da cultura, também vêm provocando perdas e elevando ainda mais o custo de produção.

“A indústria ligada à citricultura também perdeu força, fechando suas portas e encerrando as atividades no município. No caso da cana-de-açúcar, apesar da cultura ser bastante valorizada, não há usinas instaladas em Bebedouro. Houve queda na arrecadação de impostos, já que a produção é comercializada para usinas de outros municípios vizinhos”, diz em comunicado o pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, Carlos Cesar Ronquim, responsável pelo estudo.

Além de Bebedouro, foram levantadas informações com produtores rurais e representantes da indústria de suco de laranja nos municípios de Colina, Itápolis e Olímpia. Nestas localidades, grandes áreas citrícolas também foram tomadas pelos canaviais, que hoje ocupam 50% ou mais do seu território.

Diversificação
O estudo analisou, ainda, municípios em que a expansão da cana-de-açúcar vem ocorrendo de forma diferente. Em Casa Branca, Conchal, Mogi Guaçu e Mogi Mirim, microrregião mais a sudeste no Estado, a área cultivada com citros cresceu, mesmo com as dificuldades no setor. Os produtores conseguiram manter a rentabilidade recorrendo a outras estratégias de comercialização e à diversificação agrícola na propriedade.

“Quando os preços se tornam inviáveis ou há queda na demanda das indústrias, estes produtores comercializam os frutos in natura. A proximidade com grandes centros de comercialização, como as regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo, facilita o transporte e possibilita menores custos”, explica o pesquisador da Embrapa.

O cultivo irrigado de grãos e olerícolas e os reflorestamentos comerciais, ainda presentes na microrregião, também permitiram aos proprietários rurais obter boa rentabilidade na propriedade. O pesquisador da Embrapa explica, contudo, que ainda serão necessários alguns anos para avaliar se a baixa lucratividade no setor citrícola não provocará redução de área de citros também nesses municípios.

O mapeamento realizado pela Embrapa Monitoramento por Satélite foi feito dentro do projeto CarbCana, que visa a avaliar a expansão da cana-de-açúcar no nordeste do Estado de São Paulo, uma das principais regiões produtoras do País.

Clarice Couto

Fonte: http://www.novacana.com/n/cana/plantio/embrapa-26-anos-area-cana-dobra-sp-190615/

Relatório mundial sobre bioenergia assegura que não falta terra para produção

O centro-sul do Brasil produzirá 31,8 milhões de toneladas de açúcar na temporada 2015/16, queda de 0,6 por cento ante o ciclo anterior, enquanto a produção de etanol será recorde, com um tempo mais favorável para os canaviais em relação à safra passada, previu nesta quinta-feira a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

AgenciaBrasil140512DSC_1117A produção de etanol terá aumento anual de 4,3 por cento, atingindo 27,28 bilhões de litros, superando a marca histórica da safra passada, com usinas destinando mais cana para a produção do biocombustível, mais remunerador que o adoçante, de acordo com a primeira projeção da Unica para a temporada iniciada oficialmente em 1º de abril.

canaO patamar histórico, entretanto, não espelha a grave crise pela qual passa boa parte das indústrias, afetadas por adversidades climáticas nos últimos anos, aumento de custos e elevado endividamento, que levou 67 usinas à recuperação judicial, segundo a Unica.

A moagem de cana do centro-sul, que tem respondido nos últimos anos por aproximadamente 90 por cento da produção de cana do Brasil, deverá somar 590 milhões de toneladas, alta de 3,3 por cento ante a fraca safra passada, atingida em 2014 por uma seca praticamente sem precedentes em Estados como São Paulo e Minas Gerais. O volume previsto, no entanto, ficará abaixo do recorde da safra 2013/14, de 597 milhões de toneladas.

Esse aumento da moagem ante 2014/15 decorre especialmente da expectativa de maior produtividade agrícola da lavoura a ser colhida na safra 2015/2016, devido a melhora nas condições climáticas, apesar dos baixos investimentos feitos nos canaviais por um setor, de maneira geral, abalado por problemas financeiros.

“A retração na renovação dos canaviais no último ano e o consequente envelhecimento da lavoura devem ser mascarados pelo regime hídrico mais adequado ao crescimento da planta observado no início de 2015″, disse o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, em comunicado.

