Seca afetará produção de açúcar do Brasil por anos, diz Datagro

A produção de açúcar da principal região produtora do Brasil, o centro-sul, deverá cair para 32,8 milhões de toneladas na temporada 2014/15, ante 34,29 milhões de toneladas na safra anterior, e os volumes nos próximos anos continuarão pressionados pelo efeito da devastadora seca do início de 2014, estimou a consultoria Datagro nesta quinta-feira.

“Essa seca terá impacto não só nos rendimentos e produção de 2015, mas também na colheita 2016″, disse o presidente da consultoria, Plinio Nastari, ao divulgar novas projeções para a safra 14/15.

Nastari disse que o mercado pode não ter absorvido totalmente o impacto da seca sobre o setor de cana do Brasil, um fenômeno climático tão severo que provavelmente mostrará os efeitos para além da produção de açúcar deste ano.

 

cana

 

Em 2010, o setor de cana do Brasil sofreu com a seca e outras condições climáticas adversas, o que fez com que a indústria levasse três anos para se recuperar.

O número da produção de açúcar do centro-sul divulgado nesta quinta-feira indica uma redução ante o levantamento divulgado em agosto, quando a Datagro havia previsto 33,2 milhões de toneladas de açúcar.

Nastari disse ainda que grandes estoques de açúcar, especialmente na Ásia, vão continuar a pesar sobre os preços do adoçante no curto prazo, apesar da queda esperada na produção do maior exportador mundial.

No ano safra internacional do açúcar, que começa em outubro, é esperado que o mercado mude para o primeiro déficit após três anos de superávit, com a demanda superando a oferta de 2,45 milhões de toneladas.

“Continuamos a ter uma escassez de chuvas em São Paulo e, quando não chove, você não pode plantar cana”, disse Nastari, referindo-se à sua previsão para a safra de cana do próximo ano, que deve cair pelo envelhecimento dos canaviais.

Ele acrescentou que as usinas estão tendo um melhor retorno com a produção de etanol, vendido em termos equivalentes com o açúcar VHP entre 17,3 e 17,6 centavos de dólar por libra-peso. O VHP (Very High Polarized) está cotado atualmente em 15,3 centavos.

Reese Ewing

Fonte:

http://www.novacana.com/n/cana/safra/seca-afetara-acucar-brasil-datagro-040914/

Em uma semana, usina perde 40 mil toneladas de cana em incêndios

Dois incêndios que atingiram a área de plantio da Usina Santo Antônio, em Sertãozinho (a 333 km de São Paulo) queimaram 40 mil toneladas de cana-de-açúcar em uma semana.

A primeira queimada foi registrada no dia 24 de agosto e atingiu uma área de 245 hectares, com 22 mil toneladas de cana-de-açúcar. O outro incêndio foi registrado neste domingo (31) e queimou 18 mil toneladas em 200 hectares.

De acordo com a usina, os incêndios foram acidentais, agravados pelo tempo seco que atinge toda a região de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).

A usina faz parte do grupo Balbo, que produz açúcar orgânico e não utiliza cana queimada em seu processo. Segundo a empresa, a sua área total de plantio corresponde a 15 mil hectares de canavial orgânico, espalhados em 11 fazendas.

Além da Santo Antônio, o grupo tem as usinas São Francisco e Uberaba, esta última em parceria com outros grupos do setor.

O número de queimadas registradas apenas no mês de agosto superou o total dos sete primeiros meses do ano na região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

De janeiro até o final de julho, as 93 cidades da região registraram 372 focos. Em agosto, o número subiu para 774 –402 a mais, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Apenas em Sertãozinho foram 56 focos de incêndio no mês de agosto.
Fonte:
Folha.com 01 Set 2014

http://www.novacana.com/n/cana/mercado/usina-40-mil-toneladas-cana-incendios-010914/

Obra para facilitar passagem de produtores rurais é cobrada no interior de São Paulo

Duplicação da SP-308, conhecida como Rodovia do Açúcar, obriga produtores a pagar pedágio nos dois sentidos

Produtores da região de Piracicaba (SP) cobram a construção de uma marginal que dê acesso ao município de Rio das Pedras (SP). Desde que começaram as obras de duplicação da SP-308, mais conhecida como Rodovia do Açúcar, eles são obrigados a pagar um pedágio, instalado bem no meio do caminho. A marginal está no projeto da rodovia, mas programada só para daqui dois anos.

