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Acordos mostram potencial dos biocombustíveis para indústria de aviação

Fonte: UNICA

Uma série de acordos firmados nos últimos meses envolvendo o desenvolvimento de biocombustíveis para a aviação confirmam uma tendência irreversível para a indústria aeronáutica, que cada vez mais tem procurado alternativas para redução de dióxido de carbono (CO2), avalia Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Segundo ele, o fato desta mesma indústria ser grande emissora de poluentes em um cenário global em que se discute justamente o oposto, tem levado a maiores investimentos.

“O recente encontro em Washington (09/04) dos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e dos Estados Unidos, Barack Obama, mostra a importância do tema. A assinatura de um memorando na área de aviação civil, para viabilizar parcerias, investimentos e discussões na área de regulação, meio ambiente e céus abertos, é importantíssimo também para o setor sucroenergético brasileiro,” afirma Szwarc.

No inicio de abril de 2012, a brasileira Embraer e a americana Boeing  anunciaram um acordo de cooperação mútua para a melhoria de eficiência operacional, segurança e produtividade de aeronaves. As duas companhias já haviam se comprometido, em julho de 2011, com o financiamento e análise para produção de combustível de aviação a partir da cana-de-açúcar.

“A Embraer tem um claro compromisso com a inovação lato sensu, bem como com a segurança e a eficiência na aviação,” afirmou Frederico  Curado, presidente da Embraer, sobre a cooperação mútua acertada com a Boeing. “Tenho certeza que a colaboração com a Boeing em assuntos de ponta será benéfica para a indústria e estreitará as relações entre Brasil e EUA.”

Em outubro de 2011, a Boeing, Embraer e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)  anunciaram uma  carta de intenção para colaborar em pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação.  Por esta carta, as companhias aéreas Azul, GOL, TAM e Trip atuariam como consultoras estratégicas do programa.

Airbus, Boeing e Embraer

Outro acordo de cooperação mútua, desta vez envolvendo a Airbus,  a Boeing e a Embraer, foi selado em Paris em 22/03 deste ano, e prevê o desenvolvimento de biocombustíveis para aviação com custos econômicos acessíveis e desempenho similar aos de origem fóssil. Seriam os chamados combustíveis “drop-in,” que substituem os convencionais sem necessidade de ajustes significativos nos motores ou turbinas que vão utilizá-los.

O presidente e CEO da Airbus, Tom Enders, declarou à época que ocorreram grandes avanços nos últimos dez anos na redução de emissões de CO2 por parte da aviação, que com um aumento de consumo de combustíveis de apenas 3%, atingiu um aumento de 45% no tráfego aéreo.

“A produção e uso de quantidades sustentáveis de biocombustíveis de aviação é fundamental para alcançarmos as ambiciosas metas de redução de CO2 de nossa indústria e estamos fazendo isto por meio da utilização de Pesquisa e Desenvolvimento em diferentes cadeias de valor e apoiando a Comissão da União Européia para atingir a meta de 4% de biocombustível na aviação até 2020,” concluiu.

Endividamento leva usinas à venda

Fonte: Estadão, MSN

Com a crise no setor sucroenergético, usinas endividadas estão sendo colocadas à venda para acertar as contas com bancos. Na região Centro-Sul, pelo menos um terço das 360 usinas enfrenta dificuldades para quitar financiamentos de safras passadas, estima a União da Indústria da Cana (Unica).

Em São Paulo, maior produtor de etanol do País, corretores informam que entre 30 e 40 unidades – ou 20% das 180 usinas do estado – estão nas carteiras de venda ou esperam acordos para fusões, parcerias ou incorporações, numa tentativa desesperada de continuar na ativa. Atingida na ponta da cadeia, a indústria de base demite e reduz faturamento por falta de investidores para novas usinas.

Segundo Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica, as intempéries climáticas, o aumento dos custos de produção e a volatilidade de preços do etanol levaram as usinas à situação atual. Nesse cenário, mesmo grupos que não chegaram a colocar ativos à venda, estão enfrentando dificuldades financeiras.

‘Por falta de pagamento de dívidas anteriores ou falta de bens para garantia, os bancos não aceitam conceder novos financiamentos para essas empresas’, afirma Pádua. Sem garantias, as empresas não têm como fazer novos financiamentos para tocar atividade, seja no campo, com a renovação dos canaviais e tratos culturais das plantações, ou na indústria, com a manutenção dos equipamentos e estocagem da produção. ‘Algumas dessas usinas também enfrentam problemas societários, por isso, os donos as colocaram à venda’, esclarece Pádua.