Segundo Padua, o setor precisaria reformar 1,5 milhão de hectares de canaviais por ano, o que não tem acontecido.

“Então precisaríamos de 10 bilhões de reais por ano para investir em replantio. As linhas do BNDES nunca passaram de 4 bilhões. Às vezes, não chegou à metade disso”, disse Padua a jornalistas, ressaltando que muitos canaviais estão envelhecidos.

Mesmo assim, a expectativa é de que ocorra um aumento na produtividade da lavoura neste ano, disse a Unica. Mas o número final estimado para a safra ainda vai depender do índice de precipitação dos próximos meses, ponderou Padua.

Com um endividamento crescente e uma fraca remuneração obtida com a venda de açúcar e etanol nos últimos anos, dez usinas deixarão de operar na atual temporada, totalizando 90 unidades paradas na região desde 2008, segundo o diretor.

ESTÍMULO DO CONSUMO
Do total de cana moída na safra 2015/2016, a Unica estima que 58,1 por cento deverão ser destinados à produção de etanol (e o restante para o açúcar), aumento de 1,12 ponto percentual em relação ao registrado na safra passada, com o produto hidratado tendo ficado mais competitivo em relação à gasolina após reajuste da Petrobras no final do ano passado.

“A grande mudança que houve foi que agora o governo diz que a questão de preço da gasolina é com a Petrobras. Quem determina o tamanho do mercado é o consumidor. Enquanto o etanol estiver competitivo, ele vai continuar demandado”, disse o diretor técnico.

Além disso, as cotações futuras do preço do açúcar no mercado internacional e o potencial de preço do etanol no mercado doméstico ainda indicam uma receita favorável ao biocombustível.

MOAGEM EFETIVA EM QUEDA
A moagem de cana e a produção de açúcar e etanol do centro-sul na primeira quinzena de maio da safra 2015/16 recuaram fortemente ante o mesmo período da temporada anterior, apontaram dados da Unica nesta quinta-feira.

A produção de etanol do centro-sul na primeira parte do mês somou 1,3 bilhão de litros, queda de 18,3 por cento ante mesmo período da safra 14/15. Já a produção de açúcar atingiu 1,24 milhão de toneladas, recuo de 35 por cento na comparação anual.

Isso resultou em uma queda na produção de açúcar e etanol no acumulado da safra.

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil, maior produtor e exportador global, somou 2,85 milhões de toneladas até 15 de maio (-16,5 por cento na comparação anual), enquanto a produção de etanol atingiu 3,2 bilhões de litros (-1,7 por cento).

Segundo Padua, a redução na taxa de renovação dos canaviais reflete a difícil situação financeira observada em parcela significativa das unidades produtoras e, apesar de ter seu impacto minimizado este ano pelo clima, deverá promover uma redução na disponibilidade de cana para colheita em algum momento nas próximas safras.

Marcelo Teixeira

Fonte: Texto:
http://www.novacana.com/n/cana/safra/producao-etanol-cs-recorde-fabricacao-acucar-cai-210515/

Crise driblada pelo grupo de usinas tradicionais

Em meio a companhias que, na média, devem 10% mais do que faturam, existem no setor sucroalcooleiro usinas sucroalcooleiras de médio porte que, com administrações familiares, estão sofrendo poucos arranhões mesmo diante dos problemas que levaram ao fechamento de mais de 80 unidades no país nos últimos cinco anos. Esse grupo em melhor situação, formado por uma dezena de empresas, responde por cerca de 15% da moagem de cana no Centro­Sul, segundo estimativas do mercado, e alimenta a tese de que grande parte da crise que asfixia o segmento deriva da gestão.