O trajeto é bastante conhecido pelos caminhoneiros. Eles saem ou entram na estrada municipal Eduardo Folha, em Rio das Pedras (SP) para seguir para as usinas da cidade ou para os mercados de Piracicaba, que fica há poucos quilômetros. O problema é que, há quatro anos, os custos do frete ficaram muito pesados.

– O custo ficou mais alto, porque a gente paga por quilômetro rodado de frete e, agora que eles fecharam a passagem aqui, não dá nem pra passar com as máquinas – reclama o produtor Ocimar Quirino Paparotti.

Os produtores não são contrários à duplicação, mas gostariam de pagar um preço justo pelo pedágio, que é cobrado nos dois sentidos a R$ 4, cada um. A saída seria a construção da marginal, que consta no projeto da concessionária.

 

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Fonte da imagem: http://www.fectroesc.com.br/

Em um documento do Ministério Público, o promotor de Justiça diz que a construção da pista é de responsabilidade da Prefeitura de Rio das Pedras.

– Até então, nada foi movido a favor disso. Nossas estradas rurais estão em péssimas condições. Então, simplesmente é isso. O que nós pedimos às autoridades é que tenham um olhar para nós produtores também, porque nós estamos apenas comprometidos com a produção de alimentos e mais nada – pede o presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Rio das Pedras (Conder), Antônio Marcos Padoveze.

Enquanto a promessa não sai do papel, os trabalhos em outros trechos da rodovia continuam. Até agora, foram entregues 18 quilômetros de duplicação entre os Km 127 e Km 145. A concessionária também concluiu a construção de um acesso e retorno, só que no quilômetro seguinte ao trevo da estrada municipal. O resultado são caminhões de grande porte, tendo que reduzir a velocidade em plena rodovia, risco para eles e para outros motoristas.

 

Fonte:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/08/obra-para-facilitar-passagem-de-produtores-rurais-e-cobrada-no-interior-de-sao-paulo-4586700.html

Usinas de cana do interior de SP encerram safra já em agosto

Duas usinas no interior do Estado devem terminar a safra ainda nesta semana

A baixa produtividade nas lavouras de cana-de-açúcar, causada principalmente pela falta de chuvas, fará com que duas usinas no interior do Estado terminem a safra ainda nesta semana.

Normalmente encerrada a partir da segunda quinzena de outubro –a maioria das usinas vai até dezembro–, a safra nas duas unidades nas regiões de Piracicaba (160 km de São Paulo) e São João da Boa Vista (216 km de São Paulo) acabaram antes porque elas foram afetadas pela longa estiagem, que prejudicou o desempenho nas lavouras.

 

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A informação foi dada nesta terça (26) pela Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), entidade que representa o setor –os nomes das usinas não foram revelados.

Por causa do baixo desenvolvimento das plantações, as previsões estão sendo revistas. Com isso, a tendência é que os preços do etanol nos postos sejam mantidos nas próximas semanas, até que sofram reajuste próximo à entressafra.

Um relatório da Unica aponta que a estimativa de moagem de cana para a atual safra na região centro-sul é de 545,89 milhões de toneladas, uma queda de 5,88% em relação à estimativa inicial, de 580 milhões de toneladas. A safra anterior atingiu 597,06 milhões de toneladas.

O diretor-técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, disse que a quebra da safra ocorre num péssimo momento para o setor, que vê aumento expressivo nos custos de produção ao mesmo tempo em que os valores do etanol e do açúcar não reagem.

Essa não reação dos preços, de acordo com ele, está relacionada à ausência de políticas públicas para a atividade sucroalcooleira.

Padua disse nesta terça em Sertãozinho (333 km de São Paulo), onde está sendo realizada a Fenasucro, que as usinas deixam de lucrar por safra R$ 10 bilhões por causa da não cobrança da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que foi zerada para a gasolina.