Além das usinas, dezenas de projetos de novas unidades, especialmente nos estados do Centro-Oeste, também foram colocados à venda. A reportagem constatou que pelo menos 10 destes projetos estão sendo oferecidos por corretores de São Paulo, mas assim como no caso das unidades físicas, não há interessados. ‘Além da crise no setor, o valor das dívidas é maior que o patrimônio líquido dos imóveis, afastando compradores. Se não há interessados pelas usinas, imagine para os projetos’, diz Atílio Benedini, dono de uma das maiores corretoras rurais da região de Ribeirão Preto.

Na semana passada, a carteira de Benedini contava com 12 usinas e 10 destilarias à venda, além de quatro projetos de novas unidades em São Paulo, dois no Mato Grosso do Sul e dois em Goiás. A falta de compradores também se deve ao valor das usinas, cerca de US$ 100 por tonelada de cana instalada. ‘Os investidores acham que é muito alto’, afirma Benedini.

E há um excesso de ofertas no mercado. ‘Um investidor me disse que tem uma carteira com38 usinas colocadas à venda, mas também existe cautela porque a situação no setor é considerada e risco ainda’, diz Benedini.

‘Eu diria que há mais de 40 usinas sendo negociadas neste momento’, garante o corretor Roberto Barrancos, da região de Araçatuba, que atua na comercialização de grandes usinas.

Mas há também quem esteja atrás de novas oportunidades, garante o corretor Wilson Lucas, de Marília, que tem 33 usinas listadas em seu site de comercialização, 17 delas de grande porte. ‘São proprietários que possuem dívidas com bancos, mas nenhuma está sendo colocada à venda por causa disso. Eles estão atrás de oportunidades’, diz. Segundo ele, essas oportunidades seriam potenciais compradores estrangeiros -95% do total -, principalmente da China, Estados Unidos e Índia, e alguns da América Central, Venezuela e países Árabes.

Negociações. Nem corretores nem usineiros revelam os nomes das empresas, mas elas variam de pequenas a grandes projetos, dos mais variados tipos de proprietários. Como a usina Itamarati, na região de Cuiabá (MT), que chegou a ser a maior usina do País e foi colocada à venda nesta semana pela proprietária, Ana Cláudia de Moraes, filha do ex-rei da soja, Olacyr de Moraes. Na safra passada, a usina, que tem capacidade para 6,3 milhões de toneladas de cana, processou 4,4 milhões de toneladas – a previsão é 5,2 milhões de toneladas na safra 2012/2013-, mas dívidas de R$ 1,5 bilhão com fornecedores, tributos e bancos não puderam ser renegociadas. O banco norte-americano J.P. Morgan estaria acompanhando a negociação dos ativos.

Outras duas grandes usinas colocadas à venda, em São Paulo, seriam a São Luiz, em Pirassununga, e São João, em São João da Boa Vista, do grupo espanhol Albengoa Bioenergia, que não teria ficado satisfeito com os resultados das empresas, adquiridas da Dedini Agro, em 2007. Os espanhóis pagaram pelas usinas US$ 297 milhões e assumiram outros US$ 387 milhões em dívidas. A expectativa do grupo era processar 7,2 milhões de toneladas, mas processou cerca de 4,5 milhões na safra passada. Além de problemas na administração das duas unidades e um resultado negativo de R$ 50 milhões em 2010, empréstimos de R$ 450 milhões levaram o grupo a decidir por se desfazer das duas usinas. O banco Credit Suisse assessora a negociação.

Usinas paradas. Sem compradores, a alternativa das usinas é paralisar as atividades, ‘Temos informações de que até agora ao menos oito unidades vão parar nesta safra’, afirma o presidente da União dos Produtores de Bionergia (Udop), Celso Torquato de Junqueira Franco. No dia 13, a Força Sindical divulgou uma lista com 24 usinas que deixariam de moer na safra 2012/13, número contestado pela Unica.

