Demanda de recursos para estocagem de etanol atinge 100% do BNDES PASS

Foram formalizados 65 pedidos, com valor médio de R$ 31 milhões cada

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quarta, dia 1º de outubro, que os R$ 2 bilhões do Programa BNDES de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro (BNDES PASS) foram utilizados em sua totalidade. Foram aprovadas ou contratadas até agora operações no valor de R$ 1,886 bilhão (94,3% do orçamento do programa), e outras, que somam R$ 114 milhões, estão em análise.

De acordo com o banco, em nota, os recursos totais do BNDES PASS equivalem a uma capacidade de retenção de estoques de cerca de 1,33 bilhão de litros de etanol anidro ao longo do período final de safra e entressafra – de dezembro deste ano até março de 2015. O cálculo leva em conta preço de anidro ao produtor de R$ 1,50 o litro.

O objetivo do programa é dar fôlego às empresas produtoras, permitindo que elas carreguem seus estoques de etanol de uma forma mais adequada ao longo da safra, sem causar depreciação nos preços do combustível neste período – afirma o BNDES.

usina
Objetivo do programa é dar fôlego às empresas produtoras, permitindo que elas carreguem seus estoques de etanol ao longo da safra.

Foram formalizados no âmbito do BNDES PASS 65 pedidos de financiamento, com um valor médio de R$ 31 milhões por pedido. Destes, 60 pedidos já foram aprovados e contratados e 5 estão em análise, devendo ser submetidos à diretoria do banco ainda no início deste mês. As liberações também estão previstas para serem processadas em outubro.

Fonte:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/10/demanda-de-recursos-para-estocagem-de-etanol-atinge-100-do-bndes-pass-4611023.html

Dívida do setor sucroenergético chega a R$ 68 bilhões

Levantamento é da consultoria Datagro e responsabiliza a perda de competitividade ao aumento da dívida

O presidente da Datagro, Plínio Nastari, disse nesta quinta, dia 2, que a dívida do setor sucroenergético passou de R$ 3,5 bilhões no início dos anos 2000 para R$ 68 bilhões agora. O endividamento é resultado da perda de competitividade do etanol ante a gasolina e da crise enfrentada pelas usinas desde a crise do crédito de 2008.

cana

O  endividamento é resultado da perda de competitividade do etanol
ante a gasolina e da crise enfrentada pelas usinas desde a crise do crédito de 2008

 – A solução (para reverter essa situação) passa por um mecanismo automático de reajuste de preço da gasolina e que seja duradouro – disse Nastari.

Segundo ele, os subsídios dados pelo governo ao combustível fóssil chegam, atualmente, a 16% do valor do produto. Indagado se o setor já passou pelo seu pior momento na atual crise, o presidente da consultoria apenas frisou que “é difícil dizer”, pois dependerá da redução dos estoques mundiais de açúcar e da consequente elevação do preço da commodity.

Fonte:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/10/divida-do-setor-sucroenergetico-chega-a-r-68-bilhoes-4611854.html

Estadão de São Paulo

Emenda do deputado Mendes Thame aumenta etanol na gasolina

A Lei n° 13.033, de 2014, foi sancionada esta semana pela presidente da República e autoriza o aumento das misturas de biodiesel ao óleo diesel, para 7%, e de etanol à gasolina, de 25% para 27,5%, no país. O aumento de etanol na gasolina é resultante de emenda de autoria do deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB), secretário-geral da Executiva Nacional do PSDB e vice-líder do partido na Câmara.

O deputado Thame comemorou a sanção e destacou que após vários meses de intenso trabalho no Congresso e reuniões promovidas por associações e Ministério de Minas e Energia, o governo tomou a decisão acertada e urgente para salvar os produtores. “Toda a cadeia produtiva de biocombustíveis está ociosa e passa por uma profunda crise, sofre com a falta de investimentos e incentivos do atual governo para continuar produzindo, gerando empregos e outros inúmeros benefícios que advém dos combustíveis limpos”, destacou o parlamentar.

