Produtividade da cana em SP deve cair 13% nesta safra, aponta pesquisa

A produtividade da cana deve cair consideravelmente nesta safra, de acordo com levantamento feito pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) junto a 154 unidades produtoras. A redução no rendimento da área colhida em julho na região Centro-Sul deve ficar próxima de 10% e, no Estado de São Paulo, pode superar 13% no comparativo com o mesmo período de 2013. Com isso, a quebra agrícola acumulada desde o início da safra até 1º de agosto deve atingir cerca de 7% no Centro-sul do País.

A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região atingiu 35,98 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho de 2014 – o menor valor já registrado desde a safra 2007/2008, quando 25,27 milhões de toneladas foram processadas nessa mesma quinzena. A moagem no mês passado alcançou 77,39 milhões de toneladas, retração de 11,49% comparativamente a julho de 2013.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 1º de agosto, o volume processado somou 280,43 milhões de toneladas, contra 270,16 milhões de toneladas observadas em igual período do ano anterior.
Para o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, problemas como o volume menor de chuvas e a redução do ritmo de moagem pesaram para diminuir a produção nas usinas.

Açúcar
Na segunda metade de julho, o teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 141,20 kg por tonelada de cana-de-açúcar moída, alta de 6,07% quando comparado ao resultado verificado na mesma quinzena de 2013 (133,12 kg de ATR por tonelada).
Já no acumulado desde o início da safra até 1º de agosto, a concentração de ATR totalizou 128,79 kg, contra 125,76 kg registrados na mesma data de 2013.

Queda
As produções de etanol e de açúcar diminuíram na segunda metade de julho em relação a mesma quinzena de 2013. A fabricação de açúcar reduziu 12,03% neste período, somando 2,24 milhões de toneladas. O volume produzido de etanol caiu 15,65%, totalizando 1,60 bilhão de litros (733,63 milhões de litros de etanol anidro e 868,11 milhões de litros de etanol hidratado).