SECA
Segundo a Unica, a quebra da safra em São Paulo deve atingir 11,7%. A estimativa da entidade é que sejam processadas 324,43 milhões de toneladas de cana nas usinas paulistas, ante as 367,45 milhões da safra 2013/14.

“É a grande quebra. Choveu muito pouco”, disse Pádua.

A Unica informou que a revisão para baixo das estimativas ocorreu porque as condições climáticas observadas desde o início da safra foram piores do que as usadas na primeira projeção, de abril.

Para Plinio Nastari, presidente da consultoria Datagro, a queda “mostra a gravidade da situação”, porque significa menos produto, menor lucro e mais dívidas.
JOÃO ALBERTO PEDRINI e VENCESLAU BORLINA FILHO

Fonte: 27 Agosto 2014 08:37  . Folha de S. Paulo

http://www.novacana.com/n/cana/safra/usinas-cana-sp-encerram-safra-agosto-270814/

22ª Fenasucro começa nesta semana em São Paulo

Maior feira do setor sucroenergético terá 550 expositores de 26 a 29 de agosto
A 22ª Fenasucro, considerada pela organização a maior feira do setor sucroenergético do mundo, começa na próxima terça, dia 26, em Sertãozinho, no interior de São Paulo.

A feira terá 550 expositores e espera receber mais de 33 mil visitantes. É maior evento mundial em tecnologia e intercâmbio comercial para usinas e profissionais do setor sucroenergético. Além de ser o principal ponto de encontro entre produtores, profissionais e fabricantes de equipamentos, produtos e serviços para a agroindústria da cana-de-açúcar.

Os visitantes têm a oportunidade de explorar toda a cadeia de produção: preparo do solo, plantio, tratos culturais, colheita, industrialização, mecanização, aproveitamento dos derivados, transporte e logística do produto e subprodutos da cana-de-açúcar.

Este ano, a feira terá um espaço cultural dedicado ao Museu Nacional do Açúcar e do Álcool, com peças que contam parte da história dos antigos engenhos de cana traçando, assim, um paralelo entre o passado e o futuro da cana-de-açúcar. As peças foram cedidas pelo museu e ficarão a mostra durante os quatro dias de feira.

Número de multas por queima da palha da cana cresce 169% na região de Ribeirão Preto

Cetesb: “Um terço de todas as penalidades aplicadas em todo o Estado estão na nossa região”

Agravante da qualidade do ar no período de seca, a queima irregular da palha da cana na região de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) rendeu um aumento de 169% no número de multas em comparação com ano passado.
Segundo a Cetesb (companhia ambiental de São Paulo), de janeiro a 31 de julho foram 35 multas, num valor total de R$ 4,4 milhões.
No mesmo período de 2013, foram aplicadas 13 multas.

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“Um terço de todas as penalidades aplicadas em todo o Estado estão na nossa região”, disse Marco Artuzo, gerente regional da Cetesb.
As advertências também aumentaram neste mesmo período: passaram de nove para 14 casos –alta de 55%.
Em toda a safra passada, foram aplicadas apenas duas multas na região, segundo informou a Cetesb.
A maior parte das multas é referente ao descumprimento de resolução da Secretaria do Meio Ambiente, que proíbe queimadas nas lavouras entre 6h e 20h, até novembro.
A resolução também prevê que, quando a umidade relativa do ar for inferior a 20%, a queima está suspensa em qualquer período do dia.
Segundo Artuzo, as penalidades foram aplicadas a usinas e produtores locais.
“A estiagem prolongada e o ritmo da safra, mais intenso, acarretou nestas queimadas irregulares”, disse.
Em decorrência da fiscalização feita pela Cetesb, Artuzo afirmou que a situação tende a melhorar até novembro.
Além dos danos ambientais, a queimada irregular da palha da cana-de-açúcar afeta a saúde da população.
Paulo Finotti, vice-presidente do CBH-Pardo (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo), disse que a fuligem tem substâncias cancerígenas que, a longo prazo, podem causar reações adversas.