Foto-Etanol

“Aumentar de 25% para 27,5% a mistura de etanol à gasolina é uma pequena diferença, mas significa um aumento de 10% no mercado de álcool anidro. Mercado cativo para esse produto, tão desejado pelo mundo inteiro, que quer abolir essa civilização carbonária que nós construímos com emissão de CO2 e construir uma nova civilização, com combustíveis renováveis”, completou.

Além de estimular a produção, o parlamentar tucano destacou cinco externalidades positivas do uso dos biocombustíveis: melhorar a balança comercial com menos importação de combustíveis fósseis; benefícios para saúde pública com eliminação do chumbo tetraetila; diminuição da emissão de gases de efeito estufa; produção de energia elétrica com o bagaço da cana, além da criação de empregos.

CRISE -  O setor sucroalcooleiro enfrenta uma das maiores crises da história. Endividamento, perda da competitividade diante da gasolina e até problemas climáticos afetaram toda a cadeia produtiva. De 2008 a 2014, 66 usinas sucroalcooleiras suspenderam suas atividades ou fecharam definitivamente as portas na região Centro-Sul do Brasil.

Além disso, a crise contaminou a indústria de bens de capital, que já fechou mais de 50.000 vagas.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal e Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

 

Fonte:

http://www.mendesthame.com.br/2014/09/27092014-emenda-de-thame-que-aumenta-etanol-na-gasolina-vira-lei/

Moagem de cana do centro-sul desacelera na 1ª quinzena de setembro

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul totalizou 39,89 milhões de toneladas na primeira metade de setembro. Esse resultado é 15,98% inferior às 47,48 milhões de toneladas moídas na quinzena anterior e 7,44% menor em relação ao valor observado no mesmo período de 2013 (43,10 milhões de toneladas).

No acumulado desde o início da safra até 15 de setembro, a moagem alcançou 412,68 milhões de toneladas, contra 408,54 milhões de toneladas verificadas em igual data de 2013.

Os valores apurados mostram um recuo significativo da produção de açúcar na primeira metade de setembro. A quantidade fabricada atingiu 2,50 milhões de toneladas nos 15 primeiros dias do mês, ante 3,02 milhões de toneladas apuradas na quinzena anterior (queda de 17,09%) e 2,98 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra 2013/2014 – retração de 15,92%.

Segundo o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “essa redução na produção de açúcar reflete a menor moagem na quinzena e o fato das usinas terem priorizado a fabricação de etanol”. As condições de demanda e os preços vigentes têm gerado incentivos econômicos à produção do biocombustível em detrimento ao açúcar, acrescentou.

 

5

 

De fato, na primeira metade de setembro a proporção de matéria-prima destinada à fabricação de açúcar totalizou 43,99%, expressivo recuo em relação aos 45,22% observados na quinzena passada e aos 49,28% verificados no mesmo período de 2013.

A queda no ritmo de produção de açúcar também pode ser observada a partir do rendimento industrial mensurado em quilos de açúcar por tonelada de cana-de-açúcar processada. Na primeira quinzena de setembro, esse índice apresentou queda de 9,17% no comparativo com o valor registrado em igual período do último ano: 62,75 kg de açúcar por tonelada de cana, contra 69,08 kg contabilizados em 2013.

Com isso, a produção de etanol alcançou 1,96 bilhão de litros nos primeiros 15 dias de setembro, ante 1,88 bilhão de litros apurados em igual período do último ano. Deste montante, 773,43 milhões de litros referem-se ao etanol anidro e 1,19 bilhão de litros ao etanol hidratado.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015, a produção de açúcar alcançou 23,43 milhões de toneladas, enquanto a fabricação de etanol somou 18,11 bilhões de litros, com crescimento de 4,82% sobre o volume observado no mesmo período de 2013.