Fonte: Agência Estado

Fórum Nacional Sucroenergético: setor atravessa pior crise

quedaSessenta e seis usinas sucroalcooleiras, de 2008 a 2014, suspenderam suas atividades ou fecharam definitivamente as portas na região Centro-Sul do Brasil, segundo informações do presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Luiz Rocha. Ele foi eleito há um ano para comandar a entidade, que foi criada na mesma época em Brasília (DF) para representar 16 importantes entidades de 15 estados produtores de açúcar, etanol e bioenergia.Ele destaca que, nos últimos seis anos, o segmento fechou mais de 80 mil postos de trabalho.”Diante do cenário, já revimos nossa previsão da safra 2014/15 de cana-de-açúcar: antes era de 589 milhões de toneladas de cana e agora passamos para 560 milhões. O setor, em média, acumula R$ 60 bilhões em dívidas e está faturando somente R$ 65 bi. Se o Brasil não contar com políticas públicas e ações mais efetivas do governo junto ao setor sucroenergético, nós corremos o risco de sofrer com a falta de etanol no País”, alerta Rocha.Na opinião do presidente do Fórum, o setor sucroalcooleiro enfrenta uma das piores crises de sua história.”De 2005 a 2008, o País registrou um aumento de 25% no número de unidades sucroalcooleiras instaladas. De 2008 para 2014, 30% das quase 390 usinas existentes no Brasil mudaram de mãos, fecharam, suspenderam as atividades ou estão fazendo a moagem fora de seu município”, ilustra.Para tentar amenizar a situação, Rocha acredita que o governo federal está aberto a conversações. No entanto, teme que o período eleitoral atrapalhe a continuidade das negociações com o setor sucroenergético ainda neste ano.”Durante recente reunião do Fórum com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o próprio governo propôs aumentar a mistura de etanol à gasolina de 25% para 27,5%, mas isto não aconteceu ainda. Queremos que o governo mude a banda da chamada `Lei da Mistura´ para um intervalo legal de 20% a 30%”, destaca.Rocha critica o fato de o governo elevar e reduzir a mistura quando quer, para tentar conter a taxa inflacionária, monitorando o preço da gasolina. Para ele, enquanto esta prática persistir, o etanol continuará perdendo competitividade.”Ao tentar segurar a inflação a todo custo, controlando o preço da gasolina, o governo está fazendo da própria gasolina a maior concorrente do etanol, até porque o governo concedeu um subsídio a ela, a exemplo da desoneração com o fim do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Essa situação, inclusive, resultou em perdas importantes na arrecadação dos municípios brasileiros. Além disso, o governo precisa majorar o combustível fóssil, incentivar a energia limpa como é feito em outros países, mas isto não é colocado em prática.”Quanto aos custos da indústria, Rocha ressalta que a implantação do Estatuto do Motorista no ano passado onerou ainda mais os gastos para as indústrias. Depois disso, as empresas têm encontrado dificuldades de conseguir caminhões e motoristas para realizar os fretes.”De 2013 para este ano, houve um aumento de quase 8,6% das despesas com o frete, que passaram de US$ 53,7 por tonelada para US$ 58,31.”Para Rocha, outro problema nacional – além da falta de uma “Lei da Mistura” mais efetiva, do alto endividamento do setor sucroenergético e dos altos custos da produção na indústria – está ligado ao fato de o governo federal não elaborar políticas públicas de incentivo ao uso de energia renovável.”No nosso setor, apenas 40% das indústrias estão exportando bioeletricidade e, mesmo assim, sem utilizar toda a sua potência porque precisariam trocar muitos equipamentos, e isto custa caro. Temos um potencial enorme, comparado a mais de duas usinas hidrelétricas Itaipus, mas não aproveitamos.”Saiba maisO Fórum Nacional Sucroenergético é uma entidade criada no dia 24 de julho de 2013, com sede em Brasília, que atua na defesa do setor no País. Ao todo, representantes de entidades de 15 Estados produtores de etanol, açúcar e bioeletricidade participam dele.Integram o Fórum as Associações de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar) e de Bionergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), os Sindicatos das Indústrias do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar/AL), das Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), das Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) e de Fabricação de Etanol do Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), as Uniões dos Produtores de Bioenergia (Udop) e da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e os sindicatos do Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Paraíba.Em março deste ano, durante uma reunião com o ministro do Mapa, Neri Geller, o Fórum pediu ao governo para que incentive a melhoria da eficiência energética dos motores flex e mantenha o Programa Pró-Renova com a equalização das taxas de 2013, para as empresas nacionais de capital estrangeiro. Ainda solicitou que mantenha a atual política da utilização do açúcar e adoçantes nos refrigerantes fabricados no País.