No Paraná, a situação é pior, das 30 usinas do estado, dez por cento delas, três unidades (Corol, Casquel, e Goioerê) deixarão de moer, informa o superintendente da Associação dos Produtores de Alcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), Adriano da Silva Dias. O estado do Paraná, que chegou a ser o segundo maior produtor do País, caiu para quarto. ‘A falta de renovação dos canaviais, as intempéries climáticas, somados aos altos custos operacionais e a incerteza da atividade, levam o produtor a desistir da atividade’, afirma Dias.

Segundo ele, além da crise, o estado do Paraná é vítima da guerra fiscal. ‘Hoje o etanol produzido no Mato Grosso Sul é entregue aqui a preços mais baixos que o produzido em nosso estado’, afirma Dias. ‘Talvez por isso, dos 2 bilhões de litros produzidos naquele estado, apenas 300 mil são consumidos por lá’, completa.

Matriz energética. O problema, segundo os usineiros, está na falta da capacidade do governo em definir o papel do etanol na matriz energética brasileira. ‘Enquanto não houver uma política clara, de longo prazo, estabelecendo regras e critérios para o etanol na matriz energética, não haverá como acabar com essa crise’, afirma o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues. Segundo ele, Unica e governo estão retomando os diálogos para entendimento neste sentido. ‘Houve mudanças internas na Unica para facilitar esse entendimento, que deve ser feito, pelo lado do governo, possivelmente pela Casa Civil’, diz.

‘É preciso que o etanol tenha as mesmas condições de concorrência da gasolina, que ficou por seis anos sem reajuste’, afirma Celso Junqueira Franco, presidente da Udop. ‘É preciso que o governo defina a participação do etanol na matriz energética, estabelecendo mecanismos para que o setor possa direcionar seus investimentos e continue a crescer’, completa. Dias, da Alcopar, concorda. ‘Nenhum produtor consegue sobreviver com a perda de competitividade do etanol para a gasolina’.

Indústria de etanol do Brasil pede corte de impostos

Fonte: Revista Canavieiros

David Brough

LONDRES – Os impostos sobre o setor de etanol do Brasil deveriam ser reduzidos para tornar o biocombustível mais competitivo em relação à gasolina para o motorista brasileiro, disse o diretor-presidente da Unica, a associação da indústria de cana do centro-sul, Marcos Jank, nesta quinta-feira.

Jank, que anunciou nesta semana que deixará a presidência da entidade, disse à Reuters que a indústria do etanol no Brasil enfrenta margens baixas, que têm desestimulando novos investimentos. A Unica quer ver melhores incentivos para a indústria brasileira para produção de etanol, de modo que as margens possam melhorar. “A única maneira de fazer isso é uma menor tributação do etanol em relação à gasolina”, disse Jank, em entrevista em Londres durante visita para participar de conferência sobre a agricultura sustentável do Brasil.

A cana-de-açúcar no Brasil, maior produtor e exportador de açúcar do mundo, pode ser alocada pelas usinas para produzir açúcar ou etanol, dependendo do preço. O etanol é taxado em um nível relativamente mais elevado do que a gasolina no Brasil, considerando que a energia gerada pelo etanol é inferior à gasolina, disse Jank, acrescentando que é tributado tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. O imposto sobre o etanol varia de Estado para Estado. A Unica quer cortes nos impostos federais de etanol, a fim de torná-lo mais competitivo com a gasolina no Brasil. “O etanol perdeu a competitividade com relação à gasolina, e há uma equação econômica que precisa ser resolvida”, disse ele. “Se resolvermos isso, os investimentos virão. Precisamos de novos investimentos. Precisamos de novas usinas.”

Jank disse não esperar que as autoridades brasileiras alterem o preço da gasolina no curto prazo, mas disse que gostaria de ver maior transparência na fixação dos preços da gasolina no médio e longo prazo, usando talvez uma fórmula vinculada ao preço do petróleo.

NECESSIDADE DE INVESTIMENTO

A baixa safra de cana no Brasil na temporada 2011/12, devido a uma combinação de canaviais envelhecidos e clima adverso, significa que as usinas não foram capazes de esmagar a cana a plena capacidade. Jank disse que a indústria da cana precisa fazer investimentos em variedades de cana mais produtivas e aumento da mecanização para reduzir o custo de produção do açúcar.

O açúcar brasileiro e os custos de produção de etanol subiram devido à elevação do preço da terra e aos custos trabalhistas, enquanto a economia cresce e o real está forte. Jank não deu uma estimativa para os custos brasileiros de produção de açúcar, que varia de usina para usina, mas disse que os gastos elevados têm sido um fator de elevação dos preços globais de açúcar.