Para o diretor da UNICA, “a quantidade produzida até o momento não reflete a expectativa de menor oferta de cana-de-açúcar para essa safra”. Nos próximos meses, com o término antecipado da safra em várias regiões, o impacto da seca sobre a produção ficará mais evidente, concluiu.

Qualidade da matéria-prima
A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada atingiu 149,71 kg na primeira quinzena de setembro, frente a 147,11 kg por tonelada observado na mesma data da safra anterior.

Para Rodrigues, “é interessante observar que a queda no mix de produção do açúcar ocorreu em um momento de alta concentração de ATR na cana, quando as fábricas operam próximo de sua capacidade produtiva”. Persistindo o cenário de preços e essa tendência na produção, devemos observar uma ampliação ainda maior da proporção de matéria-prima destinada à fabricação de etanol quando o nível de ATR começar a cair, acrescentou.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 15 de setembro, o teor de ATR por tonelada de matéria-prima totalizou 134,44 kg, contra 131,40 kg por tonelada registrado na mesma data de 2013.

Vendas de etanol
As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul na primeira quinzena de setembro somaram 1,05 bilhão de litros, ante 1,04 bilhão de litros registrado no mesmo período do ano anterior. Deste total vendido, 990,03 milhões de litros destinaram-se ao mercado doméstico e apenas 57,36 milhões de litros à exportação.

No mercado doméstico, as vendas de etanol anidro totalizaram 422,05 milhões de litros, com alta de 15,29% em relação aos 366,07 milhões de litros observados na mesma data de 2013.

As vendas internas de hidratado, por sua vez, alcançaram 567,98 milhões de litros nos primeiros 15 dias de setembro, contra 541,84 milhões de litros computados na quinzena anterior (incremento de 4,83%) e 522,03 milhões de litros verificados em igual período da safra passada (aumento de 2,89%).

Para o executivo da UNICA, “a expectativa é de que esse aumento do consumo se acentue nas próximas quinzenas, pois o etanol hidratado tem se apresentado economicamente vantajoso em relação à gasolina nos principais estados consumidores”.

 

Fonte:

http://www.novacana.com/n/cana/safra/moagem-de-cana-do-centro-sul-desacelera-na-1-quinzena-de-setembro/

Ocupações de usinas de cana-de-açúcar em São Paulo geram tensão entre os produtores

Integrante do movimento responsável pelas ocupações afirmou à reportagem do Rural Notícias que outras invasões podem ocorrer nos próximos dias

As ocupações de usinas de cana-de-açúcar nessa última semana em todo o país agravaram a crise do setor sucroenergético. Os produtores e usineiros de São Paulo, Estado em que a maioria das ocupações aconteceu, vivem em clima de tensão.

Nos últimos quatro anos, 44 usinas fecharam as portas no Brasil, sendo 24 delas no Estado de São Paulo. Os dados são da Unica (União das Indústrias da Cana-de-Açúcar). Mais da metade da produção nacional de cana-de-açúcar depende da produção paulista. A situação dos moradores e produtores rurais de Ibirarema piorou muito nos últimos anos, é o que afirma o presidente do Sindicato Rural do Município, José Antônio Nogueira. O emprego diminuiu e a renda também. Muita gente mudou de atividade. Em Ibirarema, cerca de 60% da economia agrícola depende da cana-de-açúcar.

cana1

A segurança está reforçada na entrada da usina Pau D’alho, localizada no município. Até o proprietário, Waldimir Antunes, veio para o local na noite da última segunda, dia 8, quando teve a notícia de que a usina da família seria invadida. A informação que ele recebeu era de que os manifestantes chegariam por volta das 20h daquele dia. E ele ficou na entrada da usina por mais de duas horas, cada farol que avistava na estrada era motivo de expectativa e indignação por parte dele. Para garantir, Antunes já contratou um advogado, que entrou com uma ação cautelar para impedir a invasão.