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A maior parte delas está concentrada no Estado de São Paulo e tem capacidade para moer entre 5 milhões e 15 milhões de toneladas de cana por ano. Estão nesse time grupos como Lincoln Junqueira, Zilor, Bazan, Colombo e Ipiranga Agroindustrial. Cada uma delas adotou uma estratégia de sobrevivência própria, geralmente baseada ou
em um caixa elevado ou na manutenção de um baixo nível de endividamento. Mas têm em comum parcimônia para investir, o que fez a diferença após 2008, quando até usinas bem administradas se deram mal ao se expandir demais.
Todos os cargos estratégicos da Ipiranga Agroindustrial são ocupados pelos fundadores, os irmãos Tittoto. Hoje controlam três usinas, que deverão processar nesta temporada iniciada em abril (2015/16) 6,2 milhões de toneladas de cana. A gestão familiar implica a presença intensa dos sócios no dia a dia do negócio. O presidente, Leopoldo, por exemplo, trabalha das sete da manhã às sete da noite, faz plantão aos fim de semana no período de safra e lidera canaviais próprios que respondem por 75% da matéria­prima processada em suas fábricas.
“Estamos elevando a fatia para 80%. A cana é 60% do nosso custo e a nossa expertise. Meu pai era fornecedor”, diz Tittoto.
No ciclo que terminou em 31 de março deste ano (2014/15), o grupo, que controla duas empresas ­ a Usina Ipiranga (com duas unidades) e a Usina Iacanga (com uma unidade) ­ apresentou lucro líquido em ambas as operações. Com o caixa gerado, conseguiu pagar os juros da dívida e realizar todos os investimentos (renovação de canaviais, manutenção agrícola e industrial), um feito em um segmento com custos em alta constante e preços de venda achatados. O endividamento bancário líquido foi de R$ 619 milhões em 2014/15, um leve aumento ante os R$ 617 milhões da temporada 2013/14. O prazo de vencimento da dívida da Ipiranga Agroindustrial (20% no curto prazo) é considerado adequado pelo mercado.
“A gente é familiar. Fica em cima da redução de custos e tem pouca gente. Nosso custo financeiro é baixo. Nossa dívida está em crédito rural ou linha de longo prazo do BNDES “, diz Tittoto. Na recém­iniciada safra 2015/16, a empresa terá um índice de 0,48 trabalhador para cada mil toneladas de cana processadas. Há cinco anos, esse
índice era de 0,70. Em 2017, quando 100% da cana estiver sendo colhida por máquinas e a moagem do grupo tiver alcançado 7 milhões de toneladas, esse índice deve ir a 0,38.
Apesar de passar pela crise com alguns arranhões, a paulista Usina Colombo segue como referência de boa gestão no segmento. Com três unidades que processaram 8 milhões de toneladas de cana em 2014/15, o grupo sofreu mais nos últimos três anos, diz o presidente Gilberto Colombo. Como vinha de uma alavancagem muito baixa e
resultados sólidos, a empresa nunca teve problemas de liquidez, mas quando publicar seu balanço do ciclo passado, em até dois meses, apresentará uma dívida 10% maior, diz o executivo, hoje com 75 anos e filho do fundador da empresa, João Colombo.
No exercício encerrado em dezembro de 2011, a dívida líquida foi de R$ 478 milhões, para uma receita próxima de R$ 900 milhões. Em 2013, último balanço disponível, esse montante havia subido para R$ 765 milhões, para uma faturamento de R$ 1,024 bilhão. “Os preços não estão cobrindo os custos. Tivemos que recorrer a um aumento da alavancagem”, lamenta Colombo.
Apesar disso, pesa atualmente no mercado uma preocupação quanto à sucessão do negócio familiar, ainda centralizada na figura do septuagenário. Esse, no entanto, não será um problema para a perpetuidade do grupo, na visão de Colombo. “Os nossos filhos e sobrinhos estão há 20 anos dentro da empresa, assumindo áreas de maior envergadura e estão dando conta do recado”, diz o empresário.
A mesma questão se estende a outro grupo sólido do segmento: o Bazan, que detém as usinas Bazan e Bela Vista, ambas no Estado de São Paulo. Há 21 anos o cargo de diretor presidente é exercido com mãos de ferro pelo empresário Angelo José Bazan, atualmente com 63 anos. Pesa positivamente, no entanto, o fato de a empresa deter uma estratégia de manter baixos níveis de endividamento. No último balanço disponível, publicado em 2014 e referente ao exercício findo em dezembro de 2013, o grupo tinha uma dívida bancária total (curto e longo prazos) de R$ 100 milhões, para uma receita líquida de R$ 803 milhões. Todos os investimentos são feitos com o caixa da própria empresa, que preza também pela estratégia de deter terras e suprir 100% de sua demanda com canavial próprio.