Ele não quis estimar a produção de cana 2012/2013 do centro-sul do Brasil, que sofreu com o tempo seco prolongado, dizendo que ainda era muito cedo para fazer previsões precisas. Diversos analistas da indústria disseram que a região centro-sul deverá produzir mais em 2012/13 do que as cerca de 490 milhões de toneladas observadas em 2011/12.

Conversas do mercado de que a produção em 2012/13 pode ficar abaixo do esperado contribuíram para um rali nos preços do açúcar bruto, a máxima de três semanas no início deste mês. Jank disse que a renovação de canaviais estava pegando ritmo no Brasil, prognosticando uma maior produção no futuro. “O ritmo de renovação da cana voltou a níveis mais normais”, disse ele.

Safra 2011/2012: bioeletricidade foi principal fonte de geração termoelétrica do País

Fonte: UNICA

A bioeletricidade representou 31% de toda a geração termelétrica do Brasil no período de maio a setembro de 2011, época coincidente com a safra da cana-de-açúcar na Região Centro-Sul e também o período mais crítica para o sistema elétrico nacional, prejudicado pela escassez de chuvas. É o que aponta o relatório InfoMercado, divulgado em fevereiro pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), ligada à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Na opinião do gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar de Souza, a eletricidade gerada a partir da biomassa, sobretudo através da queima de bagaço e palha de cana, mostra a importância desta fonte para se garantir segurança e sustentabilidade para a matriz elétrica nacional. “Se não houvesse essa geração da bioeletricidade nestes meses de seca, imagine o quanto o consumidor brasileiro estaria pagando a mais por térmicas de fontes não renováveis para garantir o suprimento no período seco? Precisaríamos usar mais gás natural e carvão mineral em vez de bioeletricidade, o que resultaria em maiores níveis de emissões de gases de efeito estufa (GEEs),” avalia Souza.

Segundo o documento veiculado pelo CCEE, depois da bioeletricidade, o tipo de termelétrica mais utilizada no Brasil foi a fonte nuclear, com 26% do total gerado por empreendimentos termoelétricos. Em seguida aparecem o gás natural, com 25%, carvão mineral e óleo combustível, que responderam cada um com 5%.

Entre maio e setembro do ano passado, o Brasil precisou de 23.517 GWh de geração termelétrica para atender suas necessidades de consumo. A biomassa forneceu 7.123 GWh nesses cinco meses. Considerando todo o ano de 2011, a bioeletricidade gerou 10.903 GWh, equivalentes a 12% da geração total ofertada pela usina de Itaipu, ou quase 30% do fornecimento anual de energia previsto para Belo Monte a partir de 2019, quando a usina estiver em plena operação.

Segurança energética

Para Zilmar de Souza, um sistema elétrico do porte do brasileiro, com predomínio da fonte hídrica, precisa da termeletricidade, mesmo as de origens não renováveis. No entanto, o desafio, segundo o especialista, será pressionar para que o Governo implante uma política específica que estimule investimentos em termelétricas movidas a energias limpas. “O potencial da eletricidade produzida por meio da palha e do bagaço de cana é de 15,3 mil Megawatts médios (MW/m) até 2020, marca três vezes superior ao volume de energia que será produzido em Belo Monte. Com diretrizes públicas adequadas poderíamos esticar a geração até além dos meses de safra da cana, reforçando ainda mais a confiabilidade dessa fonte. Por que não se pensa, primeiro, em estimular esse potencial renovável antes de se contratar fontes não renováveis, que sujam a matriz de energia elétrica?” observa o gerente da UNICA.

Nos últimos leilões de energia, a bioeletricidade tem concorrido com o gás natural e outras fontes que não são comparáveis por terem características específicas e benefícios diferenciados para a sociedade. No próximo leilão, programado para março, a bioeletricidade cadastrou 23 projetos, totalizando 1.042 MW de energia ofertada. Já o gás natural registrou 26 projetos somando 10.344 MW, quase dez vezes a oferta da bioeletricidade. Para a UNICA, o formato atual de contrato nos leilões deveria ser aprimorado, devendo-se realizá-lo por fonte ou regionalizá-los, “observando efetivamente os custos e benefícios que cada fonte agrega à matriz elétrica nacional, principalmente em termos dos critérios de sustentabilidade ambiental,” ressalta o consultor da UNICA.