A usina não foi invadida desta vez, mas está na mira do movimento chamado Frente Nacional de Luta na Cidade e Campo. A usina Pau D’alho está desativada desde 2012, ela se encontra em processo de recuperação judicial. Aliás, este é um dos critérios, ou justificativa, da coordenação do movimento para as invasões que aconteceram nestes últimos dias em São Paulo. São todas usinas que ou estão em processo de falência, ou em recuperação judicial ou com dívidas com a União.

A usina Pau D’alho chegou a moer 10 toneladas por dia, a produção de açúcar chegava a mil toneladas e a de etanol a 400 litros diários. A crise do setor e problemas de gestão obrigaram a empresa a fechar as portas e parar na Justiça. Quase dois mil funcionários foram demitidos. A dívida trabalhista chega R$20 milhões. Antunes diz que a usina será arrendada em 2015.

Nesta terça, dia 9, a reportagem do Rural Notícias conversou com uma das coordenadoras do movimento (veja o vídeo abaixo). Ela estava em um acampamento às margens da Rodovia Raposo Tavares, próximo ao acesso à cidade de Marília, interior do Estado. Diana do Vale disse que outras invasões vão acontecer nos próximos dias e justifica o movimento.
Fonte:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/09/ocupacoes-de-usinas-de-cana-de-acucar-em-sao-paulo-geram-tensao-entre-os-produtores-4594633.html

Propostas de governo para o agronegócio são destaque em encontro no interior de São Paulo

Fórum Nacional do setor reuniu cerca de 300 líderes em Campinas no domingo

Neste fim de semana foi realizado o já tradicional Fórum Nacional de Agronegócios, promovido pelo grupo Lide, com apoio do Canal Rural. O evento reuniu cerca de 300 líderes, em Campinas, no interior de São Paulo. Neste ano, um dos debates mais esperados contou com a presença de representantes dos três candidatos à Presidência mais bem posicionados nas pesquisas, que discutiram propostas para o setor.

Dividido em três debates, o evento começou apresentando o perfil do produtor rural. De acordo com um levantamento feito pela Agroconsult para a Fiesp, o Índice de Confiança mostrou pessimismo. No segundo semestre do ano houve queda de mais de 10 pontos na pesquisa, que leva em consideração os três elos da cadeia produtiva: antes, durante e depois da porteira, quando o produto já está nas indústrias de alimentos.

Foto: Reprodução / Canal Rural Evento ocorreu no interior de São Paulo

Foto: Reprodução / Canal Rural
Evento ocorreu no interior de São Paulo

– O produtor agrícola é ainda quem está com maior otimismo dentro do universo pesquisado, que passa por uma conjuntura, um momento melhor em relação aos preços, tanto nacional quanto internacional – afirma o diretor da Fiesp, Antônio Carlos Costa

A pesquisa revelou que 43%dos entrevistados tem nível superior completo e estão na atividade há várias gerações. Outro ponto que chamou atenção foi o ranking de preocupações elencadas pelos produtores, que apontaram o clima em primeiro lugar, seguido dos preços. Diante das oscilações do mercado, a maioria investe com capital próprio. Dos participantes no estudo, 41% são produtores agrícolas e 74% são pecuaristas.

– O produtor, ao mesmo tempo que ele responde por uma atividade de grande risco, ele está exposto ao risco climático, ao câmbio, ao risco de pragas e doenças. Ele se considera avesso ao risco, ele se considera conservador. Então, dentro desse cenário, ele entende que financiando a produção dele com capital próprio evidentemente ele corre menos risco – diz Costa.

Para o diretor comercial do Itaú BBA, Alexandre Figliolino, a atitude do produtor é pontual e explicada pelo aquecimento vivido no setor nos últimos anos.

– Vivemos bons anos, principalmente na área de grãos. Houve uma expansão muito forte, então é natural que agora passe um curto período de vacas magras, que é até bastante saudável para dar o que a gente chama de “freio de arrumação”.