“Crianças e idosos são mais suscetíveis a doenças respiratórias”, afirmou.

Segundo ele, a situação da região está crítica, e os donos das propriedades rurais deveriam criar mecanismos para fiscalizar as lavouras e impedir incêndios criminosos.
Em Ribeirão, a prefeitura sancionou uma lei que proíbe queimadas da palha de cana no mês passado. Nenhuma multa foi aplicada.
Produtores rurais receberão comunicados, segundo a prefeitura. As multas variam entre R$ 63 mil e R$ 650,8 mil.

Fonte:  Matéria: Sexta, 22 Agosto 2014 – Folha de S. Paulo e Imagem: www.descalvadonews.com.br

Produtividade da cana em SP deve cair 13% nesta safra, aponta pesquisa

A produtividade da cana deve cair consideravelmente nesta safra, de acordo com levantamento feito pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) junto a 154 unidades produtoras. A redução no rendimento da área colhida em julho na região Centro-Sul deve ficar próxima de 10% e, no Estado de São Paulo, pode superar 13% no comparativo com o mesmo período de 2013. Com isso, a quebra agrícola acumulada desde o início da safra até 1º de agosto deve atingir cerca de 7% no Centro-sul do País.

A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região atingiu 35,98 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho de 2014 – o menor valor já registrado desde a safra 2007/2008, quando 25,27 milhões de toneladas foram processadas nessa mesma quinzena. A moagem no mês passado alcançou 77,39 milhões de toneladas, retração de 11,49% comparativamente a julho de 2013.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 1º de agosto, o volume processado somou 280,43 milhões de toneladas, contra 270,16 milhões de toneladas observadas em igual período do ano anterior.
Para o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, problemas como o volume menor de chuvas e a redução do ritmo de moagem pesaram para diminuir a produção nas usinas.

Açúcar
Na segunda metade de julho, o teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 141,20 kg por tonelada de cana-de-açúcar moída, alta de 6,07% quando comparado ao resultado verificado na mesma quinzena de 2013 (133,12 kg de ATR por tonelada).
Já no acumulado desde o início da safra até 1º de agosto, a concentração de ATR totalizou 128,79 kg, contra 125,76 kg registrados na mesma data de 2013.

Queda
As produções de etanol e de açúcar diminuíram na segunda metade de julho em relação a mesma quinzena de 2013. A fabricação de açúcar reduziu 12,03% neste período, somando 2,24 milhões de toneladas. O volume produzido de etanol caiu 15,65%, totalizando 1,60 bilhão de litros (733,63 milhões de litros de etanol anidro e 868,11 milhões de litros de etanol hidratado).