Fonte: Valor Econômico

Preço dos combustíveis cai e consumo do etanol segue vantajoso em SP, diz Fipe

O preço dos combustíveis voltou a cair em maio na cidade de São Paulo e o consumo do etanol continuou vantajoso em relação à gasolina, conforme levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). No mês passado, o valor médio do etanol recuou 1,34% e o da gasolina apresentou baixa de 0,73%. Em abril, quando também houve declínio, as variações negativas foram de 2,70% e 0,55%, respectivamente.

biQuanto à relação entre o preço médio do derivado da cana-de-açúcar e o valor médio do derivado de petróleo, a Fipe informou que o nível médio de maio ficou em 63,58%. A marca representou não somente a menos expressiva entre os meses de 2015 como permaneceu inferior às de maio de anos anteriores.

Em abril deste ano, a relação ficou em 63,97%, depois de atingir os níveis de 65,51% em março; de 65,87% em fevereiro; e de 66,08% em janeiro. Em maio de 2014, a relação ficou em 68,50%; em 2013, em 69,95%; em 2012, ficou em 69,49%; e, em maio de 2011, em 69,51%.

Na avaliação de especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder da gasolina.

Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o coordenador do IPC, André Chagas, disse que o atual cenário favorável do etanol tem ligação com o período de safra da cana-de-açúcar. “Mas vem acontecendo uma desaceleração na queda do preço”, ressaltou, dizendo que este movimento pode ter ligação com a demanda maior que o valor mais em conta do etanol está provocando na cidade de São Paulo.

Para junho, a expectativa de Chagas é de continuidade dos preços do etanol em queda. Segundo ele, será um dos fatores para ajudar a inflação do sexto mês do ano a continuar um processo de desaceleração já visto em maio.

Flavio Leonel
Fonte: Estadão Conteúdo
Texto extraído do Jornal A Cidade

Produção de etanol do CS será recorde; fabricação de açúcar cai

O centro-sul do Brasil produzirá 31,8 milhões de toneladas de açúcar na temporada 2015/16, queda de 0,6 por cento ante o ciclo anterior, enquanto a produção de etanol será recorde, com um tempo mais favorável para os canaviais em relação à safra passada, previu nesta quinta-feira a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

A produção de etanol terá aumento anual de 4,3 por cento, atingindo 27,28 bilhões de litros, superando a marca histórica da safra passada, com usinas destinando mais cana para a produção do biocombustível, mais remunerador que o adoçante, de acordo com a primeira projeção da Unica para a temporada iniciada oficialmente em 1º de abril.

canaO patamar histórico, entretanto, não espelha a grave crise pela qual passa boa parte das indústrias, afetadas por adversidades climáticas nos últimos anos, aumento de custos e elevado endividamento, que levou 67 usinas à recuperação judicial, segundo a Unica.

A moagem de cana do centro-sul, que tem respondido nos últimos anos por aproximadamente 90 por cento da produção de cana do Brasil, deverá somar 590 milhões de toneladas, alta de 3,3 por cento ante a fraca safra passada, atingida em 2014 por uma seca praticamente sem precedentes em Estados como São Paulo e Minas Gerais. O volume previsto, no entanto, ficará abaixo do recorde da safra 2013/14, de 597 milhões de toneladas.

Esse aumento da moagem ante 2014/15 decorre especialmente da expectativa de maior produtividade agrícola da lavoura a ser colhida na safra 2015/2016, devido a melhora nas condições climáticas, apesar dos baixos investimentos feitos nos canaviais por um setor, de maneira geral, abalado por problemas financeiros.

“A retração na renovação dos canaviais no último ano e o consequente envelhecimento da lavoura devem ser mascarados pelo regime hídrico mais adequado ao crescimento da planta observado no início de 2015″, disse o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, em comunicado.

Segundo Padua, o setor precisaria reformar 1,5 milhão de hectares de canaviais por ano, o que não tem acontecido.

“Então precisaríamos de 10 bilhões de reais por ano para investir em replantio. As linhas do BNDES nunca passaram de 4 bilhões. Às vezes, não chegou à metade disso”, disse Padua a jornalistas, ressaltando que muitos canaviais estão envelhecidos.