Diante do perfil empreendedor apontado pelo estudo, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, liderou o segundo painel do dia, falando sobre projeções para o setor. Lopes elencou 10 desafios, entre eles o uso da genética e de novas tecnologias no campo e a necessidade de proteger a agropecuária brasileira.

– Nós vamos ter, por exemplo, que fazer um esforço para descarbonizar a nossa pecuária. Quando olhamos para o mundo, nossos competidores às vezes apontam para o Brasil e dizem que a nossa pecuária emite muito gás de efeito estufa, tem impacto nas mudanças de clima. É óbvio que os competidores tenderão a apontar para nós e tentar desqualificar a nossa capacidade, a nossa competitividade – alerta.

A duas semanas das eleições, o encontro não poderia deixar de discutir propostas para os candidatos à Presidência da Repúplica. Representantes da presidente Dilma Rousseff, e dos candidatos Aécio Neves e Marina Silva participaram do último painel, exposto pelo coordenador do Centro de Agronegócios da FGV, Roberto Rodrigues. Ele comandou um estudo que reúne sugestões de 23 diferentes segmentos ligados ao setor. No debate, surgiram prioridades parecidas, como a revisão das legislações tributária e fundiária, crédito facilitado, acordos bilaterais para alavancar as exportações e maior participação do empresariado nas decisões do governo.

– Nesse debate eles responderam a essas demandas todas, essa preocupação do setor, mostrando que pela primeira vez desde que eu me lembre, e eu tenho 72 anos de idade, os três principais candidatos querem um plano de apoio à agricultura. Isso é a grande novidade das eleições e é a grande ênfase do evento – comenta Rodrigues.

Para fechar o dia, foi entregue o Prêmio Lide de Agronegócios, que reconheceu os melhores do ano em cinco categorias: carne bovina, de aves, suína, leite e soja.

– O que chamou a atenção foi a dificuldade de escolha, porque muitas empresas desempenharam muito bem e eram três por categoria em cinco categorias. Aliás, para enfrentar tantas dificuldades como o Brasil oferece e ter um desempenho crescente como está tendo o agro, as empresas tem que ser muito competentes e muito criativas. E assim foi e por isso foram premiadas aqui – afirma o presidente do Lide, João Doria Jr.

Fonte:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/09/propostas-de-governo-para-o-agronegocio-sao-destaque-em-encontro-no-interior-de-sao-paulo-4604159.html

Seca afetará produção de açúcar do Brasil por anos, diz Datagro

A produção de açúcar da principal região produtora do Brasil, o centro-sul, deverá cair para 32,8 milhões de toneladas na temporada 2014/15, ante 34,29 milhões de toneladas na safra anterior, e os volumes nos próximos anos continuarão pressionados pelo efeito da devastadora seca do início de 2014, estimou a consultoria Datagro nesta quinta-feira.

“Essa seca terá impacto não só nos rendimentos e produção de 2015, mas também na colheita 2016″, disse o presidente da consultoria, Plinio Nastari, ao divulgar novas projeções para a safra 14/15.

Nastari disse que o mercado pode não ter absorvido totalmente o impacto da seca sobre o setor de cana do Brasil, um fenômeno climático tão severo que provavelmente mostrará os efeitos para além da produção de açúcar deste ano.

 

cana

 

Em 2010, o setor de cana do Brasil sofreu com a seca e outras condições climáticas adversas, o que fez com que a indústria levasse três anos para se recuperar.

O número da produção de açúcar do centro-sul divulgado nesta quinta-feira indica uma redução ante o levantamento divulgado em agosto, quando a Datagro havia previsto 33,2 milhões de toneladas de açúcar.

Nastari disse ainda que grandes estoques de açúcar, especialmente na Ásia, vão continuar a pesar sobre os preços do adoçante no curto prazo, apesar da queda esperada na produção do maior exportador mundial.