Sessenta e seis usinas sucroalcooleiras, de 2008 a 2014, suspenderam suas atividades ou fecharam definitivamente as portas na região Centro-Sul do Brasil, segundo informações do presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Luiz Rocha. Ele foi eleito há um ano para comandar a entidade, que foi criada na mesma época em Brasília (DF) para representar 16 importantes entidades de 15 estados produtores de açúcar, etanol e bioenergia.
Ele destaca que, nos últimos seis anos, o segmento fechou mais de 80 mil postos de trabalho.
“Diante do cenário, já revimos nossa previsão da safra 2014/15 de cana-de-açúcar: antes era de 589 milhões de toneladas de cana e agora passamos para 560 milhões. O setor, em média, acumula R$ 60 bilhões em dívidas e está faturando somente R$ 65 bi. Se o Brasil não contar com políticas públicas e ações mais efetivas do governo junto ao setor sucroenergético, nós corremos o risco de sofrer com a falta de etanol no País”, alerta Rocha.
Na opinião do presidente do Fórum, o setor sucroalcooleiro enfrenta uma das piores crises de sua história.
“De 2005 a 2008, o País registrou um aumento de 25% no número de unidades sucroalcooleiras instaladas. De 2008 para 2014, 30% das quase 390 usinas existentes no Brasil mudaram de mãos, fecharam, suspenderam as atividades ou estão fazendo a moagem fora de seu município”, ilustra.
Para tentar amenizar a situação, Rocha acredita que o governo federal está aberto a conversações. No entanto, teme que o período eleitoral atrapalhe a continuidade das negociações com o setor sucroenergético ainda neste ano.
“Durante recente reunião do Fórum com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o próprio governo propôs aumentar a mistura de etanol à gasolina de 25% para 27,5%, mas isto não aconteceu ainda. Queremos que o governo mude a banda da chamada `Lei da Mistura´ para um intervalo legal de 20% a 30%”, destaca.
Rocha critica o fato de o governo elevar e reduzir a mistura quando quer, para tentar conter a taxa inflacionária, monitorando o preço da gasolina. Para ele, enquanto esta prática persistir, o etanol continuará perdendo competitividade.
“Ao tentar segurar a inflação a todo custo, controlando o preço da gasolina, o governo está fazendo da própria gasolina a maior concorrente do etanol, até porque o governo concedeu um subsídio a ela, a exemplo da desoneração com o fim do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Essa situação, inclusive, resultou em perdas importantes na arrecadação dos municípios brasileiros. Além disso, o governo precisa majorar o combustível fóssil, incentivar a energia limpa como é feito em outros países, mas isto não é colocado em prática.”
Quanto aos custos da indústria, Rocha ressalta que a implantação do Estatuto do Motorista no ano passado onerou ainda mais os gastos para as indústrias. Depois disso, as empresas têm encontrado dificuldades de conseguir caminhões e motoristas para realizar os fretes.
“De 2013 para este ano, houve um aumento de quase 8,6% das despesas com o frete, que passaram de US$ 53,7 por tonelada para US$ 58,31.”
Para Rocha, outro problema nacional – além da falta de uma “Lei da Mistura” mais efetiva, do alto endividamento do setor sucroenergético e dos altos custos da produção na indústria – está ligado ao fato de o governo federal não elaborar políticas públicas de incentivo ao uso de energia renovável.
“No nosso setor, apenas 40% das indústrias estão exportando bioeletricidade e, mesmo assim, sem utilizar toda a sua potência porque precisariam trocar muitos equipamentos, e isto custa caro. Temos um potencial enorme, comparado a mais de duas usinas hidrelétricas Itaipus, mas não aproveitamos.”
Saiba mais
O Fórum Nacional Sucroenergético é uma entidade criada no dia 24 de julho de 2013, com sede em Brasília, que atua na defesa do setor no País. Ao todo, representantes de entidades de 15 Estados produtores de etanol, açúcar e bioeletricidade participam dele.
Integram o Fórum as Associações de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar) e de Bionergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), os Sindicatos das Indústrias do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar/AL), das Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), das Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) e de Fabricação de Etanol do Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), as Uniões dos Produtores de Bioenergia (Udop) e da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e os sindicatos do Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Paraíba.
Em março deste ano, durante uma reunião com o ministro do Mapa, Neri Geller, o Fórum pediu ao governo para que incentive a melhoria da eficiência energética dos motores flex e mantenha o Programa Pró-Renova com a equalização das taxas de 2013, para as empresas nacionais de capital estrangeiro. Ainda solicitou que mantenha a atual política da utilização do açúcar e adoçantes nos refrigerantes fabricados no País.

Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura – SNA/RJ

Colheita de cana está 15 pontos percentuais atrasada

A colheita da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul não passou de 15% da área cultivada, 15 pontos percentuais a menos que a média histórica para o período. O motivo de tamanho atraso seriam as más condições climáticas sofridas pelos locais de cultivo.
De acordo com o relatório publicado nessa quinta-feira (31) pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado (Emater – RS), as regiões de Missões e a Fronteira Noroeste do Rio Grande do Sul foram atingidas por chuvas intensas nos últimos meses, o que causou enxurradas e alagamentos no campo. Com a alta umidade do solo as máquinas não conseguem entrar nas lavouras, o que acaba atrasando todo o trabalho. Mesmo os agricultores que realizam a colheita manual estão encontrando problemas para trabalhar.
No litoral norte e médio do estado, as lavouras apresentam boas condições, tanto as de sequeira, quanto as novas.

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A produtividade está dentro das expectativas iniciais, cerca de 60 toneladas de cana por hectare. O rendimento industrial, no entanto, está um pouco abaixo do usual, a cada tonelada de cana moída devem ser produzidos 60 litros de álcool.
No momento, as temperaturas estão mais amenas no Rio Grande do Sul, considerando o período de inverno, o que fez com que os pecuaristas reservassem o estoque de cana para alimentação do gado para temperaturas mais rigorosas.

Fonte:

http://www.revistacanavieiros.com.br/conteudo/colheita-de-cana-esta15-pontos-percentuais-atrasada-no-rs

Deputados aprovam aumento de etanol na gasolina

A Câmara dos Deputados aprovou, em votação realizada quarta-feira (06/08), a Medida Provisória que possibilita o aumento de 25% para 27,5% a quantidade de etanol anidro que é misturada obrigatoriamente à gasolina.

O texto, aprovado de forma unânime na Casa, segue agora para apreciação do Senado, o que deve acontecer até setembro. Se aprovado, pode passar a ser aplicado ainda neste ano.

O aumento na porcentagem de etanol à gasolina, além de diminuir a dependência do Brasil quanto aos combustíveis de origem fóssil, ainda deve beneficiar o produtor de cana-de-açúcar brasileiro, comentou o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB).

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Segundo ele, que apresentou emenda e discursou na tribuna em defesa dos biocombustíveis, a medida traz inúmeros benefícios ao país, permitindo melhora na balança comercial inclusive, sem contar os benefícios ao meio ambiente.

“O índice de 25% para 27,5% a princípio pode parecer pequeno, mas há uma grande diferença no volume total, significa um aumento de 10% no mercado de álcool anidro no país. Cada vez que você aumenta a quantidade de combustível limpo, as condições ambientais melhoram. Além disso, você atende a um mercado de biocombustíveis em um momento em que ele passa por uma crise, além de diminuir a necessidade de compra de gasolina pela Petrobras”, disse.

Mendes Thame pontuou que houve uma dupla conquista na aprovação da MP, que passou tanto pela comissão mista quanto pela Câmara. Segundo ele, o texto deve ser apreciado pelo Senado no próximo dia 2 de setembro.

O deputado ressaltou que a medida, apesar de ser um incentivo ao produtor de cana-de-açúcar, não é a solução para a crise atual.

“A minha preocupação, o meu relacionamento é muito mais com os produtores de cana, que passam por uma situação muito grave, com a seca que dizimou quase 30% da produção. O aumento na mistura é um incentivo importante, mas não é a solução. Precisamos de uma política muito mais a fundo.”

ÓLEO DIESEL — A Medida Provisória prevê também o aumento da mistura de biodiesel ao óleo diesel, que, dessa forma, passa de 5% para 6% em agosto e para 7%, em novembro deste ano.

Segundo cálculos do Ministério de Minas e Energia, a cada ponto percentual de biodiesel misturado no diesel mineral distribuído no país, a demanda pelo combustível vegetal aumenta em 600 milhões de litros.

O texto também estabelece que o biodiesel deve ser fabricado preferencialmente a partir de matérias-primas produzidas pela agricultura familiar.

“Isso vai beneficiar muito o pequeno e médio produtor rural, além de reduzir a ociosidade da indústria nacional, que sofre com a falta de planejamento da política energética do governo atual”, disse Thame.

Política de incentivo à gasolina prejudica setor canavieiro

A falta de medidas governamentais à produção e competitividade do etanol no mercado é apenas um dos problemas que vem sendo enfrentados pelos canavieiros nos últimos três anos.

A situação de dificuldade dos produtores passa ainda por quebras da atual safra, custos produtivos cada vez maiores e incidência de um pesado “Custo Brasil”, que impacta todos os setores da economia brasileira.