Mesmo assim, a expectativa é de que ocorra um aumento na produtividade da lavoura neste ano, disse a Unica. Mas o número final estimado para a safra ainda vai depender do índice de precipitação dos próximos meses, ponderou Padua.

Com um endividamento crescente e uma fraca remuneração obtida com a venda de açúcar e etanol nos últimos anos, dez usinas deixarão de operar na atual temporada, totalizando 90 unidades paradas na região desde 2008, segundo o diretor.

ESTÍMULO DO CONSUMO
Do total de cana moída na safra 2015/2016, a Unica estima que 58,1 por cento deverão ser destinados à produção de etanol (e o restante para o açúcar), aumento de 1,12 ponto percentual em relação ao registrado na safra passada, com o produto hidratado tendo ficado mais competitivo em relação à gasolina após reajuste da Petrobras no final do ano passado.

“A grande mudança que houve foi que agora o governo diz que a questão de preço da gasolina é com a Petrobras. Quem determina o tamanho do mercado é o consumidor. Enquanto o etanol estiver competitivo, ele vai continuar demandado”, disse o diretor técnico.

Além disso, as cotações futuras do preço do açúcar no mercado internacional e o potencial de preço do etanol no mercado doméstico ainda indicam uma receita favorável ao biocombustível.

MOAGEM EFETIVA EM QUEDA
A moagem de cana e a produção de açúcar e etanol do centro-sul na primeira quinzena de maio da safra 2015/16 recuaram fortemente ante o mesmo período da temporada anterior, apontaram dados da Unica nesta quinta-feira.

A produção de etanol do centro-sul na primeira parte do mês somou 1,3 bilhão de litros, queda de 18,3 por cento ante mesmo período da safra 14/15. Já a produção de açúcar atingiu 1,24 milhão de toneladas, recuo de 35 por cento na comparação anual.

Isso resultou em uma queda na produção de açúcar e etanol no acumulado da safra.

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil, maior produtor e exportador global, somou 2,85 milhões de toneladas até 15 de maio (-16,5 por cento na comparação anual), enquanto a produção de etanol atingiu 3,2 bilhões de litros (-1,7 por cento).

Segundo Padua, a redução na taxa de renovação dos canaviais reflete a difícil situação financeira observada em parcela significativa das unidades produtoras e, apesar de ter seu impacto minimizado este ano pelo clima, deverá promover uma redução na disponibilidade de cana para colheita em algum momento nas próximas safras.

Marcelo Teixeira

Fonte: Texto:
http://www.novacana.com/n/cana/safra/producao-etanol-cs-recorde-fabricacao-acucar-cai-210515/

Imagem: Jornal da Cana

Fortes ventos derrubaram lavouras de cana em oito cidades paulistas

Os fortes ventos que atingiram municípios do interior de São Paulo entre domingo (10) e terça-feira (12) derrubaram lavouras de cana-de-açúcar em ao menos oito cidades e atingiram plantações de um centro de pesquisa em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).

Os ventos -que chegaram a 70 km/h– atingiram canaviais de Ribeirão Preto, Brodowski, Jardinópolis, Batatais, Pradópolis, Serrana, São Joaquim da Barra e Sertãozinho, deixando a cana tombada no solo.

Também houve registro de chuva, mas não de forte intensidade -28 milímetros.cana_caid

No Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), em Ribeirão, houve tombamento em algumas áreas de experimentação, em especial naquelas com canas mais altas (para colheita), de acordo com o pesquisador Marcio Bidoia, responsável técnico pelos campos.

No local, está sendo desenvolvida a cana energia, ou supercana, feita a partir de melhoramentos genéticos, que pode atingir seis metros de altura e produzir 300 toneladas por hectare.

Segundo Bidoia, apesar de o vendaval ter atingido os campos do Centro de Cana, isso não significa perda dos experimentos, e sim mais trabalho para colher.

Em algumas propriedades, áreas de até um hectare (10 mil metros quadrados) foram atingidas, segundo relatos de fazendeiros.

Produtor de cana em Ribeirão, José Pedro de Oliveira disse que precisará contratar trabalhadores rurais para colher a cana tombada. “É um gasto que não teria, não fosse o vento. A cana está boa, mas vai dar mais trabalho para ser colhida”, disse.