Segundo estudo da União Europeia (UE), para cada MW/h gerado por meio do gás natural são lançados até 440 quilos de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. O carvão mineral emite 800 kg de CO2/MWh e óleo responde por 550 kg de CO2/MWh. No caso da biomassa, as emissões não são consideradas por ela ser uma fonte energia renovável, ou seja, todo o CO2 gerado pela queima do bagaço e da palha durante o processo de cogeração de energia é capturado pela cana durante o seu período de maturação.

 

Biocombustíveis avançados se tornam realidade com a tecnologia da nova enzima da Novozymes

Fonte: Portal Fator Brasil

Enzima inovadora da Novozymes reduz custos e aumenta os rendimentos na produção de biocombustíveis avançados a partir de resíduos agrícolas e rejeitos. Com desempenho cinco vezes melhor do que outras enzimas no mercado, este lançamento permite que as primeiras biorefinarias iniciem a produção em escala comercial já em 2012.

Copenhaguem, Dinamarca – A caminho da plena escala comercial dos biocombustíveis avançados e de um cenário mundial com combustíveis limpos e mais acessíveis para os nossos carros, ônibus e caminhões, a Novozymes anunciou sua mais recente inovação ao mercado: a Cellic® CTec3.

Essa enzima permite uma relação eficiente de custo-benefício na conversão de biomassa em etanol e apresenta um desempenho 50% melhor em relação ao produto anterior da Novozymes, líder de mercado: Cellic CTec2, além de ser cinco vezes melhor do que as enzimas concorrentes. A Cellic CTec3 permite que o custo de produzir etanol a partir de biomassa se aproxime ao nível do etanol de milho e da gasolina.

“Em 2012, as primeiras plantas iniciarão a produção comercial de biocombustíveis avançados”, diz o presidente Mundial da Novozymes, Steen Riisgaard. “A Novozymes está entusiasmada em suprir as enzimas que permitirão uma indústria de biocombustíveis avançados e em contribuir para a criação de empregos, crescimento econômico e segurança energética. Com o nosso novo produto, Cellic CTec3, e as primeiras plantas iniciando a produção comercial, trata-se de um enorme passo adiante na transição de uma economia baseada no petróleo para uma economia bio-baseada. Continuamos comprometidos em oferecer ao mercado as melhores e mais rentáveis enzimas disponíveis”.

Parceiros da Novozymes iniciarão a produção comercial este ano -Entre os pioneiros estão a M&G e a Fiberight. Ambas as empresas utilizarão a Cellic CTec3 em suas operações e estão prontas para iniciar a produção em 2012. “Com a Cellic CTec3, a Novozymes demonstra novamente sua capacidade única de oferecer inovações oportunas, usadas na construção da maior fábrica de biocombustível avançado do mundo.

Estamos confiantes de que continuaremos a realizar melhorias de processo em conjunto, para o futuro”, diz Guido Ghisolfi, vice-presidente do Grupo M&G que planeja abrir uma fábrica em Crescentino, Itália, produzindo 12 milhões de galões de etanol por ano a partir da palha de trigo e de outras matérias-primas disponíveis localmente.

“A Novozymes nos ajudou a mostrar ao mundo que é realmente possível transformar resíduos sólidos urbanos em biocombustível valioso. A Novozymes é um parceiro que realmente acredita que não há limites para a inovação”, diz Stuart Craig-Paul, Diretor-Executivo da Fiberight.

Em 2012, a Fiberight vai inaugurar uma fábrica de pequena escala em Lawrenceville, Virgínia, e outra planta de seis milhões de galões por ano em Blairstown, Iowa, em 2013. As duas unidades nos Estados Unidos converterão resíduos sólidos urbanos em biocombustível.

Cinco vezes mais eficiente -Biocombustíveis avançados são produzidos a partir da celulose presente na biomassa (como palha de trigo, talos de milho, bagaço de cana-de-açúcar e lixo doméstico). Primeiro, a biomassa é dividida em uma polpa.

As enzimas são então adicionadas, transformando a polpa em açúcar que pode ser fermentado para se tornar combustível, ração animal ou produtos químicos.