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 Foto: M. Germano/JP

Em entrevista exclusiva ao Jornal de Piracicaba, o presidente da Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo), Arnaldo Bortoletto, comentou o cenário atual do segmento e as expectativas para os próximos meses, bem como as ações que estão sendo realizadas no intuito de promover uma recuperação das condições produtivas no setor.

Ele reforçou que ao longo dos últimos anos, a categoria viu crescer o incentivo à gasolina — que tem sido utilizada como uma ferramenta para controle da inflação pelo governo — em detrimento do etanol, biocombustível renovável e menos poluente.

O dirigente explicou que em meados dos anos 2000, houve toda uma movimentação do segmento ligado à cana-de-açúcar, pois havia uma expectativa de que o etanol produzido nacionalmente pudesse ser exportado, situação que foi incentivada pelo próprio governo e gerou uma série de investimentos privados para ampliação da oferta do biocombustível.

Posteriormente, todas as atenções, no entanto, acabaram sendo voltadas ao pré-sal, com o etanol sendo deixado cada vez mais de lado pela União.

“Em 2008, com a crise econômica mundial, o setor também passou por dificuldades e produtores com empréstimos acabaram sem caixa para investimento. No entanto, ainda tínhamos um bom momento para o açúcar, que teve preços maiores no mercado internacional. Desde 2012, no entanto, esses preços tiveram grande redução, deixando a situação do produtor ainda mais complicada”, disse.

Com o cenário de investimento da União cada vez mais na gasolina, tanto a produção de açúcar quanto de etanol passa por problemas, pontuou Bortoletto.

“O governo passou a investir cada vez mais na gasolina, inclusive hoje subsidiando os custos, importando a um preço mais alto do que é vendida aqui, e deixou de investir na nossa energia, que é renovável e que não tem origem fóssil”, disse.

Além das subvenções à gasolina, para controlar o preço também foi retirada a CID (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico)do combustível, lembrou o presidente.

“Ou seja, em todo esse período, o que presenciamos sempre foram medidas contrárias ao etanol. O pré-sal e o investimento subsidiando a gasolina tem deixado a Petrobras cada vez mais endividada. O que não dá para entender é porque incentivar tanto a gasolina e deixar o etanol de lado. Muitos produtores, indústrias pararam as atividades por não conseguirem acompanhar. A Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar) também cobra mais clareza no preço da gasolina, porque hoje não se sabe como é essa composição.”

Bortoletto cita que os produtores há mais de 50 dias encaminharam documento à presidente Dilma Rousseff (PT) sem que haja, até o momento, qualquer resposta à classe.

Os canavicultores também preparam documento com pedido de auxílio para que os custos produtivos não quebrem ainda mais pequenos agricultores.

Hoje, cada tonelada de cana tem valor estimado em R$ 72, enquanto o valor de venda para o mercado gira em torno de R$ 60, lembrou.

Fonte:

http://jornaldepiracicaba.com.br/capa/default.asp?p=viewnot&cat=viewnot&idnot=220207

Setor terá de investir R$ 50 bilhões para atender à demanda de etanol

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Avaliação é do coordenador de Açúcar e Etanol do Ministério da Agricultura, Cid Caldas; segundo ele, investimentos devem ocorrer até 2022

O coordenador de Açúcar e Etanol do Ministério da Agricultura, Cid Caldas, avaliou, na noite desta quinta, dia 24, que serão necessários R$ 50 bilhões de investimentos no setor até 2022 para atender ao crescimento de demanda em etanol. Cálculos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que o consumo do combustível, de 27,3 bilhões de litros no ano passado, dobrará em nove anos, para 54,5 bilhões de litros.

Mesmo sem usinas novas previstas no curto prazo, o governo prevê a necessidade de construção de 40 plantas industriais no período, com um aumento da oferta de cana de pouco mais 600 milhões para 1 bilhão de toneladas de cana.