Com lavoura totalmente mecanizada, a colheita com máquinas fica inviável com a cana “deitada”.

É a terceira vez que o fenômeno atinge municípios da região de Ribeirão Preto desde 2012.

MARCELO TOLEDO

 

Fonte: http://www.novacana.com/n/cana/plantio/fortes-ventos-derrubaram-lavouras-cana-oito-cidades-150515/

Produção de energia de biomassa pode crescer até 15% em 2015

Cana de açúcar: fonte biomassa poderia ter gerado 6 vezes mais energia em relação à ofertada à rede em 2014, segundo especialista
São Paulo – A crise de energia e o risco de racionamento no Brasil abrem espaço para que o setor sucroenergético expanda neste ano o segmento de cogeração, aquele em que a biomassa é usada para produzir eletricidade.

Especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, dizem que a cadeia produtiva de açúcar e álcool tem potencial para aumentar a oferta de energia entre 10% e 15% em 2015 sobre os 20,8 mil GWh gerados em 2014, quantidade já 21% maior que em 2013.

Isso com base na capacidade atualmente instalada e desde que usando não só o bagaço da cana, mas também materiais de terceiros, como cavaco de madeira.

1Avalia-se que a participação no consumo nacional, hoje em torno de 4%, só não é maior porque ainda faltam infraestrutura eficiente e aspectos regulatórios que permitam o pleno desenvolvimento da cogeração nas usinas.

De acordo com o gerente em bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Zilmar Souza, para desenvolver todo o seu potencial, as unidades produtoras precisariam inicialmente investir no chamado retrofit, ou seja, na reforma e atualização do parque industrial para comportar os equipamentos necessários à cogeração.

“A fonte biomassa poderia ter gerado 6 vezes mais energia em relação à ofertada à rede em 2014, que é o seu potencial teórico. Isso significaria ter direcionado para o setor um investimento da ordem de R$ 85 bilhões”, calculou Souza.

De acordo com ele, contudo, esse é apenas um valor-limite, “hipotético”, até porque o segmento passa por dificuldades financeiras e precisaria de no mínimo dois anos para a conclusão das obras, enquanto a demanda por energia é mais imediata. Paralelamente, caberia ao governo honrar o plano de investir R$ 6 bilhões em linhas de transmissão nos próximos anos.

Souza explicou que os atuais linhões necessários à energia de cogeração estão concentrados em áreas de fronteira de cana, como Mato Grosso do Sul e Goiás, e foram erguidos durante o boom do setor, em 2008 e 2009. Já em São Paulo, principal produtor, mas que tem usinas mais antigas, a infraestrutura é fraca. “Nesse caso, é o gerador que tem de pagar pela distribuição, quando o ideal é que isso seja providenciado pelo sistema.”

Do lado regulatório, há o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Balizador das transações no curto prazo, o PLD tem teto de R$ 388,48 por MWh neste ano, abaixo do de R$ 822,83 por MWh de 2014. “Poderíamos gerar se houvesse estímulo de preço, se houvesse sinalização para a biomassa, o que não temos”, comentou Souza. “O que a Unica quer é que o preço continue melhorando”, disse, enquanto o setor também pede mais leilões de energia específicos e regionais para biomassa.

Pelos cálculos de Thais Prandini, diretora da Thymos Energia, a cogeração tem potencial para passar dos atuais 4% para algo próximo de 12% de todo o consumo nacional. “Se todas as usinas do Brasil produzissem energia para o sistema, elas produziriam mais do que Belo Monte”, comparou. No ano passado, a eletricidade de cogeração foi capaz de abastecer 11 milhões de residências ou 52% do que a hidrelétrica no Rio Xingu, no Pará, deverá produzir em 2019, quando for concluída.

Prandini, entretanto, pondera que a energia de cogeração “é importante para a matriz, mas, sozinha, não consegue sustentar um país”. “Todo país depende de diversificação, porque há sazonalidade”, explicou, referindo-se a períodos de seca, que impactam as hidrelétricas, e também às entressafras de cana, cujo bagaço e a palha representam 80% de toda a biomassa usada para produzir energia. Aliás, cada tonelada de cana gera de 250 kg a 270 kg de bagaço e mais 200 kg de palha para cogeração.