Altamente eficiente, bastam apenas 50 kg de Cellic CTec3 para fazer uma tonelada de etanol a partir da biomassa. Em comparação, requer pelo menos 250 kg de um produto enzimático concorrente para produzir a mesma quantidade de etanol. Para um produtor de biocombustíveis operando com 35 milhões de galões/ano trata-se da diferença entre receber quatro caminhões semanais de Cellic CTec3 ou 20 caminhões semanais de um produto concorrente.

Biocombustíveis impulsionam a economia e criam empregos -A capacidade de produção mundial de etanol celulósico está estimada em cerca de 15 milhões de galões em 2012 e 250 milhões de galões em 2014. Um estudo recente da Bloomberg New Energy Finance estima que a indústria de biocombustíveis avançados tenha o potencial de criar milhões de empregos, crescimento econômico e segurança energética no mundo inteiro.

Olhando apenas para os Estados Unidos, o estudo demonstra que o uso de menos de 20% dos resíduos agrícolas disponíveis poderia produzir mais de 18 bilhões de galões de etanol por ano, substituindo 16% de seu consumo de gasolina até 2030. Isso criaria 1,4 milhões de empregos e reduziria as emissões de CO2 provenientes do uso de gasolina em meios de transporte em 11%.

O Padrão de Combustível Renovável (Renewable Fuel Standard), um mandato legislativo relativo à utilização de combustíveis renováveis nos Estados Unidos, tem como objetivo gerar 16 bilhões de galões de etanol celulósico até 2022.

17th Annual National Ethanol Conference (NEC) -O vice-presidente Executivo da Novozymes, Peder Holk Nielsen, realiza esta manhã uma apresentação sobre a Cellic CTec3 em uma reunião almoço para a indústria e os meios de comunicação, em Orlando, na Flórida.

A Novozymes ( www.novozymes.com ) é líder mundial em bio inovação. Juntamente com clientes de uma extensa gama de indústrias, criamos as soluções biológicas industriais do amanhã, melhorando o negócio dos nossos clientes e o uso dos recursos de nosso planeta.

Exportações são a esperança para produtores de etanol nos EUA

Fonte: The Wall Street Journal / Portal do Agronegócio

Os estoques de etanol nos Estados Unidos aumentaram muito no final do ano passado, quando os produtores correram para aproveitar um subsídio governamental que expirou em 31 de dezembro. Por volta da mesma época, as exportações começaram a cair, assim como a demanda interna de gasolina, com a qual se mistura o etanol. Os futuros para o biocombustível estão 11,6% abaixo do nível de um ano antes, tendo fechado em US$ 2,215 por galão (3,8 litros) na Câmara de Comércio de Chicago, na sexta-feira.

A fraqueza do mercado deve reduzir os lucros dos fabricantes de etanol, como Archer Daniels Midland Co. (ADM) e a empresa de capital fechado POET LLC. Alguns produtores estão colocando o pé no freio, como a Green Plains Renewable Energy Inc. (GPRE), que anunciou na semana passada que vai reduzir a produção em 30% em duas de suas nove usinas e estudar outros cortes.

“Há um problema de excesso de capacidade”, diz Min Tang-Varner, analista da Morningstar. “É preciso que umas duas grandes usinas fechem para fazer alguma diferença.”

Com o apetite pelo etanol enfraquecendo nos EUA, a demanda no exterior será um fator importante para escoar o excesso, disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities, uma corretora do Estado americano de Iowa que presta consultoria a usinas de etanol.

As exportações de etanol dos EUA atingiram um recorde de 1,2 bilhão de galões em 2011, mais que o triplo das exportações de 2010, que totalizaram 396 milhões de galões, segundo a Associação de Combustíveis Renováveis.

O mercado de exportação pode, porém, estar perdendo o impulso. As estatísticas oficiais de janeiro ainda não estão disponíveis, mas, nas últimas semanas, a ADM, a Green Plains e a Associação de Combustíveis Renováveis todas disseram que em 2012 as exportações devem cair pela metade. Uma razão é que o real brasileiro mais fraco dá menos poder de compra aos importadores. Cerca de 40% de todas as exportações de etanol dos EUA no ano passado foram para o Brasil.

Os EUA têm uma capacidade de produção de etanol de 14,8 bilhões de galões por ano, segundo a Associação de Combustíveis Renováveis. Na semana passada, vários produtores anunciaram cortes na produção que totalizavam 101 milhões de galões por ano.