O total de usinas necessárias para ampliar a demanda de cana corresponde ao número de unidades fechadas com a crise iniciada em 2009, considerada hoje uma das piores da história.

– [A crise] ainda é reflexo de 2009, iniciada com a crise financeira seguida de duas crises climáticas e mais uma agora. Não deu fôlego para o setor reagir – afirmou Caldas, durante palestra em Sertãozinho (SP). O coordenador de Açúcar e Etanol do Ministério da Agricultura citou ainda os investimentos necessários para a produção de energia cogerada a partir do bagaço da cana em um cenário de crise de abastecimento.

– Há o risco de abastecimento de energia elétrica e precisamos mudar a ideia de energia proveniente das águas e eólica. Ano que vem essa luz vai acender e outros órgãos do governo vão perceber que é preciso de contrato de longo prazo de energia elétrica para garantir a oferta – afirmou.

Fonte

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/07/setor-tera-de-investir-r-50-bilhoes-para-atender-a-demanda-de-etanol-4559906.html

Usinas de cana dispensam mais de mil trabalhadores no interior de São Paulo

Profissionais não sindicalizados e com menos de um ano de empresa foram principais atingidos

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A quebra de safra de cana-de-açúcar está provocando demissões no interior de São Paulo. Só na região de Araçatuba (SP) as usinas dispensaram antecipadamente mais de mil funcionários, informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade, Aparecido Guilherme de Moura. Segundo ele, entre os filiados a demissão nas duas últimas semanas atinge 45, mas o sindicato constatou o afastamento principalmente de profissionais com menos de um ano de empresa, não sindicalizados. “São mais de mil”, disse ele. Como as perdas de produto continuam sendo registradas no campo, a perspectiva é de que usinas de outras regiões do Estado também demitam trabalhadores.

Por enquanto, as dispensas estavam concentradas em Araçatuba, uma das áreas mais afetadas pela severa estiagem no início do ano, mas produtores das proximidades já se preocupam com o impacto destes acontecimentos, como em Piracicaba:

– Isso é resultado da quebra de safra e logo mais deve chegar à nossa região – afirmou o vice-presidente da Cooperativa dos Plantadores de Cana de São Paulo (Coplacana), José Coral.

A seca entre janeiro e fevereiro prejudicou o desenvolvimento dos canaviais e reduziu a oferta de matéria-prima para ser moída no ciclo 2014/2015, iniciado em abril. A expectativa é de que os trabalhos estejam quase completos na primeira quinzena de novembro, até 30 dias antes do usual. Como consequência, trabalhadores temporários que seriam dispensados no final da safra já estão deixando as usinas. De acoedo com Coral:

– Talvez a intenção seja ir devagar com a moagem, porque não pode parar de uma vez. Mas neste ano há muito mais demissões. Boa parte é da lavoura, mas há também da indústria.

Na região de Piracicaba, a quebra de produção deve ser de 22%, o equivalente a 8 milhões de toneladas, “ou três grandes usinas”, segundo o vice-presidente da Coplacana. Em todo o Centro-Sul, principal região produtora do país, a perda pode ser de quase 3%, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Já consultorias como a Datagro consideram quebra de até 6%, com processamento total em torno de 560 milhões de toneladas.

Fonte:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/07/usinas-de-cana-dispensam-mais-de-mil-trabalhadores-no-interior-de-sao-paulo-4564323.html

Exportações de etanol recuam mais de 30% em 2014

Etanol de cana perde competitividade em relação ao etanol de milho, produzido nos Estados Unidos

O etanol brasileiro não consegue competir com o combustível que é produzido nos Estados Unidos. Apesar da queda das vendas externas, o aumento do consumo interno e a diminuição da oferta este ano, devem fazer com que os preços subam.

A perda de competitividade do etanol feito com a cana-de-açúcar, em relação ao etanol de milho, ajuda a explicar a queda das exportações do produto brasileiro. Os preços do milho caem com a previsão de safra de mais de 350 milhões de toneladas do cereal nas lavouras americanas.