Embora não garanta o abastecimento interno, a eletricidade advinda de usinas tem o atrativo de poder ser produzida mais rápido. “Isso, principalmente, porque não tem de se discutir todo o impacto ambiental, como ocorre com hidrelétricas”, disse a sócia da B2L Investimentos S.A e especialista em bioenergia, Danielle Limiro. “Para 2015, o cenário está promissor.”

Em entrevista recente ao Broadcast, o diretor da Divisão de Cana da Tereos Internacional, Jacyr Costa Filho, afirmou que a Guarani deverá aumentar a cogeração em 20% na safra 2015/16, que se inicia em abril. Juliano Prado, diretor executivo de bioenergia e administrativo da Raízen, comentou que a empresa tem capacidade de geração adicional de energia e que o setor como um todo tem “potencial grande” para contribuir com o fornecimento de eletricidade em 2015. No ano passado, a Raízen produziu 2,1 milhões de MWh.

Já o Grupo São Martinho, que gerou 720 mil MWh em 2014, ainda não fechou o guidance para a temporada, de acordo com o diretor de Relações com Investidores da empresa, Felipe Vicchiato. Ele comentou que em torno de 30% da energia gerada pela São Martinho é comercializada no curto prazo.

Texto: José Roberto Gomes, do Estadão Conteúdo
Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/producao-de-energia-de-biomassa-pode-crescer-ate-15-em-2015

A Utilização de Fungicidas na Cana

A produtividade de um cultivo agrícola depende de diversos fatores, como variedade, solo, clima, irrigação, técnicas de cultivo, adubação, manejo de pragas etc.

As pragas são fatores limitantes do rendimento, impedindo que a planta expresse todo o seu potencial genético. Estimativas conservadoras indicam que as pragas são responsáveis por cerca se 42% dos danos que ocorrem na produção vegetal. Se conseguíssemos controlar totalmente apenas as doenças, já teríamos um aumento de 13% na produção. Existem cerca de 40 diferentes medidas que podem ser utilizadas, simultaneamente ou em sequência, para se reduzir os danos causados pelas doenças causadas por fungos, bactérias, vírus, nematóides etc. Essas medidas podem ser incluídas em métodos genéticos, biológicos, culturais, físicos e químicos. O método químico se baseia, principalmente, na utilização de fungicidas. A maior parte das medidas são preventivas. Depois que uma doença se estabelece, a principal medida de controle é a utilização de fungicidas.

Na maioria das culturas o controle químico é um dos mais utilizados por sua eficiência e praticidade. Entre os cultivos de maior importância no Brasil, a cana de açúcar é uma exceção: os fungicidas são muito pouco utilizados. As doenças são manejadas, principalmente, empregando-se variedades resistentes, obtidas através do melhoramento genético. Este procedimento tem sido suficiente para garantir o cultivo satisfatório em cerca de nove milhões de hectares no Brasil, proporcionando a produção de cerca de 642 milhões de toneladas. Entretanto, essa produtividade, de pouco mais de 70 t/ha, é baixa. A cultura da cana precisa continuar incorporando novas tecnologias para ser sustentável. Já foram obtidos avanços expressivos na utilização da vinhaça, na colheita da cana sem queimadas, na valorização da palhada e do bagaço etc. Está sendo desenvolvido o plantio de mudas no lugar de toletes. Além de ser tradicional matéria prima para a indústria de alimentos (açúcar, rapadura, aguardente) também é importante para a produção de etanol, combustível renovável e pouco poluente, e, mais recentemente, de biomassa para a produção de energia.

Agora está no momento de se validar a utilização de fungicidas na cultura da cana no Brasil. Com a introdução do agente causal da ferrugem alaranjada, o fungo Puccinia kuehnii, em 2009, diversas variedades com boas características agronômicas estão sendo questionadas por permitirem a ocorrência da ferrugem. São cerca de 1,3 milhão de ha (15% da área cultivada) com ocorrência da ferrugem alaranjada nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Minas Gerais. Estimativas preliminares indicam danos de 20% causados por esta doença. Trata-se de oportunidade de se incorporar, a exemplo do que ocorre nas culturas de soja, milho, algodão, trigo, feijão, arroz, batata, tomate etc., outras alternativas de manejo, seguindo o que preconiza o MIP: Manejo Integrado de Pragas.