No ano safra internacional do açúcar, que começa em outubro, é esperado que o mercado mude para o primeiro déficit após três anos de superávit, com a demanda superando a oferta de 2,45 milhões de toneladas.

“Continuamos a ter uma escassez de chuvas em São Paulo e, quando não chove, você não pode plantar cana”, disse Nastari, referindo-se à sua previsão para a safra de cana do próximo ano, que deve cair pelo envelhecimento dos canaviais.

Ele acrescentou que as usinas estão tendo um melhor retorno com a produção de etanol, vendido em termos equivalentes com o açúcar VHP entre 17,3 e 17,6 centavos de dólar por libra-peso. O VHP (Very High Polarized) está cotado atualmente em 15,3 centavos.

Reese Ewing

Fonte:

http://www.novacana.com/n/cana/safra/seca-afetara-acucar-brasil-datagro-040914/

Em uma semana, usina perde 40 mil toneladas de cana em incêndios

Dois incêndios que atingiram a área de plantio da Usina Santo Antônio, em Sertãozinho (a 333 km de São Paulo) queimaram 40 mil toneladas de cana-de-açúcar em uma semana.

A primeira queimada foi registrada no dia 24 de agosto e atingiu uma área de 245 hectares, com 22 mil toneladas de cana-de-açúcar. O outro incêndio foi registrado neste domingo (31) e queimou 18 mil toneladas em 200 hectares.

De acordo com a usina, os incêndios foram acidentais, agravados pelo tempo seco que atinge toda a região de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).

A usina faz parte do grupo Balbo, que produz açúcar orgânico e não utiliza cana queimada em seu processo. Segundo a empresa, a sua área total de plantio corresponde a 15 mil hectares de canavial orgânico, espalhados em 11 fazendas.

Além da Santo Antônio, o grupo tem as usinas São Francisco e Uberaba, esta última em parceria com outros grupos do setor.

O número de queimadas registradas apenas no mês de agosto superou o total dos sete primeiros meses do ano na região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

De janeiro até o final de julho, as 93 cidades da região registraram 372 focos. Em agosto, o número subiu para 774 –402 a mais, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Apenas em Sertãozinho foram 56 focos de incêndio no mês de agosto.
Fonte:
Folha.com 01 Set 2014

http://www.novacana.com/n/cana/mercado/usina-40-mil-toneladas-cana-incendios-010914/

Obra para facilitar passagem de produtores rurais é cobrada no interior de São Paulo

Duplicação da SP-308, conhecida como Rodovia do Açúcar, obriga produtores a pagar pedágio nos dois sentidos

Produtores da região de Piracicaba (SP) cobram a construção de uma marginal que dê acesso ao município de Rio das Pedras (SP). Desde que começaram as obras de duplicação da SP-308, mais conhecida como Rodovia do Açúcar, eles são obrigados a pagar um pedágio, instalado bem no meio do caminho. A marginal está no projeto da rodovia, mas programada só para daqui dois anos.

O trajeto é bastante conhecido pelos caminhoneiros. Eles saem ou entram na estrada municipal Eduardo Folha, em Rio das Pedras (SP) para seguir para as usinas da cidade ou para os mercados de Piracicaba, que fica há poucos quilômetros. O problema é que, há quatro anos, os custos do frete ficaram muito pesados.

– O custo ficou mais alto, porque a gente paga por quilômetro rodado de frete e, agora que eles fecharam a passagem aqui, não dá nem pra passar com as máquinas – reclama o produtor Ocimar Quirino Paparotti.

Os produtores não são contrários à duplicação, mas gostariam de pagar um preço justo pelo pedágio, que é cobrado nos dois sentidos a R$ 4, cada um. A saída seria a construção da marginal, que consta no projeto da concessionária.

 

caminhao_estrada_logistica

Fonte da imagem: http://www.fectroesc.com.br/

Em um documento do Ministério Público, o promotor de Justiça diz que a construção da pista é de responsabilidade da Prefeitura de Rio das Pedras.