Os produtores de etanol dizem que o excesso de oferta é um problema temporário e que a indústria vai consumi-lo nos próximos meses. Mesmo assim, voltar tão cedo aos níveis normais de abastecimento exigirá uma recuperação na demanda de exportações combinada com um salto sazonal no uso doméstico da gasolina, disse Sander Cohen, analista da consultora de energia ESAI Inc.

“É mais provável que o excesso continue do que desapareça”, disse Cohen.

Estudo aponta Brasil, China e EUA liderando corrida dos biocombustíveis de 2ª geração

Fonte: UNICA

Brasil, China e Estados Unidos serão os grandes protagonistas na corrida mundial de biocombustíveis de segunda geração. É o que aponta o estudo “Rumo a uma economia de etanol de próxima geração,” divulgado em 12/01 nos EUA pela Bloomberg New Energy Finance.

Para o gerente de Sustentabilidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Luiz Fernando do Amaral, o mérito do trabalho está em apontar que é enorme o potencial de produção desses países para os biocombustíveis de segunda geração. “No caso brasileiro, a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar ajuda-nos neste know-how, além da matéria-prima abundante. O próprio bagaço de cana pode ser aproveitado na produção desse biocombustível,” afirma.

O estudo da Bloomberg revela que os resíduos de cana e trigo são os de potencial de escala para a produção de bicombustíveis de segunda geração. De acordo com o trabalho, 23% desse potencial global estão nos resíduos agrícolas resultantes da cultura de cana.

O trabalho mostra também que a questão da logística de colheita e distribuição da biomassa é um dos grandes desafios para várias culturas. “Os resíduos da produção de trigo, por exemplo, ficam no campo e muito longe das plantas de processamento. No Brasil, a biomassa da cana já está disponível no próprio parque industrial, o que é uma vantagem competitiva importante,” conclui Amaral.

Relatório Completo da Bloomberg New Energy Finance

Crédito foto: (UNICA / Niels Andreas)

Opinião: O desafio de revolucionar o uso de recursos naturais

LAURA B. ANTONIAZZI

Fonte: Portal RedeAgro/UNICA

Estamos vivendo uma fase de forte aumento na demanda por  recursos naturais como energia, alimento, água e outras matérias primas, enquanto a oferta dos mesmos não tem demonstrado capacidade suficiente para atender. Com isso, desde a virada do século, o preço das commodities aumentou 147% em termos reais, assim como também cresceu a volatilidade desses preços.  Esses aumentos vêem causando impactos variados no crescimento econômico, nas finanças públicas, no ambiente e no bem estar das pessoas. Apenas no segundo semestre de 2010, 44 milhões de pessoas entraram na linha de pobreza devido aos aumentos nos preços dos alimentos.

 O alerta acima vem do recém-lançado relatório da Mckinsey “Resource revolution: meeting the world´s energy, materials, food, and water needs”, que aponta o fim da tendência de queda de preços das commodities no século 20. Muitos outros economistas, ecologistas e afins também vêm alertando que a era de recursos baratos acabou – o que implica em mudanças profundas de conceitos atuais. A tese de que países produtores e exportadores de commodities estão fadados ao subdesenvolvimento e a concepção cornucopiana de que a tecnologia pode resolver todos os problemas de escassez são apenas dois exemplos dos conceitos em xeque.

 O desafio é aumentar a oferta desses recursos assim como a  produtividade dos seus usos, de sorte que a inovação tem um papel central nos dois casos. Os desafios a serem enfrentados são diversos: três bilhões de consumidores classe-média entrarão na economia até 2030; 80% de aumento da demanda por aço entre 2010 e 2030; o custo médio para se abrir um novo poço de petróleo cresceu 100% na última década; os gastos anuais com subsídios a recursos chega a 1 trilhão. A realidade de fome e desigualdade social, que cada vez menos deve ser aceita pelo mundo, somado a mudança do clima e outros graves problemas ambientais são importantes para contextualizar onde os desafios estão sendo apresentados.

Junto aos desafios, muitas oportunidades se abrem. O aumento da produtividade dos recursos poderia gerar economias de US$ 2,9 trilhões, chegando a 3,7 trilhões se o carbono fosse precificado (a 30 dólares por tonelada) e se os subsídios para água, energia e agricultura fossem eliminados, assim como os impostos em energia. Isto porque o atual sistema de subsídios e impostos sobre estes recursos acarreta em ineficiência na sua utilização, já que a sociedade não consegue ver o seu real valor e escassez, gerando superexploração – caso de água e petróleo – ou subutilização.