Fonte: Agência Estado

Fórum Nacional Sucroenergético: setor atravessa pior crise

quedaSessenta e seis usinas sucroalcooleiras, de 2008 a 2014, suspenderam suas atividades ou fecharam definitivamente as portas na região Centro-Sul do Brasil, segundo informações do presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Luiz Rocha. Ele foi eleito há um ano para comandar a entidade, que foi criada na mesma época em Brasília (DF) para representar 16 importantes entidades de 15 estados produtores de açúcar, etanol e bioenergia.Ele destaca que, nos últimos seis anos, o segmento fechou mais de 80 mil postos de trabalho.”Diante do cenário, já revimos nossa previsão da safra 2014/15 de cana-de-açúcar: antes era de 589 milhões de toneladas de cana e agora passamos para 560 milhões. O setor, em média, acumula R$ 60 bilhões em dívidas e está faturando somente R$ 65 bi. Se o Brasil não contar com políticas públicas e ações mais efetivas do governo junto ao setor sucroenergético, nós corremos o risco de sofrer com a falta de etanol no País”, alerta Rocha.Na opinião do presidente do Fórum, o setor sucroalcooleiro enfrenta uma das piores crises de sua história.”De 2005 a 2008, o País registrou um aumento de 25% no número de unidades sucroalcooleiras instaladas. De 2008 para 2014, 30% das quase 390 usinas existentes no Brasil mudaram de mãos, fecharam, suspenderam as atividades ou estão fazendo a moagem fora de seu município”, ilustra.Para tentar amenizar a situação, Rocha acredita que o governo federal está aberto a conversações. No entanto, teme que o período eleitoral atrapalhe a continuidade das negociações com o setor sucroenergético ainda neste ano.”Durante recente reunião do Fórum com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o próprio governo propôs aumentar a mistura de etanol à gasolina de 25% para 27,5%, mas isto não aconteceu ainda. Queremos que o governo mude a banda da chamada `Lei da Mistura´ para um intervalo legal de 20% a 30%”, destaca.Rocha critica o fato de o governo elevar e reduzir a mistura quando quer, para tentar conter a taxa inflacionária, monitorando o preço da gasolina. Para ele, enquanto esta prática persistir, o etanol continuará perdendo competitividade.”Ao tentar segurar a inflação a todo custo, controlando o preço da gasolina, o governo está fazendo da própria gasolina a maior concorrente do etanol, até porque o governo concedeu um subsídio a ela, a exemplo da desoneração com o fim do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Essa situação, inclusive, resultou em perdas importantes na arrecadação dos municípios brasileiros. Além disso, o governo precisa majorar o combustível fóssil, incentivar a energia limpa como é feito em outros países, mas isto não é colocado em prática.”Quanto aos custos da indústria, Rocha ressalta que a implantação do Estatuto do Motorista no ano passado onerou ainda mais os gastos para as indústrias. Depois disso, as empresas têm encontrado dificuldades de conseguir caminhões e motoristas para realizar os fretes.”De 2013 para este ano, houve um aumento de quase 8,6% das despesas com o frete, que passaram de US$ 53,7 por tonelada para US$ 58,31.”Para Rocha, outro problema nacional – além da falta de uma “Lei da Mistura” mais efetiva, do alto endividamento do setor sucroenergético e dos altos custos da produção na indústria – está ligado ao fato de o governo federal não elaborar políticas públicas de incentivo ao uso de energia renovável.”No nosso setor, apenas 40% das indústrias estão exportando bioeletricidade e, mesmo assim, sem utilizar toda a sua potência porque precisariam trocar muitos equipamentos, e isto custa caro. Temos um potencial enorme, comparado a mais de duas usinas hidrelétricas Itaipus, mas não aproveitamos.”Saiba maisO Fórum Nacional Sucroenergético é uma entidade criada no dia 24 de julho de 2013, com sede em Brasília, que atua na defesa do setor no País. Ao todo, representantes de entidades de 15 Estados produtores de etanol, açúcar e bioeletricidade participam dele.Integram o Fórum as Associações de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar) e de Bionergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), os Sindicatos das Indústrias do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar/AL), das Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), das Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) e de Fabricação de Etanol do Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), as Uniões dos Produtores de Bioenergia (Udop) e da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e os sindicatos do Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Paraíba.Em março deste ano, durante uma reunião com o ministro do Mapa, Neri Geller, o Fórum pediu ao governo para que incentive a melhoria da eficiência energética dos motores flex e mantenha o Programa Pró-Renova com a equalização das taxas de 2013, para as empresas nacionais de capital estrangeiro. Ainda solicitou que mantenha a atual política da utilização do açúcar e adoçantes nos refrigerantes fabricados no País.