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– Nós deixamos de vender ao mercado americano, mas outros mercados estão sendo ocupados pelo etanol americano neste momento. Mercados tradicionais do Brasil, as nossas exportações foram reduzidas para os Estados Unidos e para estes outros mercados – diz Tarcilo Rodrigues, analista de mercado.

A queda das exportações de etanol vem sendo compensada pelo aumento das vendas no mercado interno, que cresceram 12% nos seis primeiros meses do ano. O aumento de consumo acontece tanto para o etanol anidro, quanto para o hidratado. A oferta do combustível é maior, por enquanto, porque a moagem de cana este ano está superior na comparação com o mesmo período de 2013. O acumulado até junho é cerca de 10% maior, com mais de 200 milhões de toneladas de cana.

– Dá a impressão ao mercado, que nós temos mais cana este ano, o que não é verdade. No ano passado, nós produzimos 595 milhões de toneladas no Centro-Sul. Este ano, a gente deve chegar em 560, e algumas empresas, inclusive, trabalham com o número de 550 milhões – afirma Arnaldo Luiz Corrêa, gestor de riscos de commodities agrícolas.

Por causa da seca, a colheita da cana está acelerada, mas a estiagem diminuiu a produção dos canaviais e os preços do etanol caíram com o aumento de oferta dos últimos meses.

– Os preços estabilizam agora, talvez mais 30 dias estáveis e comece uma ligeira subida para ir ajustando os estoques disponíveis, até que se encontre a próxima safra – projeta Rodrigues.

Mesmo com aumento de preços, os especialistas criticam o controle do valor da gasolina que limita os ganhos do etanol. O setor sucroenergético enfrenta crise com o fechamento de usinas e o alto endividamento das empresas que tentam se manter.

– O setor deve hoje quase 60 bilhões de reais, é uma dívida enorme. Muito em função da promessa de expansão – pontua Corrêa.

Roberta Silveira | São Paulo (SP)

Fonte:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/07/exportacoes-de-etanol-recuam-mais-de-30-em-2014-4563728.html

Setor sucroalcooleiro enfrenta uma das maiores crises da história

cana_de_acucarSetor sucroalcooleiro enfrenta uma das maiores crises da história
Nos últimos dois anos, setor de açúcar e etanol perdeu 60 mil empregos.

São Paulo produz 60% da cana do país. Nos últimos quatro anos, 26 usinas foram fechadas no estado, cinco só na região de Ribeirão Preto (SP). Milhares de trabalhadores perderam o emprego e outros setores sentem o reflexo da crise.
As máquinas não param porque é preciso colher a cana que foi plantada. Mas nas usinas, o ritmo é outro. Uma delas não suportou a crise e fechou há três meses.
“É a pior crise e não sai dela. No ano passado, a gente achava que neste ano ia melhorar, mas não melhorou. Piorou”, diz Antônio Eduardo Tonielo Filho, presidente do Ceise (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis).
Para esse economista o setor de açúcar e álcool enfrenta a pior crise dos últimos 30 anos.
“Está vinculada a um aumento dos custos de produção nos últimos cinco anos e preços muito baixos relativo à queda do preço internacional de açúcar e também um teto que o etanol tem na produção. Hoje os custos superam o preço que a usina recebe pelo etanol que produz”, analisa Roberto Fava, professor de Economia da USP (Universidade de São Paulo).
Sertãozinho, no interior de São Paulo, concentra o maior pólo de indústrias que fornecem peças e equipamentos para as usinas. São 700 fábricas, que empregam mais de 10 mil trabalhadores. 800 já foram demitidos. As empresas cortaram o terceiro turno, hora-extra e tentam, agora, evitar os calotes.
“Só se ele pagar à vista e pagar parte da dívida anterior porque, senão, não tem condições, não temos mais condições de bancar o usineiro”, afirma Osvaldo Mazer, dono de uma metalúrgica.
Nesta época do ano, as empresas deveriam contratar trabalhadores, mas o que está ocorrendo em Sertãozinho (SP) é exatamente o contrário. Uma das maiores fábricas da cidade demitiu 85 trabalhadores e agora quer pagar as rescisões em até oito vezes.
E quem perde o emprego, sabe que vai demorar muito tempo para arranjar outro. Se conseguir. “Nunca chegou a esse ponto porque nunca fiquei parado. Nunca fiquei parado, está difícil encontrar emprego agora”, conta o soldador Gustavo Ferreira.
Na região de Ribeirão Preto (SP), onde 90% das cidades dependem da cana, alguns segmentos perderam até 60% das vendas.