 O aumento da produtividade dos recursos pode ocorrer na sua extração, transformação e uso final. No caso do recurso terra, estima-se que o aumento de produtividade possa diminuir a necessidade por terra em até 30%, o que significa economia de até 500 milhões de hectares. Ainda assim projeções indicam ser necessários cerca de 1,3 bilhão de hectares em 2030 para atender a demanda por produtos agrícolas, o que significa que a sociedade terá que frear a perda de áreas produtivas que hoje ocorrem em taxas alarmantes.

 A Mckinsey selecionou 130 iniciativas que apresentam oportunidades de aumentar a produtividade dos recursos, sendo que as 15 melhores representam 75% de todo o potencial de economia. Entre estas 15, cinco estão diretamente relacionadas ao agro: aumentar a produtividade nas grandes fazendas; reduzir o desperdício de alimentos; aumentar a produtividade nas pequenas propriedades rurais; reduzir a degradação de terras; e melhorar as técnicas de irrigação (em ordem, começando com as melhores oportunidades).

 Como pano de fundo dessa revolução no uso de matérias-primas está a tese de que produção e os preços dos recursos estão cada vez mais relacionados. Hoje se usa mais energia para abastecimento de água – dado que os poços são mais fundos e as fontes mais longes da demanda. A produção de alimentos cada vez mais precisa de energia, por meio de fertilizantes, máquinas e outras tecnologias. Com esta inter-relação crescente, é preciso mudar a forma de uso e gestão desses recursos, de modo a pensá-las de maneira integrada.

 O desafio está sendo cada vez mais apresentado ao mundo e tudo indica que neste cenário o Brasil tem mais oportunidades a aproveitar do que ameaças a temer. A sociedade ainda está entendendo as mudanças e ao mesmo tempo já está atrasada em respondê-las.

Laura Barcellos Antoniazzi é pesquisadora do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (ICONE)

Ipanema 1.200 a etanol impulsiona sustentabilidade do agronegócio

Fonte: Portal Fator Brasil

Botucatu – SP – O avião agrícola Ipanema atingiu no dia 31 de janeiro (terça-feira), a expressiva marca de 1.200 unidades entregues. O sucesso deste veterano é comprovado, ano a ano, pelos bons resultados operacionais e encomendas dos clientes: em 2011, foram vendidos 58 Ipanema no Brasil e Mercosul, um aumento de 45% em relação ao ano anterior.

“A evolução do Ipanema, com a incorporação de novas tecnologias, transformou o avião em um símbolo mundial da sustentabilidade na aviação”, disse Fábio Bertoldi Carretto, gerente comercial da Embraer para a Aeronave Ipanema. “A confiabilidade do produto é comprovada por mais de 40 anos de produção ininterrupta, com pesquisas constantes para a melhoria da aeronave, hoje movida a etanol, sempre com foco nas necessidades dos clientes e na sustentabilidade do agronegócio.”

A aeronave comemorativa é a 35ª recebida pela Sana Aviação Agrícola desde 1977, ano em que foi fundada. A empresa com sede na cidade de Leme, interior do Estado de São Paulo, é a maior cliente do modelo e opera atualmente 12 aviões Ipanema.

“As principais vantagens do Ipanema em relação aos pulverizadores terrestres são custo operacional reduzido, maior rendimento e menor impacto ao meio ambiente”, disse Bruno Ricardo de Vasconcelos, proprietário da Sana Agro AéreaLtda. “O avião é muito adequado às necessidades de empresas como a nossa, que buscam oferecer aos clientes ganho de competitividade na atividade de pulverização.”

O Ipanema é a primeira aeronave produzida em série no mundo a sair de fábrica certificada para voar com etanol (álcool hidratado), mesmo combustível utilizado em automóveis. A fonte alternativa de energia renovável, derivada da cana-de-açúcar, reduziu o impacto ambiental e os custos de operação e manutenção e ainda melhorou o desempenho geral da aeronave, tornando-a mais atrativa para o mercado.

Líder no mercado de aviação agrícola no Brasil, com cerca de 75% de participação, o Ipanema é utilizado principalmente na pulverização de defensivos agrícolas, evitando perdas por amassamento na cultura e flexibilizando a operação. Ele também pode ser utilizado no combate a incêndios, povoamento de rios e combate a vetores e larvas.

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