Sessenta e seis usinas sucroalcooleiras, de 2008 a 2014, suspenderam suas atividades ou fecharam definitivamente as portas na região Centro-Sul do Brasil, segundo informações do presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Luiz Rocha. Ele foi eleito há um ano para comandar a entidade, que foi criada na mesma época em Brasília (DF) para representar 16 importantes entidades de 15 estados produtores de açúcar, etanol e bioenergia.
Ele destaca que, nos últimos seis anos, o segmento fechou mais de 80 mil postos de trabalho.
“Diante do cenário, já revimos nossa previsão da safra 2014/15 de cana-de-açúcar: antes era de 589 milhões de toneladas de cana e agora passamos para 560 milhões. O setor, em média, acumula R$ 60 bilhões em dívidas e está faturando somente R$ 65 bi. Se o Brasil não contar com políticas públicas e ações mais efetivas do governo junto ao setor sucroenergético, nós corremos o risco de sofrer com a falta de etanol no País”, alerta Rocha.
Na opinião do presidente do Fórum, o setor sucroalcooleiro enfrenta uma das piores crises de sua história.
“De 2005 a 2008, o País registrou um aumento de 25% no número de unidades sucroalcooleiras instaladas. De 2008 para 2014, 30% das quase 390 usinas existentes no Brasil mudaram de mãos, fecharam, suspenderam as atividades ou estão fazendo a moagem fora de seu município”, ilustra.
Para tentar amenizar a situação, Rocha acredita que o governo federal está aberto a conversações. No entanto, teme que o período eleitoral atrapalhe a continuidade das negociações com o setor sucroenergético ainda neste ano.
“Durante recente reunião do Fórum com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o próprio governo propôs aumentar a mistura de etanol à gasolina de 25% para 27,5%, mas isto não aconteceu ainda. Queremos que o governo mude a banda da chamada `Lei da Mistura´ para um intervalo legal de 20% a 30%”, destaca.
Rocha critica o fato de o governo elevar e reduzir a mistura quando quer, para tentar conter a taxa inflacionária, monitorando o preço da gasolina. Para ele, enquanto esta prática persistir, o etanol continuará perdendo competitividade.
“Ao tentar segurar a inflação a todo custo, controlando o preço da gasolina, o governo está fazendo da própria gasolina a maior concorrente do etanol, até porque o governo concedeu um subsídio a ela, a exemplo da desoneração com o fim do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Essa situação, inclusive, resultou em perdas importantes na arrecadação dos municípios brasileiros. Além disso, o governo precisa majorar o combustível fóssil, incentivar a energia limpa como é feito em outros países, mas isto não é colocado em prática.”
Quanto aos custos da indústria, Rocha ressalta que a implantação do Estatuto do Motorista no ano passado onerou ainda mais os gastos para as indústrias. Depois disso, as empresas têm encontrado dificuldades de conseguir caminhões e motoristas para realizar os fretes.
“De 2013 para este ano, houve um aumento de quase 8,6% das despesas com o frete, que passaram de US$ 53,7 por tonelada para US$ 58,31.”
Para Rocha, outro problema nacional – além da falta de uma “Lei da Mistura” mais efetiva, do alto endividamento do setor sucroenergético e dos altos custos da produção na indústria – está ligado ao fato de o governo federal não elaborar políticas públicas de incentivo ao uso de energia renovável.
“No nosso setor, apenas 40% das indústrias estão exportando bioeletricidade e, mesmo assim, sem utilizar toda a sua potência porque precisariam trocar muitos equipamentos, e isto custa caro. Temos um potencial enorme, comparado a mais de duas usinas hidrelétricas Itaipus, mas não aproveitamos.”
Saiba mais
O Fórum Nacional Sucroenergético é uma entidade criada no dia 24 de julho de 2013, com sede em Brasília, que atua na defesa do setor no País. Ao todo, representantes de entidades de 15 Estados produtores de etanol, açúcar e bioeletricidade participam dele.
Integram o Fórum as Associações de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar) e de Bionergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), os Sindicatos das Indústrias do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar/AL), das Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), das Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) e de Fabricação de Etanol do Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), as Uniões dos Produtores de Bioenergia (Udop) e da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e os sindicatos do Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Paraíba.
Em março deste ano, durante uma reunião com o ministro do Mapa, Neri Geller, o Fórum pediu ao governo para que incentive a melhoria da eficiência energética dos motores flex e mantenha o Programa Pró-Renova com a equalização das taxas de 2013, para as empresas nacionais de capital estrangeiro. Ainda solicitou que mantenha a atual política da utilização do açúcar e adoçantes nos refrigerantes fabricados no País.

Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura – SNA/RJ

Colheita de cana está 15 pontos percentuais atrasada

A colheita da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul não passou de 15% da área cultivada, 15 pontos percentuais a menos que a média histórica para o período. O motivo de tamanho atraso seriam as más condições climáticas sofridas pelos locais de cultivo.
De acordo com o relatório publicado nessa quinta-feira (31) pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado (Emater – RS), as regiões de Missões e a Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul foram atingidas por chuvas intensas nos últimos meses, o que causou enxurradas e alagamentos no campo. Com a alta umidade do solo as máquinas não conseguem entrar nas lavouras, o que acaba atrasando todo o trabalho. Mesmo os agricultores que realizam a colheita manual estão encontrando problemas para trabalhar.
No litoral norte e médio do estado, as lavouras apresentam boas condições, tanto as de sequeira, quanto as novas.

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A produtividade está dentro das expectativas iniciais, cerca de 60 toneladas de cana por hectare. O rendimento industrial, no entanto, está um pouco abaixo do usual, a cada tonelada de cana moída devem ser produzidos 60 litros de álcool.
No momento, as temperaturas estão mais amenas no Rio Grande do Sul, considerando o período de inverno, o que fez com que os pecuaristas reservassem o estoque de cana para alimentação do gado para temperaturas mais rigorosas.

Fonte:

http://www.revistacanavieiros.com.br/conteudo/colheita-de-cana-esta15-pontos-percentuais-atrasada-no-rs

Deputados aprovam aumento de etanol na gasolina

A Câmara dos Deputados aprovou, em votação realizada quarta-feira (06/08), a Medida Provisória que possibilita o aumento de 25% para 27,5% a quantidade de etanol anidro que é misturada obrigatoriamente à gasolina.

O texto, aprovado de forma unânime na Casa, segue agora para apreciação do Senado, o que deve acontecer até setembro. Se aprovado, pode passar a ser aplicado ainda neste ano.

O aumento na porcentagem de etanol à gasolina, além de diminuir a dependência do Brasil quanto aos combustíveis de origem fóssil, ainda deve beneficiar o produtor de cana-de-açúcar brasileiro, comentou o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB).

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Segundo ele, que apresentou emenda e discursou na tribuna em defesa dos biocombustíveis, a medida traz inúmeros benefícios ao país, permitindo melhora na balança comercial inclusive, sem contar os benefícios ao meio ambiente.

“O índice de 25% para 27,5% a princípio pode parecer pequeno, mas há uma grande diferença no volume total, significa um aumento de 10% no mercado de álcool anidro no país. Cada vez que você aumenta a quantidade de combustível limpo, as condições ambientais melhoram. Além disso, você atende a um mercado de biocombustíveis em um momento em que ele passa por uma crise, além de diminuir a necessidade de compra de gasolina pela Petrobras”, disse.

Mendes Thame pontuou que houve uma dupla conquista na aprovação da MP, que passou tanto pela comissão mista quanto pela Câmara. Segundo ele, o texto deve ser apreciado pelo Senado no próximo dia 2 de setembro.

O deputado ressaltou que a medida, apesar de ser um incentivo ao produtor de cana-de-açúcar, não é a solução para a crise atual.

“A minha preocupação, o meu relacionamento é muito mais com os produtores de cana, que passam por uma situação muito grave, com a seca que dizimou quase 30% da produção. O aumento na mistura é um incentivo importante, mas não é a solução. Precisamos de uma política muito mais a fundo.”

ÓLEO DIESEL — A Medida Provisória prevê também o aumento da mistura de biodiesel ao óleo diesel, que, dessa forma, passa de 5% para 6% em agosto e para 7%, em novembro deste ano.

Segundo cálculos do Ministério de Minas e Energia, a cada ponto percentual de biodiesel misturado no diesel mineral distribuído no país, a demanda pelo combustível vegetal aumenta em 600 milhões de litros.

O texto também estabelece que o biodiesel deve ser fabricado preferencialmente a partir de matérias-primas produzidas pela agricultura familiar.

“Isso vai beneficiar muito o pequeno e médio produtor rural, além de reduzir a ociosidade da indústria nacional, que sofre com a falta de planejamento da política energética do governo atual”, disse Thame.

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