Acompanhe a matéria na integra no link abaixo:

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/07/setor-sucroalcooleiro-enfrenta-uma-das-maiores-crises-da-historia.html

Produtores de cana-de-açúcar da região pedem socorro

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Foto: Claudinho Coradini/JP

Produtores de cana-de-açúcar da região de Piracicaba devem encaminhar, nas próximas semanas, pedido de auxílio ao Governo Federal.

O intuito é que a União possa fornecer ajuda de custo aos pequenos canavieiros paulistas, com um valor que possa ressarcir os custos da safra, já que hoje, além dos baixos preços praticados no mercado, há ainda uma quebra de produção.

A medida surge como uma alternativa para amenizar as crises pelas quais o setor vem passando e substitui a proposta de boicote no fornecimento de etanol à Petrobras, que havia sido sugerida pela categoria no início do mês.

A intenção de paralisar a entrega do biocombustível à estatal dependia do apoio do setor industrial, que acabou não aderindo à proposta por ter compromissos contratuais prévios e que prevêem a garantia de entrega do produto às distribuidoras.

O produtor e presidente da Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo), Arnaldo Bortoleto, afirmou que o pedido de apoio ao Governo é uma das últimas alternativas encontradas pela categoria, que já enfrenta problemas para manter a produção há pelo menos três anos.

“Como as indústrias têm contratos que prevêem a garantia de entrega do etanol, um movimento de paralisação precisaria ocorrer na safra, o que é inviável neste momento, já que todo o Centro-Sul está em colheita e para ocorrer algo do tipo, precisaríamos estar no início da safra. Como o boicote não é mais uma possibilidade, resta aos produtores levar a nossa situação ao Governo e pedir que haja um apoio, uma ajuda de custo aos pequenos produtores.”

O apoio seria uma espécie de ressarcimento aos produtores, com aporte entre R$ 10 e R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar colhida, valor que ainda está sendo levantada pela categoria.

A medida seria estendida a todo pequeno canavieiro paulista — aqueles que produzem até 10 mil toneladas de cana por safra.

Segundo Bortoleto, auxílios como o solicitado pelos produtores locais já foram concedidos a canavieiros do nordeste por duas safras.

Na ocasião, além dos pequenos produtores de cana, indústrias produtoras de etanol daquela região também tiveram apoio nesse sentido. “Vamos apurar o que está sendo perdido nesta safra e levar o pedido à União.”

Conforme os produtores, há mais de três anos os preços no setor estão estagnados, o que vem provocando inúmeros problemas para o setor. Enquanto os canavieiros deveriam receber entre R$ 75 e R$ 80 por tonelada de cana colhida, o preço praticado hoje gira em torno de R$ 63, o que prejudica o setor e inviabiliza novos investimentos.

BOICOTE — O boicote no fornecimento de etanol à Petrobras foi apresentado na segunda-feira (21/07) na Consecana (Conselho dos Produtores de Canade- Açúcar, Açúcar e Álcool no Estado de São Paulo) e acabou não tendo adesão da indústria.

O intuito era segurar todo o etanol anidro (adicionado à gasolina), o que pressionaria o Governo a se posicionar e discutir medidas que pudessem viabilizar a recuperação do setor sucroalcooleiro.

Fonte:

http://jornaldepiracicaba.com.br/capa/default.asp?p=viewnot&cat=viewnot&idnot=220073

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