Já existem fungicidas registrados no Brasil para o manejo da ferrugem alaranjada. Como se trata de uma mudança na cultura dos produtores e consultores/técnicos, não familiarizados com a aplicação de fungicidas foliares, o assunto tem que ser mais discutido e estudado. Diversos experimentos tem demonstrado os efeitos positivos da aplicação de fungicidas. Outros experimentos estão sendo instalados na presente safra. Há necessidade de se aprimorar a tecnologia de aplicação, seu melhor posicionamento durante o ciclo (momentos da aplicação, número de aplicações etc.), entre outros aspectos.

O necessário choque tecnológico na cana que deverá proporcionar aumentos expressivos de produtividade, essenciais para que a cultura supere a crise atual, exigirá tomadas de posição mais ousadas, rompendo o conservadorismo da atividade e incorporando inovações que tenham mostrado, cientificamente, benefícios significativamente superiores aos custos destes novos procedimentos. A utilização racional de fungicidas foliares pode ser uma dessas mudanças necessárias.

1* José Otavio Machado Menten (Mentão F-73), Diretor Financeiro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Vice-Presidente da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (ABEAS), Eng. Agrônomo, Mestre e Doutor em Agronomia, Pós-Doutorados em Manejo de Pragas e Biotecnologia, Professor Associado da ESALQ/USP. Ex-Morador da Casado Estudante (CÉU)

Fonte:
Originalmente publicado no portal da Casa do Produtor Rural em 24 de Março de 2015 – http://www.esalq.usp.br/cprural/artigos.php?col_id=92
Blog da ADEALQ – http://www.adealq.org.br/blog/A-Utiliza%C3%A7%C3%A3o-de-Fungicidas-na-Cana-(Ment%C3%A3o)-1281

Moagem no Centro-Sul até a primeira quinzena de abril é de 18,30 milhões de t

O volume processado de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil, até 15 de abril de 2015, atingiu 18,30 milhões de toneladas, 11,41% superior ao volume processado no mesmo período da safra 2014/2015.

Até 15 de abril, 166 usinas estavam em operação, contra 163 unidades registradas até a mesma data de 2015. Hoje, 28 de abril, mais de 200 unidades produtoras encontram-se em safra.

2De todos os Estados do Centro-Sul, apenas São Paulo apresentou uma moagem inferior (em 26,74%) quando comparada aquela observada no mesmo período do último ano. Este resultado reflete o número menor de unidades operando no Estado: até 15 de abril de 2014, 86 unidades estavam em atividade, ante 81 verificadas em 2015. Outro fator que contribuiu para esta queda da moagem paulista foi o fato da atual safra ter iniciado tardiamente, com atraso médio de 4 dias em relação à data de início da safra anterior, além das condições para colheita menos favoráveis quando comparada aos demais Estados diante do maior volume de chuvas.

A safra 2015/2016 iniciou mais alcooleira do que a anterior, com o maior incremento na produção de etanol hidratado, dados os expressivos estoques de passagem de etanol anidro. O volume produzido de etanol hidratado, no acumulado desde o início da atual safra até 15 de abril, somou 681,14 milhões de litros – alta de 51,98% sobre o valor apurado no mesmo período de 2014. A produção de etanol anidro atingiu 119,49 milhões de litros, ao passo que a quantidade fabricada de açúcar totalizou 547,97 mil toneladas.

Em relação à produtividade agrícola, maiores detalhes serão fornecidos no próximo release, quando da apuração da moagem até o final do mês de abril.

Vendas de etanol

Mais uma vez, as vendas de etanol carburante pelas unidades produtoras da região Centro-Sul tiveram expressivo incremento comparativamente com os resultados 1ª quinzena de abril de 2014. O volume comercializado de etanol hidratado carburante aumentou 52,84% no período, totalizando 693,70 milhões de litros, contra 453,86 milhões de litros na mesma quinzena de 2014.

Acesse o relatório completo aqui.

 

Fonte:
http://www.novacana.com/n/cana/safra/moagem-regiao-centro-sul-abril-280415/

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