– Até então, nada foi movido a favor disso. Nossas estradas rurais estão em péssimas condições. Então, simplesmente é isso. O que nós pedimos às autoridades é que tenham um olhar para nós produtores também, porque nós estamos apenas comprometidos com a produção de alimentos e mais nada – pede o presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Rio das Pedras (Conder), Antônio Marcos Padoveze.

Enquanto a promessa não sai do papel, os trabalhos em outros trechos da rodovia continuam. Até agora, foram entregues 18 quilômetros de duplicação entre os Km 127 e Km 145. A concessionária também concluiu a construção de um acesso e retorno, só que no quilômetro seguinte ao trevo da estrada municipal. O resultado são caminhões de grande porte, tendo que reduzir a velocidade em plena rodovia, risco para eles e para outros motoristas.

 

Fonte:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/08/obra-para-facilitar-passagem-de-produtores-rurais-e-cobrada-no-interior-de-sao-paulo-4586700.html

Usinas de cana do interior de SP encerram safra já em agosto

Duas usinas no interior do Estado devem terminar a safra ainda nesta semana

A baixa produtividade nas lavouras de cana-de-açúcar, causada principalmente pela falta de chuvas, fará com que duas usinas no interior do Estado terminem a safra ainda nesta semana.

Normalmente encerrada a partir da segunda quinzena de outubro –a maioria das usinas vai até dezembro–, a safra nas duas unidades nas regiões de Piracicaba (160 km de São Paulo) e São João da Boa Vista (216 km de São Paulo) acabaram antes porque elas foram afetadas pela longa estiagem, que prejudicou o desempenho nas lavouras.

 

Plantacao-de-Cana

 

A informação foi dada nesta terça (26) pela Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), entidade que representa o setor –os nomes das usinas não foram revelados.

Por causa do baixo desenvolvimento das plantações, as previsões estão sendo revistas. Com isso, a tendência é que os preços do etanol nos postos sejam mantidos nas próximas semanas, até que sofram reajuste próximo à entressafra.

Um relatório da Unica aponta que a estimativa de moagem de cana para a atual safra na região centro-sul é de 545,89 milhões de toneladas, uma queda de 5,88% em relação à estimativa inicial, de 580 milhões de toneladas. A safra anterior atingiu 597,06 milhões de toneladas.

O diretor-técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, disse que a quebra da safra ocorre num péssimo momento para o setor, que vê aumento expressivo nos custos de produção ao mesmo tempo em que os valores do etanol e do açúcar não reagem.

Essa não reação dos preços, de acordo com ele, está relacionada à ausência de políticas públicas para a atividade sucroalcooleira.

Padua disse nesta terça em Sertãozinho (333 km de São Paulo), onde está sendo realizada a Fenasucro, que as usinas deixam de lucrar por safra R$ 10 bilhões por causa da não cobrança da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que foi zerada para a gasolina.

SECA
Segundo a Unica, a quebra da safra em São Paulo deve atingir 11,7%. A estimativa da entidade é que sejam processadas 324,43 milhões de toneladas de cana nas usinas paulistas, ante as 367,45 milhões da safra 2013/14.

“É a grande quebra. Choveu muito pouco”, disse Pádua.

A Unica informou que a revisão para baixo das estimativas ocorreu porque as condições climáticas observadas desde o início da safra foram piores do que as usadas na primeira projeção, de abril.

Para Plinio Nastari, presidente da consultoria Datagro, a queda “mostra a gravidade da situação”, porque significa menos produto, menor lucro e mais dívidas.
JOÃO ALBERTO PEDRINI e VENCESLAU BORLINA FILHO

Fonte: 27 Agosto 2014 08:37  . Folha de S. Paulo

http://www.novacana.com/n/cana/safra/usinas-cana-sp-encerram-safra-agosto-270814/

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 98 outros seguidores